segunda-feira, 15 de abril de 2013

reflexões de casa-de-banho e minimalismo.


Inspirada no que o Sebastian tinha na casa-de-banho, decidi fazer as minhas próprias perguntas que me fizessem reflectir e colocá-las numa mica no meu chuveiro. A verdade é que é mesmo no banho onde penso mais sobre tudo e, de tempos a tempos, é sempre bom sermos confrontados com estas perguntas que nos fazem reestabelecer as nossas prioridades. 

Esta é só uma pequena parte da minha vontade de entrar na onda do minimalismo, inspirada nos blogs da Rita e da Mariana, talvez um pouco mais nesta última. E porquê? Porque é uma pessoa que realmente inspira, é simples, mostra-se humilde e genuína. E eu adoro isso. Penso ter mais coisas em comum com ela, daí também me inspirar mais.

E vocês, querem responder a estas perguntas?: 

Com o que é que estou feliz em relação à minha vida, neste momento?
O que é que me entusiasma, neste momento?
Do que é que me orgulho na minha vida, neste momento?
Do que é que estou grata na minha vida neste momento?
Com o que é que estou comprometida neste momento?
Quem amo?
Quem me ama?
Quando foi a última vez que fizeste algo pela primeira vez?
O que vais dar hoje ao mundo?
O que vais dar hoje às pessoas da tua vida?

porque ontem foi dia de amor e mar.

 








domingo, 14 de abril de 2013

the blind dinner.


Entusiasmada com o meu mini-projecto pessoal "Todos os dias, algo novo", decidi inscrever-me no The Blind Dinner. E o que é isto?, perguntam vocês. Para já, é um evento organizado por um grupo de GLAT da ESHTE como projecto de final de curso, com um conceito muito giro: conhecer pessoas sem preconceitos. 

Como seres humanos inseridos numa sociedade em que o visual é que nos chama ou não a atenção, muitos dos nossos julgamentos em relação às outras pessoas fazem-se com os olhos. Este evento incentiva-nos a sair deste padrão, deste hábito parvo que nós temos. Colocam-nos umas vendas que nos impedem de ver a pessoa que está à nossa frente, mas que possibilita ver a comida que irá ser servida, e assim começará o jantar: a falar com um total desconhecido. 

Não é uma espécie de blind date porque ao longo do jantar, vamos trocando de lugares e falando com diferentes pessoas, o que torna tudo ainda mais interessante. Para além de conhecermos pessoas novas, ainda teremos de certeza conversas interessantes pois não nos sentiremos avaliados pelo olhar, o que muitas vezes nos torna inibidos e faz com que tenhamos a chamada "conversa de chacha". 

Ainda não sei quais, mas sei que no fim do jantar, depois das vendas tiradas, teremos mais surpresas guardadas para nós :) 

E vocês, participariam?
Que outros eventos assim "fora do normal" conhecem e/ou participaram vocês?

eu tenho uma certa atracção pelo desastre.


Como eu disse no Facebook, há quem tenha um dom para dançar, eu tenho um dom para me magoar. Então não é que no ensaio geral, faço voar (literalmente) uma mesa do Ikea ao atingi-la com o meu pé? Claro que no resto da coreografia andei a praguejar interiormente de dor. E pobre da minha amiga que também se magoou à pala da brincadeira. 

Quando vou ver o pé ele é sangue pisado, ele é um inchaço enorme e quando fui passar água fria por não saber que havia gelo no ginásio olho para o dedo mindinho do pé e parece-me todo torto e, pior, partido... Mas afinal não, o inchaço é que parecia fazer o dedo deficiente. 

E pronto, depois lá encontrei gelo e passei Voltaren e agora ando nisto do gelo e Voltaren para conseguir andar sem dores. Já em Julho fiquei sem metade da unha do dedo grande do (mesmo) pé também a dançar. Há 3 anos levei com uma gadanha na cabeça (é só uma espécie de uma foice! História relatada aqui e aqui). Isso e outras inúmeras vezes em que me magoo com menos gravidade.

sábado, 13 de abril de 2013

how animals eat their food.


