Há dois anos tive o pior dia da minha vida. Ainda hoje me vêm lágrimas aos olhos cada vez que penso nisso. O que eu daria para te voltar a abraçar...
Conversas na Praia da Lua
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Domingo, 27 de Maio de 2012
rock in rio 2012
Concerto brutal, mesmo! Nem percebi porque é que não foram eles a fechar o dia, mas pronto... Estas criaturas são fantásticas, parece que todas as letras que escrevem são sobre a história da minha vida. Indescritível.
E claro que a companhia é sempre a melhor :)
Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Há dias que valem a pena. Há dias em que o trabalho compensa e que o cansaço é amenizado por momentos bons, de amizade, companheirismo, de gargalhadas e parvoíce. Estamos todos esgotados, é verdade. Mas também é esse esgotamento que nos faz agarrar ao que vale a pena na vida. Para quê ser cansado e triste? Mais vale ser cansado e feliz! Sinto que, apesar de ainda ser bastante imatura, estou a crescer a passos largos nestes últimos tempos. A aprender a ser eu a controlar a minha vida, em vez de a vida me controlar a mim. Tudo o que acontece, de bom e de mau, é recebido de braços abertos e grandes gargalhadas. E não são fingidas, nem sarcásticas. São puras, porque são sinal de que estou viva.
E, não sei porquê, percebi que estar vivo é tão bom...
Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
tenho uma irmã de alma sem papas na língua.
Tenho uma irmã de alma. Uma amiga que entrou no meu coração e nunca mais saiu. Eu e ela somos iguais, por dentro. E, ao mesmo tempo, complementamo-nos. Aprendemos uma com a outra. Somos o pilar uma da outra. Hoje vi o que ela escreveu e achei que merecia destaque. É esta a minha forma de pensar, traduzida por palavras dela. Um desabafo dela que podia ser o meu. Que, por vezes, é o meu. Com muita pena.
Isto já não tem haver com errar, traição não têm haver com errar. Traição não tem haver com acordar um dia e deixar-se levar por impulsos. Traição, e principalmente destas.. Daquelas que duram meses e se arrastam com mentiras e dúvidas, são calculadas ao milésimo. E até isso se descobrir, essa pessoa faria tudo para continuar com a sua suposta "integridade". Traição tem haver com carácter, tem haver com ser melhor e não há cá impulsos, há emoções à mistura, há pessoas à mistura, há vidas. Há respeito e confiança e dedicação que se perdem. Traição tem tudo haver com cobardia. E por traição digo traição física, mentiras, omissões, tudo o que se puder chamar de trair à confiança e ao respeito por uma pessoa. Isto traça a pessoa que ele vai ser. E juro que uma pessoa que é capaz de enganar assim, e de se perder nas suas próprias mentiras, nunca será capaz de amar alguém. Erros, as pessoas gostam de complicar o que é simples como água para se desculparem do que fazem. São hipócritas.
Inês Alves
Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
ó pra mim a tentar convencer-me que consigo o impossível.
As próximas semanas vão ser um autêntico living hell... Por mais que tenha começado a trabalhar com antecedência, este semestre a quantidade de trabalhos quadriplicou. Por um lado, é desmotivante porque é demais, vamos chegar a um esgotamento. Por outro, é um desafio que certamente valerá a pena e é isso que tenho de manter na minha cabeça. Principalmente porque provavelmente farei a minha primeira apresentação pública a sério com o projecto de Organização Empresarial... Para além disso, tenho outras coisas de fora para fazer e ai ai... Odeio falhar... E não vou falhar. É isto que tenho de meter na cabeça.
Vou chegar ao fim destas três semanas e gritar I made it, and I made it perfectly!
Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
dois olhos, dois ouvidos e uma boca.
