segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
está na minha natureza.
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| Fotografia por Henrique Frazão (www.henriquefrazao.deviantart.com) |
“ – Era uma vez um Escorpião, que vivia nas margens de um rio, um dia, depois de uma grande chuvada, a água do rio começou a subir de forma ameaçadora para o Escorpião, este, ao ver que a água não parava de subir e seguramente iria chegar à sua toca, o que o faria morrer afogado, começou a chamar um Sapo que descansava numa pedra e pediu-lhe para o transportar nas suas costas até à outra margem. O Sapo, disse-lhe que não, porque sabia que o Escorpião lhe picaria e lhe provocaria a morte. Mas o Escorpião, com toda a sua capacidade de argumentação, lá convenceu o sapo a transportá-lo e assim aconteceu. Quando iam no meio do rio, o Escorpião, picou mesmo o Sapo, envenenando-o. O sapo, antes de morrer ainda teve tempo de perguntar ao Escorpião: “ – Porque me picaste? Agora morreremos os dois!”.
O Escorpião, respondeu ao Sapo, dizendo-lhe apenas: “ – Está na minha natureza”
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Mandei isto à Frazão, não exactamente assim mas mais resumido, e perguntei-lhe "moral da história?". E a resposta dela, que já me conhece bem, foi esta:
A tua moral é fácil... Tu respondias assim "os homens acabam sempre por pensar com a cabeça de baixo" ahah, acertei?
Eu ri-me. Normalmente, consoante o tempo e o contexto, eu diria algo desse género. Mas, desta vez, não foi nisso que eu pensei. Tenho-me encontrado numa luta interior entre acreditar que as pessoas nunca mudam e ter fé que a essência de cada pessoa não se define pelos erros que ela comete. Afinal, todos nascemos bons, todos nascemos puros. Logo à partida, a nossa essência seria sempre inocente e genuína. Como o sorriso de uma criança. Mas será mesmo assim?
À medida que crescemos vamos cometendo erros. Uns inconscientemente devido a um estado impulsivo do nosso crescimento, outros de forma consciente testando as leis do karma e da natureza. E o que é que isso diz de nós, quando o fazemos de forma consciente? Será que isso faz parte da nossa essência? Ou será algo que é mutável, que apenas é originado da estupidez e egocentrismo de uma idade, de um tempo, de uma fase, seja ela qual for? "São os actos que determinam quem nós somos". Mas será mesmo assim? Será que por termos sido assim uma, duas, mil vezes, isso faz parte do nosso interior? Ou será que somos assim devido às circunstâncias? Por mais personalidade que se tenha, é inevitável não sentir alguma influência do que está à nossa volta. Mas é aí que se distinguem as fracas personalidades das fortes. Por melhor que seja a nossa essência, se não tivermos a força e a coragem de confrontar o mundo com isso, acabamos todos por cometer erros estúpidos. Pura e simplesmente para nos integrarmos numa sociedade de valores deturpados em que o mote é cada um por si e 'bora lá fazer merda enquanto podemos. Eles traduzem isso para: vive a vida.
Eu não concordo que isso seja viver. Mas aceito que se cometam erros. Desde que daí se tire alguma lição. E muitas vezes só quando vamos ao fundo é que aprendemos. Só quando caímos violentamente, de focinho no chão e corpo estatelado no asfalto é que percebemos que andar a brincar com o fogo pode não ter sido a melhor ideia. E quantas vezes esse brincar com o fogo não destruiu coisas irrecuperáveis? Quantas vezes não deixamos cicatrizes a quem não merece? Mas será que isso faz de nós más pessoas? Não, faz de nós seres incrivelmente estúpidos.
E todo o estúpido que anda para aí eventualmente acorda. Se acorda tarde demais, isso já é outra questão.
Esta continua a ser uma batalha que decorre nas minhas filosofias, escrevo e volto a escrever para tentar chegar a uma conclusão. É como se estivesse a conversar com alguém. Até posso estar perdida num monólogo, mesmo isso faz com que surjam novas ideias e, talvez, novas conclusões. Hei-de continuar assim até encontrar uma resposta que me satisfaça, em que eu tenha plena fé e confiança. Até lá hei-de pensar, pensar e pensar.
Afinal, está na minha natureza.
sábado, 29 de outubro de 2011
margarida incontactável entre as 23h e as 24h, dias úteis.
Total wipeout - só rir das desgraças dos outros.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Margarida em modo nerd II
Margarida do secundário:
Sujeito/a X - Temos teste daqui a dois dias.
Margarida do secundário - AN?! Fuck, vou perder duas tardes a estudar. Faz-se mal, mas faz-se.
Margarida da faculdade:
Sujeito/a X - Temos frequência daqui a duas semanas.
Margarida da faculdade - O QUÊÊ?! E AINDA NÃO COMECEI A ESTUDAR! Vou morrer.
Sujeito/a X - Temos teste daqui a dois dias.
Margarida do secundário - AN?! Fuck, vou perder duas tardes a estudar. Faz-se mal, mas faz-se.
Margarida da faculdade:
Sujeito/a X - Temos frequência daqui a duas semanas.
Margarida da faculdade - O QUÊÊ?! E AINDA NÃO COMECEI A ESTUDAR! Vou morrer.
