domingo, 14 de abril de 2013

eu tenho uma certa atracção pelo desastre.


Como eu disse no Facebook, há quem tenha um dom para dançar, eu tenho um dom para me magoar. Então não é que no ensaio geral, faço voar (literalmente) uma mesa do Ikea ao atingi-la com o meu pé? Claro que no resto da coreografia andei a praguejar interiormente de dor. E pobre da minha amiga que também se magoou à pala da brincadeira. 

Quando vou ver o pé ele é sangue pisado, ele é um inchaço enorme e quando fui passar água fria por não saber que havia gelo no ginásio olho para o dedo mindinho do pé e parece-me todo torto e, pior, partido... Mas afinal não, o inchaço é que parecia fazer o dedo deficiente. 

E pronto, depois lá encontrei gelo e passei Voltaren e agora ando nisto do gelo e Voltaren para conseguir andar sem dores. Já em Julho fiquei sem metade da unha do dedo grande do (mesmo) pé também a dançar. Há 3 anos levei com uma gadanha na cabeça (é só uma espécie de uma foice! História relatada aqui e aqui). Isso e outras inúmeras vezes em que me magoo com menos gravidade.

sábado, 13 de abril de 2013

how animals eat their food.


O vídeo mais parvo e que mais me fez rir hoje ahah x)

todos os dias, algo novo #7


Na última quinta-feira, estava a chegar ao ginásio e deparo-me com este carro que simplesmente achei o máximo. Não faço ideia de quem seja, mas achei genial de tão feminino que é. Estou mesmo a imaginar este carro numa operação stop ahah! 

A isto é que chamo de bom tunning! ^^

objetamente.


Hoje é o ensaio geral do primeiro espectáculo de dança em que vou participar. Se por um lado estou nervosa, por outro já só quero que esse dia chegue. Depois de hoje só tenho mais um ensaio, mas tudo correrá bem :)

Façam algo diferente no próximo fim-de-semana e venham ver um espectáculo de dança eheh!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

praga, dia 2 (II parte)


Limousine do cabaré de Praga que encontrámos pelo caminho
Depois do episódio das rodelas de laranja nos urinóis, saímos da torre já com rumo traçado para uns sítios bonitos que vimos lá de cima. Não fazíamos ideia do que era, decidimos simplesmente visitar as redondezas sem planos nem roteiros. Chegámos a achar que estávamos na Old Town Square mas era tudo, menos isso. É o que dá ter preguiça de usar o mapa.


Fomos andando e demos de caras com este edifício estrondoso, mais conhecido como Casa Municipal. Extremamente bem conservado, cheio de turistas obviamente e distribuidores de panfletos para um concerto clássico que iria dar no dia seguinte. Aproveito já para dizer que Praga tem uma cultura musical invejável. Por todo o lado há concertos de todo o tipo, desde clássico a jazz, rock ou uma miscelânea de tudo e mais alguma coisa. E tocam em todo o lado, em igrejas, na rua, em bares, discotecas... Genial para fãs de música como eu.



Considerado o bar mais antigo de Praga
E nós feitos parvos só para dizer que estivemos sentados no bar mais antigo de Praga
Tanto por fora como por dentro, a Casa Municipal é linda, mas fora lavar a vista com algo tão bem cuidado (coisa a que não estamos habituados), é um sítio que tem mais interesse se forem a um concerto ou bailado pois poderão usufruir um pouco mais do espaço do que os passantes como nós.






Depois de visitar a Casa Municipal, andámos pelas barraquinhas da praça a cuscar as coisinhas típicas e decidimos comer um Trdelník (não consigo perceber como se pronuncia), muito embora na fotografia eu esteja com dois na mão. Este doce é uma espécie de rolo de massa de pão com nozes e açúcar. O mais parecido que já comi foram os palmiers, mas este doce checo dá 10 a 0. Geralmente vemos aqueles espetos com os Trdelníks a rodarem e à primeira vista o aspecto não é o que mais salta à vista, mas sim o cheiro! É tão booom.

Andámos também a cuscar outras barraquinhas com montes de queijos (grelhados até!), fiambres, pretzels gigantes e outras coisas a que não estava mesmo habituada a ver. A Páscoa deles é muito colorida e, ao contrário de nós, eles não usam o coelho como símbolo da Páscoa mas sim... uma galinha! Que é o que faz sentido! As galinhas é que põem ovos!




