domingo, 29 de agosto de 2010

way too bad


Sabem aquela altura em que olham para vocês mesmos ao espelho e já não se reconhecem?
Que se perguntam: o que é que eu deixei que fizessem de mim?
O que é real e o que é mentira?
Quem sou eu e no que é que me tornei?

E... porquê eu?

Pois, cheguei aí. 
Cheguei a um ponto chamado exaustão emocional.
É como um poço fundo sem hipótese de escalar.
No fim, pensa-se sempre no início.
Quando é mau, pensa-se quando era bom. E em por que raio é que tem de ser mau.
E quanto mais se fala na mudança, mais se fica na mesma.
Até que nos tiram tudo, ou quase tudo.
E batemos no fundo.
E a única direcção possível é subir, e mudar.

Ando inquieta, negativa, cansada.
Sem paz de espiríto.
Heart-broken.
Sem conseguir dormir bem, por não me desejarem que eu durma bem.
Pelo silêncio.
Pelo fenómeno de overthinking
Pela falta de liberdade, interior e exterior.

Um dia, alguém disse-me:
Se te fecham uma porta, abrem-te uma janela.
Dessa janela eu vejo tudo o que eu queria e poderia ter.
E não posso.
Porque não me dão.
Porque não me deixam.

As acções falam mais alto que as palavras.
E quando já nem as palavras valem assim tanto.
É como se caísse no asfalto com areia das obras.
De cara.
E nos dizem:

É bem feito, eu avisei-te.

3 comentários:

Morce disse...

Só tens de dar a volta a isso.
Nada te impede de estares nesse estado, às vezes é uma óptima forma para arranjares uma saída. Andares um ou dois dias na fossa, até que dizes: BASTA, e começas tudo de novo.
Não tenhas medo de te desprender de certas e determinadas coisas. Existem pessoas, que têm a capacidade de fazer com que tudo na tua vida PAREÇA estar errado. Quando não está.
I´ve been there, done that.
Levanta-te, Sorri, e Luta.

Marga disse...

Obrigada, és impecável :) Lá terei que me levantar, eventually.

Marga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.