Há alturas em que me sinto à vontade e falo até as pessoas se fartarem de ouvir. No entanto, a maior parte das vezes prefiro ouvir e observar do que proferir qualquer palavra. Gosto de observar a linguagem corporal de cada um, olhar para as expressões faciais que não mentem como as rugas de sorrir ou aquele breve revirar de olhos que ninguém nota. Adoro descobrir a verdade. Adoro desmanchar mentiras, mesmo que seja só na minha cabeça. Mesmo quando me mentem na cara, descaradamente, calo-me metade das vezes para observar até onde a mentira chega ou o quão fingidor alguém é.
Há quem me aponte isso como defeito, mas gosto de olhar para a vida de estranhos. Embora seja falta de educação ouvir as conversas dos outros, a verdade é que em ocasiões em que tal é impossível evitar adoro ficar atenta ao que dizem. Gosto de ouvir opiniões de pessoas que não me são nada, desde os assuntos mais banais e fúteis aos mais profundos e filosóficos. Imagino as vidas deles e crio histórias na minha cabeça. Imagino as situações que relatam e o carácter que os caracteriza. Gosto de acreditar que me cruzo com pessoas de bom génio todos os dias, no comboio, na rua, na faculdade ou noutro sítio qualquer. Já tive bastantes boas experiências com encontros ocasionais na rua que me deram lições de vida que jamais esquecerei.
Dou por mim confrontada com olhares indignados de tanto tempo que os estive a ver. Mas ver é uma palavra demasiado profunda para se conjugar com a palavra 'estranhos'. A verdade é que sempre adorei quando pessoas que dizem que me conheceram muito calada, acrescentam "mas com um olhar muito atento". Gosto que reparem nisso. Que percebam que não sou um cepo sem graça ou uma atada envergonhada. Gosto quando entendem que existem pessoas que gostam de observar antes de proferirem mais do que cinco palavras.
É que por algum motivo temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca.
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
o valor da sabedoria.
Ninguém vale pelo que sabe, mas pelo que faz com aquilo que sabe.
Leonardo Boff
Não podia concordar mais. De que vale sermos um poço de conhecimento se não damos o nosso contributo para o mundo? De que vale conhecermos uma situação e não fazer nada para mudá-la? O que falta é sermos activos.
Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
do carácter.
Desde que entrei na faculdade que muita coisa aconteceu, nomeadamente vários choques de personalidade e atitudes. Ter conhecido tanta gente tão diferente em tão pouco tempo fez com que tivesse de esconder o meu verdadeiro eu durante uns tempos. Não gosto de me mostrar demasiado logo de início, o que até pode soar irónico visto eu dar-me a conhecer aqui no blog, apesar de já não me mostrar tanto como antes. Adiante, isto fez com que eu decidisse saltar de grupo em grupo, em vez de me prender a um só, e observasse as pessoas. Ao início era tudo muito bonito, só no fim do 1º semestre é que se começou a perceber com cartas é que cada um joga e agora no segundo, ainda mais.
Nisto, conheci outras pessoas, ouvi histórias, mantive os meus amigos de sempre e acompanhei (de longe) as suas mudanças e valorizei ainda mais o carácter e integridade das pessoas. Percebi que a primeira impressão é só isso mesmo, uma impressão. E que as pessoas revelam-se, com o passar do tempo. Por isso, fui começando a separar o trigo do joio. Se antes, era importante para mim toda a gente gostar minimamente de mim, agora só me interessa rodear-me de boas pessoas, com coração puro e genuíno, agarradas aos seus princípios e bons valores, mantendo a sua integridade e o seu carácter. São raras, mas existem.
Não quero, com isto, dizer que ergo barreiras para as pessoas que não são assim, mas a verdade é que passei a ser muito mais selectiva nas pessoas com quem quero partilhar seja o que for. Gosto de ser correcta e gosto que sejam correctos comigo e, por vezes, há gestos que dizem tanto do carácter de uma pessoa. A começar pelo seu altruísmo e trato.
