segunda-feira, 13 de outubro de 2008

03h

São três da manhã, não sinto o sono a pesar. Mas já foi tudo embora, portanto não faço aqui nada. Abro a janela, observo as estrelas, sinto a brisa, sinto o desejo. Quase que cheiro o teu perfume, quase que sinto o teu toque, e quando finalmente me agarras, o beijo que não dou ganha asas e voa. E assim termina uma noite que ainda mal começou.
Oh!, se estivesses aqui... Já não se sente a presença de qualquer outra pessoa nesta casa. Tudo o que me rodeia é mero mundo material, onde os sentimentos e emoções se encontram adormecidas. Deixo-me ficar no escuro, embalada na minha própria alma. Se eu pudesse ter-te aqui, olhar-te nos olhos e mudar as minhas palavras. Ser o que tu queres, dar-te o que desejas. Manipular o destino e dizer-te o quanto te quero só para mim.

Se eu pudesse ser mais do que sei, dar mais do que dei e dizer-te o que nunca disse a ninguém. Oh!, se eu pudesse...
Mas como me disseram um dia, nada de racional pode acontecer após as duas da manhã. Então ignoro o mais profundo, primitivo e selvagem dos meus instintos e deito-me. Desprezo a vontade que sufoca coração e alma, e luto para que a minha consciência consiga acalmar este ardor dentro de mim. Não me arrependi.

2 comentários:

Ines disse...

publicado às : 20:56 :P !

marga disse...

sim, as tres da manha eu nao estava no pc -.- , escrevi foi num papel