O vídeo mais parvo e que mais me fez rir hoje ahah x)

todos os dias, algo novo #7


Na última quinta-feira, estava a chegar ao ginásio e deparo-me com este carro que simplesmente achei o máximo. Não faço ideia de quem seja, mas achei genial de tão feminino que é. Estou mesmo a imaginar este carro numa operação stop ahah! 

A isto é que chamo de bom tunning! ^^

objetamente.


Hoje é o ensaio geral do primeiro espectáculo de dança em que vou participar. Se por um lado estou nervosa, por outro já só quero que esse dia chegue. Depois de hoje só tenho mais um ensaio, mas tudo correrá bem :)

Façam algo diferente no próximo fim-de-semana e venham ver um espectáculo de dança eheh!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

praga, dia 2 (II parte)


Limousine do cabaré de Praga que encontrámos pelo caminho
Depois do episódio das rodelas de laranja nos urinóis, saímos da torre já com rumo traçado para uns sítios bonitos que vimos lá de cima. Não fazíamos ideia do que era, decidimos simplesmente visitar as redondezas sem planos nem roteiros. Chegámos a achar que estávamos na Old Town Square mas era tudo, menos isso. É o que dá ter preguiça de usar o mapa.


Fomos andando e demos de caras com este edifício estrondoso, mais conhecido como Casa Municipal. Extremamente bem conservado, cheio de turistas obviamente e distribuidores de panfletos para um concerto clássico que iria dar no dia seguinte. Aproveito já para dizer que Praga tem uma cultura musical invejável. Por todo o lado há concertos de todo o tipo, desde clássico a jazz, rock ou uma miscelânea de tudo e mais alguma coisa. E tocam em todo o lado, em igrejas, na rua, em bares, discotecas... Genial para fãs de música como eu.



Considerado o bar mais antigo de Praga
E nós feitos parvos só para dizer que estivemos sentados no bar mais antigo de Praga
Tanto por fora como por dentro, a Casa Municipal é linda, mas fora lavar a vista com algo tão bem cuidado (coisa a que não estamos habituados), é um sítio que tem mais interesse se forem a um concerto ou bailado pois poderão usufruir um pouco mais do espaço do que os passantes como nós.






Depois de visitar a Casa Municipal, andámos pelas barraquinhas da praça a cuscar as coisinhas típicas e decidimos comer um Trdelník (não consigo perceber como se pronuncia), muito embora na fotografia eu esteja com dois na mão. Este doce é uma espécie de rolo de massa de pão com nozes e açúcar. O mais parecido que já comi foram os palmiers, mas este doce checo dá 10 a 0. Geralmente vemos aqueles espetos com os Trdelníks a rodarem e à primeira vista o aspecto não é o que mais salta à vista, mas sim o cheiro! É tão booom.

Andámos também a cuscar outras barraquinhas com montes de queijos (grelhados até!), fiambres, pretzels gigantes e outras coisas a que não estava mesmo habituada a ver. A Páscoa deles é muito colorida e, ao contrário de nós, eles não usam o coelho como símbolo da Páscoa mas sim... uma galinha! Que é o que faz sentido! As galinhas é que põem ovos!




Acabámos o dia neste centro comercial, chamado Palladium, a comprar o nosso pequeno-almoço e jantar: cereais tipo Nesquik com leite. Depois de descansarmos um pouco, fomos para casa onde ficámos 20 minutos na rua ao frio porque não estava ninguém em casa, nós não tínhamos chave e ninguém atendia o telemóvel! Mas afinal só tinham ido comprar o jantar x)


é desta que vou para o circo.