Toda esta picuinhice a que, pelos vistos, hoje em dia já ninguém dá valor faz com que também eu seja mais exigente comigo mesma. Ao contrário do que toda a gente me quis fazer acreditar, eu não comecei a fumar quando entrei na faculdade, antes pelo contrário; não me meti em grandes bebedeiras, deixei de beber quase completamente; passei a dar mais valor a mim mesma, às pessoas que me rodeiam, ao ser feliz sem precisar de seguir a manada. Deixei definitivamente de seguir a manada, faço o que quero e gosto e, sim, às vezes coincide com a manada. Não me esforço por ser diferente, dei-me a liberdade de ser completamente eu mesma.
E passei, definitivamente, a saber o que quero para a minha vida. E a fazer por isso, por mais longo e demorado que seja o caminho. Um dia de cada vez.
caixinha da felicidade.
Eu tenho uma. Arranjei uma lata de bolachas de canela, limpei-a e decidi que seria a minha caixinha da felicidade. Tento escrever sempre algo que me tenha feito feliz em algum dia. O ideal seria escrever todos os dias, mas o tempo é escasso. No entanto, apesar de não escrever todos os dias, sempre que acontece algo de bom escrevo logo num rascunho do telemóvel para depois escrever num papel, dobrar e meter lá para dentro.
É um bom exercício para, no fim do ano, sentir que foi um ano muito positivo. Não há nada mais importante que a felicidade genuína. E pronto, é isto.
Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Eu acho piada...
Quando as pessoas tentam dizer-me que não são aquilo que eu vi serem. E eu sei bem o que vi, num telemóvel, nas minhas mãos. Depois venham dizer que me respeitaram.
LOL
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
desorientações
Todas as palavras têm um custo, algumas demasiado caro. E não é nada que a saudade que sinto neste momento consiga dissipar. Volto a encontrar-me numa posição injusta, em que quero que finalmente algo da minha vida resulte mas que os caminhos são demasiado diferentes. Hoje tive um sonho que me incomodou, um sonho que ao mesmo tempo me fez querer voltar. Mas isso seria egoísmo da minha parte. Seria meramente para não me magoar mais do que já me magoei. E divido-me entre o que quero no momento e o que quero para a vida. A verdade é que "os momentos passam e a vida continua".
Por um lado sei o que é melhor para mim. Mas também é difícil. Se fosse fácil, toda a gente tinha atingido a perfeição. Eu tenho de saber o que é melhor para mim. Tudo o que eu quero é amar e ser amada na mesma medida. E eu amo de uma forma intensa, sensível, de entrega e dedicação. E a verdade é que muito poucas pessoas estão dispostas a ser assim também. E para não ser mais magoada ergui barreiras, inconscientemente. Barreiras essas que confundes com falta de sentimento, mas que não foram nada mais do que uma busca desesperada de conforto e paz. E isso deveu-se a tudo o que sofri contigo e foi isso que provocou as tuas recentes atitudes comigo.
Senti-me humilhada e rebaixada, como se não merecesse nada de bom. E isso provocou que eu erguesse ainda mais barreiras. E, consequentemente, tu ergueste barreiras. Somos uma bola de neve. E eu disse, mais que uma vez, que não estava preparada e agora ainda estou menos. Tão cedo não volto a confiar o meu coração a ninguém, já há muitos meses que te disse isto. Não quiseste acreditar. E, por isso, como não quero ser magoada afasto-me. Já passei muito tempo a enfrentar o touro pelos cornos, agora não quero sequer participar na tourada. E não é por te amar menos. Por agora não dá, pura e simplesmente. E não é porque eu não queira, é porque não tenho mesmo capacidade de lidar com traumas do passado que não consigo superar e os quais tu não entendes, com desrespeito e falta de carácter, nem com exigências de demonstrar algo que não estou a sentir. Estou demasiado danificada. E tu também.
Por isso, por agora e por uma vez na vida, sê meu amigo. Meu verdadeiro amigo.
Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
entrelinhas.
Amo-te,
Mesmo que não saiba quantas estrelas pintam o céu
Ou de que cor é o mar que nunca foi meu.
Tudo o que sei agora é que…
Eu amo-te.
Beijemos essas palavras,
Efémeras como a noite que sempre cai.
