quarta-feira, 20 de outubro de 2010

the complicated me

Não me mostro totalmente a toda a gente. Verdade seja dita, poucos são os que levam ou já levaram com a dose boa e má de Margarida. Contam-se pelos dedos de uma mão. Um I, três M e um B. Penso que foram realmente os únicos que passa(ram) tempos realmente difíceis comigo. Por vezes penso que devo ter um distúrbio qualquer, uma forma de ser que praticamente ninguém compreende na realidade (por muito que digam que sim).

Um dia disseram-me que sou um teste à persistência e força de vontade das pessoas, e ao valor da amizade também. As pessoas que me são mais próximas, tão próximas a ponto de eu me entregar numa relação e me dedicar a ela sabem bem que não sou uma pessoa muito fácil. Exijo. Espero deles o que eu estou disposta a dar. E quando eu me entrego, dou realmente tudo. É mau da minha parte, pois por vezes imponho-me às vidas deles. E sou tramada de aguentar, confesso. Pressiono. Dou cabo da paciência, com pormenores insignificantes (mas que, na verdade, podem fazer toda a diferença). Reparo em coisas, e falo de coisas, que nunca lhes passariam na cabeça. Peço mais da parte deles, mais esforço, dedicação, interesse, atenção, força. Nessas relações, não os quero iguais aos outros, indiferentes ou ocasionais. Tudo isso porque vejo um potencial.

A minha ideia de uma relação é de desenvolvimento mútuo. De ensino mútuo de como ser pessoa. Fala-se muito de ter uma mente aberta, de olhar mais longe, o horizonte. E toda a gente vive ou tenta viver seguindo esse lugar-comum pois é o que nos impingem dessa tentativa de mudança de mentalidades. Que é preciso uma mente aberta, concordo absolutamente. O tempo dos avós conservadores já passou, é preciso sonhar alto para voar. Pensar em grande, para fazer em grande. Aceitar toda a gente tal como é. Muito sinceramente, falta a todos uma mente introspectiva. Porque antes de andar a viajar pelo Mundo, é preciso fazer as malas. É preciso crescermos interiormente, deixar a alma aprender com esses insignificantes pormenores. Travar as nossas próprias batalhas. E uns com os outros. Criar tempestades quando necessário. Testar. Passar no teste. Dar cabeçadas uns nos outros. Adaptar. Aprender. Melhorar.

Não sou fácil. Não me considero superior. Sou uma pessoa difícil de lidar. Que o digam as pessoas que já passaram por isso comigo. Que o diga, quem passa por isso agora. Dessas cinco pessoas, uma desistiu e hoje é apenas uma colega de escola (quando já foi a minha melhor amiga). Outra, parece-me que está a desistir. Mas é assim que os vejo. É assim que vejo quem fica. Duas delas permaneceram, e permanecerão. A outra pessoa está a passar por isto tudo agora. E está a aguentar-se. O que me mostra que ele é mais forte do que eu pensava. Obrigada :)

2 comentários:

' Claudjinha disse...

adorei este texto :)

Marga disse...

que querida, obrigada :D