Não te contentes em ser uma lanterna se podes ser uma estrela #
domingo, 27 de junho de 2010
desilusão com o mundo
A pior solidão que existe é darmo-nos conta de que as pessoas são idiotas.
Chamem-lhe crise existencial, chamem-lhe parvoíces momentâneas, chamem o que quiserem. A verdade é que estou desiludida com o mundo, e com as pessoas que vivem nele. O declínio da sociedade, a perda dos princípios éticos e morais, o "rouba ou és roubado", o sermos manipulados como se fôssemos uns bonecos da Legos. Sinto-me cada vez mais deslocada das pessoas, a verdade é essa. As mentiras, as omissões, as facadas pelas costas, as traições. Nunca o ser humano se assemelhou tanto aos animais, o mundo está uma selva, as discotecas e a vida nocturna são praticamente sinónimos de refeitórios e masturbações colectivas, andam todos à caça, não importa o que já têm na mão, quanto mais melhor. Desvaloriza-se a qualidade, valoriza-se a quantidade. Já ninguém é responsável pelo que cativa; já ninguém sente esse pequeno prazer de cativar e ser cativado, apenas de as ter nos braços e largá-las logo a seguir... Já ninguém olha para trás, quando esquece os erros que cometeu, e voltam a cometê-los. Todos seguem a multidão, e essa multidão não se apercebe que está à beira do abismo. Já ninguém dá importância à inteligência, aos valores e ao amor. Preferem dá-la à beleza, à diversão e às aventuras. Nunca umas coisas foram antónimos das outras, apenas há que saber ter tudo nas medidas certas.
Eles acham-se loucos, mas nada são para além de estúpidos. E embora tenham uma linha de fronteira muito ténue, existe diferença entre loucura e estupidez. Podemos ser loucos, aliás, como me disseram um dia, é preciso ser-se louco. Mas podemos ser loucos, com princípios, desafiarmo-nos constantemente, ter ataques de parvoíce e fazer as maiores figuras de sempre. Fazemos as pessoas rir com a nossa badaméquice. Agora se formos estúpidos... Vamos acabar com certeza por magoar alguém, por nos afastarmos pelos motivos mais idiotas e por pôr um fim em algo que nos podia fazer crescer mesmo muito. E pior que isto tudo, é dizerem que as pessoas nunca mudam. Onde está a fé? Só não muda quem não quer...
O importante é a evolução, e eu só vejo o Mundo a regredir. Em todos os sentidos... Porque já ninguém quer saber.
sábado, 26 de junho de 2010
Mudança
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
Luís de Camões
quarta-feira, 23 de junho de 2010
ACABOUUUU.. a 1ª fase
Epa, eu sei que ainda tenho muita coisa pela frente.. Mas isto de a 1ª fase já ter acabado.. Que alívio, umas fériazinhas e mais tempo para estudar sem ser à pressão, e fazer as coisas que mais gosto..
terça-feira, 22 de junho de 2010
when i get older, i will be stronger #
When I get older, I will be stronger
They’ll call me freedom, just like a Waving Flag
And then it goes back, and then it goes back,
And then it goes back
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Uma homenagem ao nosso Nobel da Literatura
"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
José Saramago
[16 Novembro 1922 - 18 Junho 2010]
Lição de moral
11h30
Entrei no autocarro para São João. Tinha de sair de casa para estudar, já que em casa parece totalmente impossível. Às tantas, quando chego à Alapraia, entra uma senhora que se senta ao meu lado e começa a meter conversa comigo. Pensei que fosse apenas mais uma conversa de fazer passar o tempo, nunca me passaria pela cabeça que àquela hora recebesse uma lição de humanidade.
Senhora: Estes motoristas, quase que matam as pessoas à velocidade que arrancam... Uma pessoa vai sentar-se e o homem é bruto a arrancar... Há os serial killers, e há os bus killers.
Ri-me, achei engraçado como uma senhora assim mais de idade se lembrava de dizer aquilo. Eu ia distraída, a pensar na minha vida, nas minhas relações, a olhar pela janela com o telemóvel na mão, quando a senhora me interrompe os pensamentos outra vez.
Senhora: Você é daquelas pessoas que olha sem ver, ou das que vê quando olha?
