domingo, 17 de agosto de 2008

jorge

Desculpa, tenho sido uma parva. Tenho agido em total desespero porque não sei nada de ti desde que te foste embora e não consigo perceber o que vai na tua cabeça. Mas agora, como dizem, longe da vista, longe do coração. Apesar de não ser bem assim, estou a aprender a aceitar esta situação, a esperar por um sinal. Talvez haja este choque, por não nos conhecermos praticamente.

Foi tudo muito repentino, e tal como começou (rápido) parece estar a acabar, ou pelo menos está a sofrer as consequências da distância. É esta a barreira que a nossa diferença de idades coloca mesmo em frente aos nossos olhos: o que queremos. Tu vives o dia-a-dia, para ti é tudo simples e eficaz ("quando voltarmos a ver-nos, aproveitamos"), é assim aquele mundo ainda um bocado distante da realidade. Eu vejo o hoje e espreito o amanhã, crio ilusões e expectativas sobre realidades distantes e - muito provavelmente - irreais!, não quero uma coisa de vez em quando, pelo menos enquanto não tiver alguma certeza, não quero ficar agarrada a algo que posso perder de um momento para o outro apenas porque não posso estar lá para o impedir e depois perceber que fechei os olhos a pessoas próximas por causa disso. Sim, é confuso.

Então é melhor esquecer-te e seguir em frente? Não, não sei. Esquecer-te é algo que já não dá para fazer, de qualquer forma. Marcaste-me, fizeste mudar os meus sentimentos e pensamentos quanto àquele sítio pequenino e de velhos hábitos, puseste-me a sorrir só porque sim e trouxeste-me felicidade naqueles poucos dias e momentos. E disse-te que eras parecido com o Principezinho, e isso é mesmo verdade. Não só pelo teu sorriso ou pelo teu cabelo, mas também pela maneira como vês a vida, como é tudo tão simples e mágico. Com toda a certeza o digo, trouxeste magia ao meu mundo, desenterraste o meu gosto pela dança, por aprender a dançar e por querer dançar. Mas eu quero é dançar contigo. Trouxeste a magia de um simples desconhecido, da criança que há em cada um de nós e que nos cativa com um sorriso.

Não sei o que temos nem o que somos. Sei que me cativaste. Sei que há algo especial entre nós. Mas ainda temos de criar o nosso laço, uma amizade, confiança. E temos a vida toda para isso =)

Como diz a raposa no livro, és responsável pelo que cativas.

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