Risos e lágrimas mergulhados num
Nada convertido em tudo.
Abraço os teus gestos, doces como mel,
Reparo em cada pormenor de um passo teu. E
Doloroso é o tempo que vagarosamente passa
Onde eu estou sem ti.
Dezembro 2010
Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
do valor das pessoas.
Um jovem de nível acadêmico excelente candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão. O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma". O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades." O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa." O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas. O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, minha mãe lava roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã." O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta.
Quando chegou em casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos mostrou as suas mãos ao filho. O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe. Nessa noite, mãe e filho conversaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor. O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?" O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram." O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."
O jovem disse, "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e o valor de uma relação familiar." O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos este tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho? Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão numa tela grande de plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem.
A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é: apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas com mãos enrugadas por ti?
Autor desconhecido
Responsabilidades de um casamento, por Rosa Cueca
Por vezes sinto que estamos perante uma enorme crise de valores. Em tudo.
Mas no casamento, o que mais vejo é um total desrespeito pela outra pessoa.
Ele é traições, umas atrás de outras, é o egoísmo, é o fazer agora, pensar depois.
Faz pensar realmente nas decisões que uma pessoa toma na vida e na falta de honestidade própria.
Se sinto que quero e preciso de determinadas coisas na minha vida, não me vou comprometer com uma coisa, supostamente, a longo prazo. Se acho piada a andar em flirts manhosos, se quero sair todos os fins-de-semana, se prefiro gastar o meu dinheiro comigo do que com a família, se só penso no que eu quero e no que eu preciso...mais vale manter-me numa relação comigo mesma.
Isto é ser-se honesto.
Não é lamentar-se porque casou, ou porque se tem "responsabilidades", que não pode fazer x ou y, que o que queria mesmo era afiambrar umas quantas moçoilas/moçoilos.
Não são os outros que são uns chatos, uns pesos a atrasar-nos, uns representantes de tudo o que não corre tão bem na nossa vida.
Se calhar quando compreenderem isso, talvez aí possam ser um bocadinho mais honestos e um bocadão mais felizes.
Completamente de acordo.
Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Há mulheres encantadoras, tão encantadoras que não devia ser permitido que homens banais se sentassem ao lado delas nos transportes públicos. Há homens banais, tão banais que não devia ser permitido que se sentassem ao lado de mulheres. O homem banal sentou-se mesmo à minha frente, no comboio, com cara de poucos amigos, e começou a praguejar por causa dum idoso qualquer que tinha demorado muito a comprar o bilhete na máquina automática. A mulher encantadora continuou a ler umas fotocópias que, suponho eu, teriam a ver com a sua actividade profissional ou académica. Eu continuei a ler o meu livro do Murakami. Acho que tanto eu como ela só queríamos silêncio, mas não o tínhamos.
Foi ela quem decidiu falar primeiro, e disse-lhe aquilo que é óbvio. Que as novas máquinas automáticas da CP podem ser complicadas para algumas gerações pouco habituadas às novas tecnologias, que o dever dele era ter ajudado primeiro e protestado depois. Evitei entrar na discussão, porque logo à partida percebi que não valia a pena, e foi isso mesmo que me encantou nela: insistiu. As mulheres encantadoras nunca desistem facilmente dum homem banal. É um dos seus encantos. Foram precisos, aliás, dez minutos para ela perceber aquilo que eu já tinha percebido.
"Assim vai ser difícil casar", disse-lhe ele. Os homens banais acham que uma mulher que argumenta não é boa para casar, por isso mesmo. A banalidade não consegue ser dialéctica. Não evolui. Um homem banal hoje é igual a um homem banal medieval. Nasceu, vive a protestar porque os idosos o fazem perder tempo, e depois morre. É isso que é ser banal. Ela encantou-me porque ainda luta contra essa banalidade. Eu não consigo. Sou banal.
Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Domingo, 1 de Abril de 2012
Quarta-feira, 28 de Março de 2012
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