quarta-feira, 3 de março de 2010

Estrada do (sem) fim

Um desvio na rua e a minha sombra sozinha.
Um instante de abandono desse amor de lume brando.
Senti alheia pulsação como sendo minha
De tão perto te sentir distante.

Debaixo do néon pálido, do luar,
Dois bancos de amizade num jardim.
Nosso, o tempo que não soube esperar
Sempre longe de tudo, sempre perto do fim.

Meu sétimo céu e anjo perdido,
Doce encanto de gestos nunca iguais
Pedaço de um choro escondido,
Será Inferno, será Divino?
Para sempre ou nunca mais...

Nos meus restos de alma, um sonho acordado
De minha entrega em braços teus.
Ontem, demorado, beijo de um desejo apertado
Nada mais que um caminho cansado.
Hoje, um discreto adeus.

Margarida

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