Ontem pus-me a brincar com a minha cadela e a ordenar para fazer de morta. Como sempre, quando eu queria mostrar o truque aos meus amigos, ela não me obedecia por isso decidi tirar uma fotografia. A ordem, em vez de "faz de morta" ou "morta" é "pum" enquanto faço uma pistola com as mãos. 

E aqui está ela ahah.

porque vi isto no shiuuu.


E achei lindo :)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

desenquadramento.


Não me enquadro. Simplesmente não me enquadro numa sociedade acéfala que me tenta deturpar o olhar e ditar os passos do caminho que eu devo percorrer. Não me enquadro num mundo em que a inveja e o egoísmo lideram. Em que o egocentrismo é qualidade geral. Em que a rotina, o correcto, o socialmente aceitável, e não os sonhos, comandam a vida, manipulando, bloqueando e limitando todos os nossos sentidos. 

Não me enquadro num mundo em que o maior prazer da vida não seja o de viver, mas o de fingir e mostrar aos outros o que (não) se vive. Um mundo que se alimenta de vícios nocivos e de superficialidades, que se preocupa mais com o que tem do que quem mantém na sua vida. Um mundo em que uma pessoa é considerada bonita ou feia consoante a roupa que veste e a maquilhagem que utiliza. 

Não me enquadro numa sociedade que passa um concerto inteiro a filmar e a tirar fotografias, em vez de simplesmente sentir a música, ali. Viva. Vibrante. Que só olha para onde a câmara aponta, sem guardar tempo para ver com os próprios olhos. Que passa por tudo a correr, sem parar para reparar nos pormenores, para depois afirmarem que foi o máximo e perfeito. 

Não me enquadro num mundo em que as pessoas viajam para fazer o mesmo que fazem na sua rotina, para conhecerem o que já conhecem e continuarem com mentes fechadas. Que, para se divertirem, precisam de ajuda de substâncias, sejam elas bebida ou drogas. 

Não me enquadro num mundo que fica chocado por eu dizer que não conheço os Imagine Dragons mas que não sabe quem é Mozart ou Chopin. Que não sabe pensar ou procurar conhecer algo mais do que o que a escola ensina. Não me enquadro numa sociedade que acha que dançar é fazer uns movimentos esquizofrénicos e de gatas com cio nas discotecas. Num mundo em que desporto é futebol e que desvaloriza a cultura, a ponto de não saber escrever correctamente na sua própria língua. 

Simplesmente não me enquadro numa sociedade que segue em manada o mesmo caminho, com os mesmos passos, dando voltas e voltas para acabar no mesmo sítio. Uma sociedade desligada da sua própria alma, mas conectada com o resto do mundo através das redes sociais. Que conhece um leque enorme de pessoas mas não se liga a ninguém, não se sente, não se experiencia, não se vive. Apenas se finge. 

Fingem-se conversas, sorrisos, relações. Finge-se, trai-se, corrompe-se. O capitalismo selvagem impera. Impera e arrasa uma sociedade que aceita deixar-se levar pelas máscaras que, incessantemente e cada vez mais, veste. E eu vou percorrendo o meu caminho, desenquadrada e ignorando os rostos escandalizados que avaliam as minhas escolhas. Afinal, é quando saímos do trilho que descobrimos as melhores coisas e vivemos as melhores histórias. 

E talvez, apenas talvez, eu vá encontrando por aí desenquadrados como eu.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

friendship :')

Num dia menos bom, desabafei com o Miguel e disse que, apesar de sentir que era mesmo importante para ele, o mesmo não acontecia em relação aos meus amigos. Simplesmente não sabia o que era aos olhos deles, que importância tinha ou não tinha. Isto tudo porque as duas pessoas que eu considerava serem os meus melhores amigos me desiludiram de uma forma que me fez pensar que não fazia a diferença na vida de ninguém.