Acabámos o dia neste centro comercial, chamado Palladium, a comprar o nosso pequeno-almoço e jantar: cereais tipo Nesquik com leite. Depois de descansarmos um pouco, fomos para casa onde ficámos 20 minutos na rua ao frio porque não estava ninguém em casa, nós não tínhamos chave e ninguém atendia o telemóvel! Mas afinal só tinham ido comprar o jantar x)


é desta que vou para o circo.


Ontem pus-me a brincar com a minha cadela e a ordenar para fazer de morta. Como sempre, quando eu queria mostrar o truque aos meus amigos, ela não me obedecia por isso decidi tirar uma fotografia. A ordem, em vez de "faz de morta" ou "morta" é "pum" enquanto faço uma pistola com as mãos. 

E aqui está ela ahah.

porque vi isto no shiuuu.


E achei lindo :)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

desenquadramento.


Não me enquadro. Simplesmente não me enquadro numa sociedade acéfala que me tenta deturpar o olhar e ditar os passos do caminho que eu devo percorrer. Não me enquadro num mundo em que a inveja e o egoísmo lideram. Em que o egocentrismo é qualidade geral. Em que a rotina, o correcto, o socialmente aceitável, e não os sonhos, comandam a vida, manipulando, bloqueando e limitando todos os nossos sentidos. 

Não me enquadro num mundo em que o maior prazer da vida não seja o de viver, mas o de fingir e mostrar aos outros o que (não) se vive. Um mundo que se alimenta de vícios nocivos e de superficialidades, que se preocupa mais com o que tem do que quem mantém na sua vida. Um mundo em que uma pessoa é considerada bonita ou feia consoante a roupa que veste e a maquilhagem que utiliza. 

Não me enquadro numa sociedade que passa um concerto inteiro a filmar e a tirar fotografias, em vez de simplesmente sentir a música, ali. Viva. Vibrante. Que só olha para onde a câmara aponta, sem guardar tempo para ver com os próprios olhos. Que passa por tudo a correr, sem parar para reparar nos pormenores, para depois afirmarem que foi o máximo e perfeito. 

Não me enquadro num mundo em que as pessoas viajam para fazer o mesmo que fazem na sua rotina, para conhecerem o que já conhecem e continuarem com mentes fechadas. Que, para se divertirem, precisam de ajuda de substâncias, sejam elas bebida ou drogas. 

Não me enquadro num mundo que fica chocado por eu dizer que não conheço os Imagine Dragons mas que não sabe quem é Mozart ou Chopin. Que não sabe pensar ou procurar conhecer algo mais do que o que a escola ensina. Não me enquadro numa sociedade que acha que dançar é fazer uns movimentos esquizofrénicos e de gatas com cio nas discotecas. Num mundo em que desporto é futebol e que desvaloriza a cultura, a ponto de não saber escrever correctamente na sua própria língua. 

Simplesmente não me enquadro numa sociedade que segue em manada o mesmo caminho, com os mesmos passos, dando voltas e voltas para acabar no mesmo sítio. Uma sociedade desligada da sua própria alma, mas conectada com o resto do mundo através das redes sociais. Que conhece um leque enorme de pessoas mas não se liga a ninguém, não se sente, não se experiencia, não se vive. Apenas se finge. 

Fingem-se conversas, sorrisos, relações. Finge-se, trai-se, corrompe-se. O capitalismo selvagem impera. Impera e arrasa uma sociedade que aceita deixar-se levar pelas máscaras que, incessantemente e cada vez mais, veste. E eu vou percorrendo o meu caminho, desenquadrada e ignorando os rostos escandalizados que avaliam as minhas escolhas. Afinal, é quando saímos do trilho que descobrimos as melhores coisas e vivemos as melhores histórias. 

E talvez, apenas talvez, eu vá encontrando por aí desenquadrados como eu.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

friendship :')

Num dia menos bom, desabafei com o Miguel e disse que, apesar de sentir que era mesmo importante para ele, o mesmo não acontecia em relação aos meus amigos. Simplesmente não sabia o que era aos olhos deles, que importância tinha ou não tinha. Isto tudo porque as duas pessoas que eu considerava serem os meus melhores amigos me desiludiram de uma forma que me fez pensar que não fazia a diferença na vida de ninguém.

E ele quis provar-me do contrário. Falou com os meus amigos que conhecia e até com os que não conhecia e fez-me este vídeo... :')


Mas como é um troll (eheh), esqueceu-se de incluir o vídeo da nossa futura afilhada (sim, temos uma "afilhada" em comum, o que é super giro ^^) no vídeo completo e, como não queria deixar apenas no computador, fiz também o upload para o meu canal no Youtube. 


