segunda-feira, 29 de abril de 2013

dia mundial da dança.


Este sim, para mim, é um dia para se festejar! Se as pessoas soubessem o bem que faz dançar, talvez não houvesse uma única alma que não o fizesse. Eu sei que já pus esta imagem no blog, mas realmente retrata o que sinto.

Embora só ande na dança desde Setembro, já há quase 4 anos que me apaixonei por este mundo. E a Frazão é que tem toda a culpa! Tudo começou no meu aniversário em 2009, quando ela me ofereceu um bilhete para ir ver o espectáculo "Lives" dos BCM, ainda era ela uma aluna de uma das turmas. Eu só sei que fiquei completamente vidrada e que, a partir desse dia, nunca mais faltei a um único espectáculo, tanto dos BCM como das escolas.

Quis entrar para a dança, mas primeiro estava inscrita no Holmes Place e tinha contrato de 1 ano, pelo que não ia gastar mais dinheiro. Depois, chegou o Verão depois de acabar o contrato e tive um sinal na perna que inflamou e tive de o tirar, as ordens do médico foram "não esforçar a perna (do sinal) durante 4 a 6 meses" devido à cicatrização interna ser mais lenta. Entrou depois a falta de dinheiro - na altura, as aulas não eram tão baratas como hoje - e, estupidamente, os ciúmes do meu ex. Esta última foi a que menos me importou, mas que também me desmotivou a insistir.

Decidi então que faria uns workshops, afinal era melhor que nada. Mas também só comecei a fazer workshops passados uns bons meses, senão mesmo 1 ano, já as escolas tinham saído do GIM de São João do Estoril para passarem a ser em Carcavelos. O meu primeiro Dancing Day foi terrível, sentia-me uma desengonçada, não apanhava nada e via miúdas com metade da minha idade a conseguirem fazer aquilo tudo. Desisti ao fim da primeira aula. 


(tantas vezes que vi este vídeo!)

O meu segundo Dancing Day correu melhor, embora uma das aulas eu tenha desistido de tão ridícula que me sentia. No entanto, a coreografia Fusion da Meggy correu-me bem e talvez tenha sido isso que me motivou a não desistir tão facilmente. Mas nesse dia, tinha outro compromisso, então só pude fazer 2 ou 3 aulas.

Depois surgiram os ateliers das 4 estações que consistiam em uma semana intensiva de 4 aulas por dia. Eu escolhi o atelier Outono, com Breakdance, Fusion, Teatro e Contemporâneo. Inscrevi-me e a Frazão veio comigo. Adorei, mesmo que tenha sido nesse atelier que fiquei sem metade da unha do dedo grande do pé devido a um acidente a meio de uma coreografia da Ana. E foi nessa semana que decidi que, no matter what, me ia inscrever na dança. 

Hoje estou apaixonada, já participei no meu primeiro espectáculo, já evoluí de pata-choca para algo menos desengonçado, já recebi elogios (que me souberam pela vida, vindos de quem vieram) e estou cada vez mais motivada.

Muitas vezes, quando o Miguel estava em Erasmus, era na dança que eu esquecia a existência da distância, que me ria com vontade, que estava constantemente a ser desafiada a melhorar. Estas últimas duas são ainda uma constante. Na dança encontrei um espírito de união e de presença que há muito não sentia, encontrei pessoas que me inspiram, gente optimista e que nos mostra que conseguimos superar-nos a nós mesmos.

Hoje sinto-me bem comigo mesma, já não tenho complexos como tive durante 19 anos, acredito em mim e tenho fé de que consigo superar tudo. E tudo na minha vida melhorou um bocadinho à conta da dança. Por isso só tenho duas palavras a acrescentar:

Obrigada Frazão!

1 comentário:

Márcia V. disse...

Tenho que admitir que sou uma verdadeira pé de chumbo,dança não é para mim mas gosto de ver dançar quem sabe.