E ele quis provar-me do contrário. Falou com os meus amigos que conhecia e até com os que não conhecia e fez-me este vídeo... :')


Mas como é um troll (eheh), esqueceu-se de incluir o vídeo da nossa futura afilhada (sim, temos uma "afilhada" em comum, o que é super giro ^^) no vídeo completo e, como não queria deixar apenas no computador, fiz também o upload para o meu canal no Youtube. 


Apenas tenho uma coisa a dizer: obrigada, do fundo do meu coração :)

terça-feira, 9 de abril de 2013

música do dia.


Bela. Oh, como tinha saudades de ouvir piano assim... 
Maravilhoso...

todos os dias, algo novo #6


Pela primeira vez na minha vida vi uma pêra gigante que mais parecia uma maçã. Nunca tinha visto algo assim e parecia deliciosa mas, como não a comi nesse dia, ela desapareceu sem eu lhe ter dado uma trinca.

E vocês, o que têm visto assim de "anormal"?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

todos os dias, algo novo #5


Em Praga, como já tinha dito, tive uma enxurrada de novas experiências, das mais banais às mais "complexas". Não vou mencionar todas pois há coisas que são mais bonitas guardadas no nosso coração, mas ainda falarei de algumas.

Esta foi muito simples. Bebi Ice Tea de Chá Verde. Não comecem já com os "ugh" porque, digo-vos, é delicioso. Bebe-se muito bem e tem um sabor menos doce que os Ice Teas que costumamos beber mas é muito fresquinho e suave. Para além de chá verde, o Ice Tea ainda tinha um toquezinho de Aloé Vera, pelo que, mesmo sendo um refrigerante, sempre é capaz de ser um bocadinho menos nocivo para a saúde. Ou então é só para enganar, sei lá. 

Só sei é que é bom e recomendo.

domingo, 7 de abril de 2013

9.


Não é a nossa data, apenas quisemos marcar este dia :)
Porque hoje fazemos 9 meses. Tal como uma gravidez em que o bebé está a ser seguramente concebido, com o corpo a ser formado e cada pormenor a tornar-se cada vez mais perfeito. É assim que vejo a nossa relação. É como um bebé acabado de nascer, que demorou 9 meses a ser construído e moldado. Uma experiência linda e única, uma sensação nova, diferentes aprendizagens. Tudo a ser construído e aperfeiçoado a seu tempo.

Agora, o nosso "bebé" nasceu. Vejo assim a nossa relação... Um bebé que precisa de carinho, dedicação, amor e confiança total. Um bebé que precisa de ser alimentado, de aprender a falar, de ser educado e de ver resolvidos os seus problemas. Somos nós que cuidamos desta relação. Somos nós que definimos os seus limites e as suas liberdades. Somos nós que a alimentamos e a fazemos rir. Somos nós que a fazemos feliz.

Há quem ache que 9 meses já é qualquer coisa. Para mim, é apenas o início. O nosso "bebé" nasceu agora e é agora que o verdadeiro desafio começa.


Amo-te. :)

todos os dias, algo novo #4


Já se sabe que quando se viaja, uma data de coisas novas nos acontece e outras tantas que vemos são invulgares para nós, muito embora possam ser habituais. É o que mais gosto em viajar, ver, comer, ouvir e viver coisas novas. Por isso, na semana em que estive em Praga não me aconteceu uma só coisa nova todos os dias, foram várias. 

Hoje trago a fotografia de um recibo de um restaurante onde eu e o Miguel jantámos. Antes de recebermos a conta estávamos a conversar sobre dar uma gorjeta à empregada que tão simpaticamente nos atendeu, até recebermos o papelinho e repararmos que eles, quer nós quiséssemos quer não, cobravam a gorjeta. O que vale é que nós não tínhamos o dinheiro à conta, senão dávamo-nos mal.

Nunca tinha visto nada assim, embora soubesse que em alguns países a gorjeta é quase obrigatória e que quando não é dada as pessoas são mal vistas, nunca pensei que a pusessem no papel.