segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ne me quitte pas

Hoje deixo aqui um dos meus poemas preferidos. "Ne me quitte pas" é uma música francesa, escrita por Jacques Brel. Para quem não sabe, eu tenho uma paixão inexplicável por música francesa. São vários os artistas que eu acho que têm bastante mais qualidade do que a maior parte dos que estão no top. E esta música tem uma das letras mais bonitas que alguma vez vi. 

Confesso que conheci esta música por ter ouvido a Diana dos Ídolos a cantar, aliás, a fazer uma das mais belíssimas interpretações desta música que já ouvi, embora não cante a música inteira. Vou deixar então primeiro a versão original da música, por Jacques Brel (pode-se dizer que é o Pedro Abrunhosa francês); e, mais abaixo, deixarei a interpretação da Diana. Aproveitem :)




Ne me quitte pas

Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai

Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas

On a vu souvent

Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas

Ne me quite pas

Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas










Não me deixes. É preciso esquecer tudo. Tudo pode ser esquecido como o que já se foi. Esquecer o tempo dos mal-entendidos. E o tempo perdido em saber como esquecer essas horas que às vezes matavam, com golpes de porquês, o coração da felicidade.

Não me deixes.

Eu, eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de um país onde não chove. Eu escavarei a terra, eu escaparei à morte para cobrir teu corpo de ouro e de luz. Eu erguerei um domínio onde o amor será rei, onde o amor será lei e tu serás rainha.

Não me deixes.


Inventar-te-ei palavras insensatas que tu compreenderás. Falar-te-ei daqueles amantes que viram, por vezes, os seus corações ateados. Eu vou te contar a história de um rei, morto por não te ter podido reencontrar.


Não me deixes.

Quantas vezes não se reacendeu o fogo do antigo vulcão
 que julgávamos velho? Até há quem fale de terras queimadas a dar mais trigo que no melhor Abril. E quando cai a tarde com um céu falmejante... Vê como o vermelho e o negro se casam para que o céu se inflame.

Não me deixes.

Não me deixes. Eu não vou mais chorar. Eu não vou mais falar. Vou me esconder ali só para te ver dançar e sorrir. E para te escutar a cantar e depois rir. Deixa que me torne a sombra da tua sombra, a sombra da tua mão, a sombra do teu cão.


Não me deixes.

Não me deixes.
Não me deixes...

2 comentários:

patrícia disse...

Eu sei que a música tem uma letra bonita, mas não consigo ir à bola com ela! Tenho um trauma tão grande, quando a oiço só consigo lembrar-me do meu pai a cantar isso... looool **

' Claudjinha disse...

Amo essa música! Mas apenas a versão francesa. Em pt fica mal.