terça-feira, 18 de junho de 2013

desabafo.




Custa-me a admitir mas sei que vou ter mais saudades de algumas pessoas do que gostaria de ter. Eu sei que a saudade é uma coisa boa, pelo menos tento vê-la assim. Mas o pior é quando sentimos que não fazemos diferença nenhuma a certas pessoas e ainda assim sentimos a sua falta. 

Nestes momentos em que a data da partida se aproxima, dá para perceber melhor quem mais gosta de nós, quem mais gosta de ter a nossa presença na sua vida. São as primeiras pessoas a querer aproveitar os últimos dias comigo. Desta vez não tive más surpresas, nem desilusões. Desta vez, apenas surpresas boas porque já sei o que esperar de cada pessoa que tem uma relação comigo. 

A minha irmã de alma e a Frazão ficaram logo na fila da frente. Apesar de andarmos ocupadas, as promessas dos encontros mais frequentes até dia 28 vão sendo cumpridas. São as pessoas que mais demonstram que não interessa para onde a vida nos leva, elas vão comigo no coração e que, quando voltar, cá me esperarão de braços abertos. Depois, a minha pequena família linda das meninas do contemporâneo. Tenho um enorme carinho por elas e já estou tão habituada a ter a presença delas frequentemente que acho que vai ser a ausência que mais me vai custar lá fora. São miúdas especiais, aquelas! Depois tenho pessoas que vejo de ano a ano e que sabendo da minha aventura não perderam tempo e combinaram de imediato comigo. E isso aqueceu-me o coração. Então quando me abraçam...

É bom sentirmo-nos queridos... É, para mim, das melhores sensações quando recebo um abraço apertado, forte e genuíno que diz tudo sem dizer nada. Uma pequena grande demonstração de amizade, carinho e respeito. As pessoas que me abraçam assim não têm noção de como me deixam de coração cheio. Não têm mesmo.

Sabe-me pela vida.

1 comentário:

Márcia V. disse...

As saudades é daquelas coisas que não se podem controlar e muito menos escolher por quem as sentir e no momento de ir embora mesmo que por pouco tempo sabe bem que nos queiram por perto.