Margarida: Como assim?
(aí já sabia que a conversa ia ser interessante)
S: Já reparou que, neste autocarro, está um homem sem mão?
M: A sério? ( e comecei a olhar ) Não tinha reparado...
S: Muitas vezes, as coisas passam-nos despercebidas. As pessoas olham para tudo, mas, na verdade, não vêem nada.
M: Isso é bem verdade.
S: Temos tendência para deixar escapar os pormenores, como se não interessassem. A verdade é que às vezes são os que dizem mais. Devíamos todos ser mais atentos. Vocês jovens que se dão muito aos computadores e a essas coisas de informática.. Deviam fazer, como é que se diz?, um scanning. Chegam a um sítio, olham para tudo e vêem uma vez e depois voltam para trás e vêem só o mais interessante.
Depois a conversa foi um bocado mais passa-tempo, no entanto sempre agradável, até que a senhora ficou calada durante um tempo e quase que deu um saltinho, como quem acaba de ter uma ideia, e diz-me:
Propunha uma modificação na gramática.
M: Qual?
S: Uma alteração nas pessoas dos verbos. A primeira pessoa devia ser Ele, a segunda pessoa Tu e só depois, na terceira pessoa, é que devia ser Eu. Deviam ser os outros antes de nós... Mas não, é sempre eu, eu, eu em primeiro. Por isso é que a gente não se entende.
Dito isto, cheguei à minha paragem.
S: Espero que tenha gostado desta lição de humanidade
M: Gostei muito, mesmo. Obrigada e tenha um bom dia.
Entrei no autocarro para São João. Tinha de sair de casa para estudar, já que em casa parece totalmente impossível. Às tantas, quando chego à Alapraia, entra uma senhora que se senta ao meu lado e começa a meter conversa comigo. Pensei que fosse apenas mais uma conversa de fazer passar o tempo, nunca me passaria pela cabeça que àquela hora recebesse uma lição de humanidade.
Senhora: Estes motoristas, quase que matam as pessoas à velocidade que arrancam... Uma pessoa vai sentar-se e o homem é bruto a arrancar... Há os serial killers, e há os bus killers.
Ri-me, achei engraçado como uma senhora assim mais de idade se lembrava de dizer aquilo. Eu ia distraída, a pensar na minha vida, nas minhas relações, a olhar pela janela com o telemóvel na mão, quando a senhora me interrompe os pensamentos outra vez.
Senhora: Você é daquelas pessoas que olha sem ver, ou das que vê quando olha?
Margarida: Como assim?
(aí já sabia que a conversa ia ser interessante)
S: Já reparou que, neste autocarro, está um homem sem mão?
M: A sério? ( e comecei a olhar ) Não tinha reparado...
S: Muitas vezes, as coisas passam-nos despercebidas. As pessoas olham para tudo, mas, na verdade, não vêem nada.
M: Isso é bem verdade.
S: Temos tendência para deixar escapar os pormenores, como se não interessassem. A verdade é que às vezes são os que dizem mais. Devíamos todos ser mais atentos. Vocês jovens que se dão muito aos computadores e a essas coisas de informática.. Deviam fazer, como é que se diz?, um scanning. Chegam a um sítio, olham para tudo e vêem uma vez e depois voltam para trás e vêem só o mais interessante.
Depois a conversa foi um bocado mais passa-tempo, no entanto sempre agradável, até que a senhora ficou calada durante um tempo e quase que deu um saltinho, como quem acaba de ter uma ideia, e diz-me:
Propunha uma modificação na gramática.
M: Qual?
S: Uma alteração nas pessoas dos verbos. A primeira pessoa devia ser Ele, a segunda pessoa Tu e só depois, na terceira pessoa, é que devia ser Eu. Deviam ser os outros antes de nós... Mas não, é sempre eu, eu, eu em primeiro. Por isso é que a gente não se entende.
Dito isto, cheguei à minha paragem.
S: Espero que tenha gostado desta lição de humanidade
M: Gostei muito, mesmo. Obrigada e tenha um bom dia.