É qualquer coisa assim, sim.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
dias não.
Hoje estou num dia não. Daqueles dias em que se está maldisposto quase sem motivo. Mas há sempre motivo obviamente. Talvez tenha sido ter ouvido acusações que em nada se parece com a minha pessoa. Dedos apontados sem conhecimentos de causa. A descrença de mentes fechadas. Talvez me tenha irritado por ter perdido tempo em vão para no fim dizerem que não precisam de mim para nada, que a minha ajuda é inútil. Mas principalmente terem-me pintado como algo que não sou nem nunca fui.
Nunca soube lidar muito bem com a pressão. Mas não é a pressão de entregar um trabalho dentro do prazo ou de ser impecavelmente pontual. É a pressão de quem não sabe quando parar de insistir. É a pressão de responder imediatamente em contextos não tão relevantes. É a pressão de ter de estar sempre disponível para apenas uma coisa. É a pressão de não poder ter dias maus e ter de agradar a todos, sempre com um sorriso na cara. Não dá, simplesmente. Estou farta de ser classificada como imatura, ''pita'', demasiado ingénua. Opá, não. Quem não me conhece, quem não sabe o que já passei, que não julgue.
E depois penso... A sério que é esta a imagem que passo? A sério que deixei certas coisas chegarem a este ponto? A sério que me posso ter desleixado? É algo a que nunca respondo com certeza. Sempre fui cheia de vida, mas apenas após passar a fase da timidez... E agora sinto-me apagada. Hoje sinto-me apagada e em baixo. Há muito tempo que não estava assim.
E a minha cadela dá conta disso.
O que vale é que a minha cadela dá conta disso. E puxa-me para a brincadeira.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
'bloody' monday.
Hoje doei sangue. Há tanto tempo que queria fazer isto... E o melhor é que se eu tivesse conseguido ir em Março, como queria, talvez não me tivessem proposto para ser dadora de medula óssea. Afinal tudo, até o que numa dada altura possa ser frustrante por não ter dependido de nós, tem uma razão de ser.
domingo, 23 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
das pessoas que não têm respeito pelas relações dos outros, ou mais vulgarmente conhecidas como real bitches.
como dizem os brasileiros, enchi o saco. há gente que devia ter vergonha na cara pela falta de respeito que demonstra para com o seu semelhante e para consigo própria. já tive muita calma mas agora... quando me salta a tampa vai tudo à frente e gente sem o mínimo de escrúpulos, princípios e valores é coisa para andar a gastar oxigénio neste mundo. de que é que te valeu querida? sim, é para ti, que assim que vês algo mais sugestivo aqui no blog aproveitas-te logo para fazer a merdinha de sempre. pois é, quem brinca com o fogo um dia queima-se.
e mandar mensagens com sugestões sexuais para seduzir... amiga, eu tenho um nome para isso:
putedo.
estive muito tempo caladinha por respeito a não sei bem o quê, mas agora estou-me pouco lixando.
tu enquanto uma espécie de mulher devias saber que enfurecer outra nunca dá bom resultado.
(atenção: contém imagens chocantes)
Eu própria não consegui ver até ao fim.
CABRÕES DOS CHINESES CARALHO!
pikachu!
Já está na altura de eu perder aqui umas coisinhas a mais também, ou de me tornar mais proporcional, vá.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
da crise.
Pouco vou tecer comentários, já estamos todos esgotados. Apenas isto: eu sempre fui ligeira e ingenuamente optimista no que toca a "bora lá dar o litro agora que isto há-de melhorar", mas isto já passou o limite do ridículo. A tal ponto que eu própria já me sinto sufocada, e nem sequer trabalho... De resto, o vídeo diz tudo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
na memória.
Hoje faria 8 anos que te abrimos os braços e te demos um tecto. No meu coração irei sempre celebrar o dia em que a minha vida mudou e ficou muito mais recheada de peripécias. Dizem que os cães não sorriem mas sempre pudemos ver o brilho dos teus olhos ao chegarmos a casa e o teu arfar de contentamento. Escrevo-te e és apenas um cão. Mas não és nem nunca foste apenas um cão.
Não imaginas a falta que me fazes.
se continuar com este ritmo...
vou chegar ao fim-de-semana assim:
Mas antes morta de cansaço do que ensonada de tédio! Ao menos significa que ando a viver e não apenas a passar pela vida. Tenho-me orgulhado de manter contacto com as pessoas mais importantes para mim! Claro que nem sempre dá com todos, mas há amizades que sei que tenho independentemente da distância ou da falta de tempo. Quer dizer, tempo há sempre. O dia tem 24 horas: 8 para dormir, 8 para trabalhar e 8 para relaxar e divertir. Haja tempo para namorar, para os amigos, para projectos, para passear, para acordar cedo para ir ver o nascer do sol, para voltar tarde a casa por ter assistido ao pôr-do-sol, para festejar, para cantar, dançar e ser feliz. Haja tempo para estudar. Haja tempo para dormir. Haja tempo para um café com amigas. Haja tempo para horas perdidas nos braços dele. Haja tempo para tudo o que nos faz bem.
Vou ali um bocadinho ao Vale dos Lençóis, já volto.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
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