Apenas tenho uma coisa a dizer: obrigada, do fundo do meu coração :)

terça-feira, 9 de abril de 2013

música do dia.


Bela. Oh, como tinha saudades de ouvir piano assim... 
Maravilhoso...

todos os dias, algo novo #6


Pela primeira vez na minha vida vi uma pêra gigante que mais parecia uma maçã. Nunca tinha visto algo assim e parecia deliciosa mas, como não a comi nesse dia, ela desapareceu sem eu lhe ter dado uma trinca.

E vocês, o que têm visto assim de "anormal"?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

todos os dias, algo novo #5


Em Praga, como já tinha dito, tive uma enxurrada de novas experiências, das mais banais às mais "complexas". Não vou mencionar todas pois há coisas que são mais bonitas guardadas no nosso coração, mas ainda falarei de algumas.

Esta foi muito simples. Bebi Ice Tea de Chá Verde. Não comecem já com os "ugh" porque, digo-vos, é delicioso. Bebe-se muito bem e tem um sabor menos doce que os Ice Teas que costumamos beber mas é muito fresquinho e suave. Para além de chá verde, o Ice Tea ainda tinha um toquezinho de Aloé Vera, pelo que, mesmo sendo um refrigerante, sempre é capaz de ser um bocadinho menos nocivo para a saúde. Ou então é só para enganar, sei lá. 

Só sei é que é bom e recomendo.

domingo, 7 de abril de 2013

9.


Não é a nossa data, apenas quisemos marcar este dia :)
Porque hoje fazemos 9 meses. Tal como uma gravidez em que o bebé está a ser seguramente concebido, com o corpo a ser formado e cada pormenor a tornar-se cada vez mais perfeito. É assim que vejo a nossa relação. É como um bebé acabado de nascer, que demorou 9 meses a ser construído e moldado. Uma experiência linda e única, uma sensação nova, diferentes aprendizagens. Tudo a ser construído e aperfeiçoado a seu tempo.

Agora, o nosso "bebé" nasceu. Vejo assim a nossa relação... Um bebé que precisa de carinho, dedicação, amor e confiança total. Um bebé que precisa de ser alimentado, de aprender a falar, de ser educado e de ver resolvidos os seus problemas. Somos nós que cuidamos desta relação. Somos nós que definimos os seus limites e as suas liberdades. Somos nós que a alimentamos e a fazemos rir. Somos nós que a fazemos feliz.

Há quem ache que 9 meses já é qualquer coisa. Para mim, é apenas o início. O nosso "bebé" nasceu agora e é agora que o verdadeiro desafio começa.


Amo-te. :)

todos os dias, algo novo #4


Já se sabe que quando se viaja, uma data de coisas novas nos acontece e outras tantas que vemos são invulgares para nós, muito embora possam ser habituais. É o que mais gosto em viajar, ver, comer, ouvir e viver coisas novas. Por isso, na semana em que estive em Praga não me aconteceu uma só coisa nova todos os dias, foram várias. 

Hoje trago a fotografia de um recibo de um restaurante onde eu e o Miguel jantámos. Antes de recebermos a conta estávamos a conversar sobre dar uma gorjeta à empregada que tão simpaticamente nos atendeu, até recebermos o papelinho e repararmos que eles, quer nós quiséssemos quer não, cobravam a gorjeta. O que vale é que nós não tínhamos o dinheiro à conta, senão dávamo-nos mal.

Nunca tinha visto nada assim, embora soubesse que em alguns países a gorjeta é quase obrigatória e que quando não é dada as pessoas são mal vistas, nunca pensei que a pusessem no papel.

sábado, 6 de abril de 2013

praga, dia 2 (parte I).


Como tínhamos ido sair na noite anterior, levantámo-nos um bocado tarde e decidimos aproveitar um pouco. Tinham-nos dito que havia um supermercado na paragem seguinte do eléctrico que íamos apanhar e decidimos lá ir para comprar comida. Fomos almoçar ao Burger King, que nos custou os olhos da cara e foos dando umas voltas pela estação de metro/comboio/autocarro que também era uma espécie de mini centro comercial.