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Pérolas de Sabedoria
quinta-feira, 17 de junho de 2010
pensamentos soltos de uma realidade concreta
Às vezes esqueço-me de dar importância às coisas. Dou-a aos pequenos pormenores e parece que ignoro o básico. Aquilo que mais surge no pensamento, que é mais visível, maior. Esqueço-me disso. Ainda não percebi que deixaste uma marca irreversível... Ou se calhar percebi, e não lhe dei importância. Diz-se por aí que são grandes passos, para mim parece que foi apenas mais um passo. Demasiado natural para se lhe dar tamanha importância. Mais a dou aos pormenores em que ninguém repara, que nem tu reparas. O mais discreto é o que mais me chama a atenção. As pequenas coisas. Isto porque se o Mundo é marcado de grandes feitos, só anda para a frente com os nossos quase insignificantes passos de formiga de cada dia. O "pula e avança" é mera ilusão.
Não podemos ser apaixonados só de vez em quando, apenas nos dias importantes... Isso não é nada mais que pura hipocrisia. É necessário abraçar o nosso caminho e correr pela vida, sempre em frente, tropeces as vezes que tropeçares, caias quantas vezes caíres. Joelho esfolado? Faz parte, não pares! Não há mal que não se resolva, é tudo uma questão de confiança. Se ficares com uma cicatriz, feia ou discreta, encara-a como uma lição. Que todas as vezes que foste de cara ao chão, e choraste, apenas te fizeram mais forte. Porquê? Porque foste capaz de te levantar e continuar a correr. Porque se é para dar, é para dar tudo de nós. Mesmo que isso seja apenas mais um passo da corrida, e que esse passo te faça comer areia outra vez...
Não podemos ser apaixonados só de vez em quando, apenas nos dias importantes... Isso não é nada mais que pura hipocrisia. É necessário abraçar o nosso caminho e correr pela vida, sempre em frente, tropeces as vezes que tropeçares, caias quantas vezes caíres. Joelho esfolado? Faz parte, não pares! Não há mal que não se resolva, é tudo uma questão de confiança. Se ficares com uma cicatriz, feia ou discreta, encara-a como uma lição. Que todas as vezes que foste de cara ao chão, e choraste, apenas te fizeram mais forte. Porquê? Porque foste capaz de te levantar e continuar a correr. Porque se é para dar, é para dar tudo de nós. Mesmo que isso seja apenas mais um passo da corrida, e que esse passo te faça comer areia outra vez...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Deolinda *.* 26 de Agosto - ESTOU LÁ!
Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.
Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.
Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.
Anda, faz uma pausa,
encosta o carro, sai da corrida,
larga essa guerra, que a tua meta
está deste lado da tua vida.
Muda de nível, sai do estado invisível,
põe o modo compatível com a minha condição,
que a tua vida é real e repetida,
dá-te mais que o impossível, se me deres a tua mão.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que mais perde se não vens.
Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo vales tão pouco,
troca de vício por outro novo,
que o desafio é corpo a corpo.
Escolhe a arma, a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha, põe no máximo o poder.
Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.
right kind of wrong
Know all about your reputation
and now it's bound to be a heartbreak situation.
But I can't help it if I'm helpless
every time that I'm where you are.
Loving you that isn't really something I should do,
I shouldn't wanna spend my time with you.
Well I should try to be strong, I should try to be strong,
but baby you're the right kind of wrong
my right kind of wrong #
sábado, 12 de junho de 2010
state of mind - 12
That silly little moment when you sit and stare at a rainbow
asking yourself if you are really happy
Medo
Henry Miller
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Pérolas de Sabedoria
domingo, 6 de junho de 2010
karma, what goes around comes around [p]
"From the bottom of my heart, i just want you to be happy,
you're happy, i'm happy.. ok? [..]
É que agora estás bem, mereces estar bem,
não quero nem vou estragar isso..."
you're happy, i'm happy.. ok? [..]
É que agora estás bem, mereces estar bem,
não quero nem vou estragar isso..."
"Porque haverias de estragar?"
"Nada, já falei demais.."
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ninguém sente medo do desconhecido, porque qualquer pessoa é capaz de conquistar tudo o que quer e necessita. Só sentimos medo de perder aquilo que temos, sejam as nossas vidas ou as nossas plantações. Mas este medo passa quando entendemos que a nossa história e a história do Mundo foram escritas pela mesma mão.
O Alquimista, Paulo Coelho
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