A primeira coisa que me encantou foi o facto de os cães poderem entrar nestes espaços (e em todos os transportes públicos) e não ser por isso que o ambiente está sujo e porco. Até está bastante mais limpo do que as estações em Lisboa. Outra coisa curiosa em que reparei foi o facto de 90% dos cães que vi serem Pitbulls.






Depois de sairmos da estação, fomos visitar a Torre de Jindrisska, em que cada andar tinha um ambiente diferente, fosse restaurante, exposição de arte, representações das torres de Praga (que ao todo são 120), engenhocas e, por fim, no topo da torre podíamos ouvir os sinos a tocar e ver uma parte de Praga, de cima. Foi assim que decidimos o próximo ponto a visitar, mas esse vai ficar para um próximo post.




E como não podia deixar de ser, a situação mais caricata do dia foi termos ido à casa-de-banho e o Miguel ter sido confrontado com...


Rodelas de laranja nos urinóis. 
Não percebemos se era para "dar cheiro" ou se estavam ali a secar para serem utilizados no restaurante da torre (iuuuuuuc, espero que seja a primeira!).

sexta-feira, 5 de abril de 2013

praga, dia 1.

Praga foi uma experiência maravilhosa e aconselho a todos uma visita. A cidade é lindíssima tem uma cultura e uma língua muito engraçadas e coisas peculiares. O tempo, apesar de frio, é óptimo pois não tem chuva nem vento, só de vez em quando neve. Vou relatar a viagem em vários posts, numa tentativa de que não fique um testamento gigante e porque é sempre mais giro deixar-vos na expectativa eheh. Se conseguir, hei-de também fazer a montagem dos vídeos que gravei lá pois não consigo relatar tudo por escrito e há coisas que são demasiado engraçadas para não se ouvirem.


Começando... O avião saía de Lisboa às 13h, mas devido a problemas técnicos só às 15h é que partiu, pelo que chegámos lá cansados, com 2 horas de atraso e ainda com 1 hora de transportes pela frente até à casa da Pandora e do Manuel, amigos que estão lá em Erasmus e que nos acolheram. Quando finalmente chegámos, a casa estava cheia de pessoas. Jantámos e seguimos para um convívio de pessoal de Erasmus, o chamado pre-drinks. Isto porque não se pode beber na rua, então a malta vai para a casa de alguém beber antes de irem para a discoteca.

Foi muito giro, conhecemos pessoal de diferentes nacionalidades, uns muito porreiros, outros demasiado atiradiços (lol). Mas foi giro. Música e muita conversa depois, decidiram ir para o Retro, uma discoteca não muito longe dali. A discoteca era grátis e faziam revista às pessoas à entrada. Mas, para não variar, depois de mil pessoas passarem sem terem pedido identificação, o segurança pediu-me o cartão de cidadão, que eu tinha deixado em casa -.-

Bem que tentámos convencer o homem a passar-me, uma vez que eu tenho 20 anos (mas devo ter cara de miúda, só pode), mas nada feito. Contudo, magicamente, se eu lhe desse 300 coroas (aproximadamente 12€ para entrar numa discoteca que era grátis) já tinha todo o ar de uma adulta de 30 anos. Enfim, digamos que a coisa não começou propriamente bem.

Folha que encontrei na casa-de-banho do rapaz que deu a festinha
antes de irmos para a discoteca
Lá lhe dei as 300 coroas, apenas porque não queria estragar a noite aos nossos amigos que já estavam a dizer que iam para casa connosco. Ainda para mais, a música nem era nada de jeito mas lá me diverti. Saímos da discoteca às 6h30 da manhã e fomos para casa dormir. 

Não foi um dia extraordinário, mas sempre deu para conhecer um bocadinho da noite checa, do espírito de Erasmus e pessoas muito bacanas :)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

i'm coming home. #praga



Uma semana depois, estou de volta ao aeroporto de Praga à espera do voo de volta a Lisboa. Brevemente mostrar-vos-ei uma enxurrada de fotografias de uma das cidades mais bonitas que já vi e contar-vos-ei o que andámos a fazer nestes 6 dias.

Visitámos imensos monumentos, museus super interessantes (outros nem tanto), fizemos um monte de coisas novas (que vos contarei na rubrica "todos os dias, algo novo"), experimentámos novos sabores, conhecemos uma cultura diferente, uma língua estranhíssima mas que no fim já percebíamos algumas coisas, andámos a pé uma data de quilómetros e divertimo-nos imenso.

E agora, aqui estamos, à espera para embarcar de volta a casa.

Como foi a vossa semana? :)