Worten Sempre
Sou um animal social. Sempre pronto a receber. Gosto me despedir das pessoas só para recebê-las de volta. Os meus amigos costumam dizer - és uma porta aberta. É que o livro já era. Percebem? No fundo, no fundo, alimento-me das pessoas. São o lado bom da minha vida. A minha força no mercado prende-se com a necessidade das pessoas se sentirem importantes e queridas e mimadas e nesse capítulo, nunca falho.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
não importa - irmã
nao importa o que vem nem o que vai,
nao importa o que passa por nós e através de nós.
não importa o tempo de não-palavras, não-notícias, não-estar.
não importa se um dia deixas de ouvir a minha voz
não importa os quilómetros que nos separam
não importa a multidão se nos sentimos sós
não importa se as horas não passam
não importa ...
não importa que o mundo pare, que se acabe o sonho
não há maneira de quebrar o que construimos
nao importa o que passa por nós e através de nós.
não importa o tempo de não-palavras, não-notícias, não-estar.
não importa se um dia deixas de ouvir a minha voz
não importa os quilómetros que nos separam
não importa a multidão se nos sentimos sós
não importa se as horas não passam
não importa ...
não importa que o mundo pare, que se acabe o sonho
não há maneira de quebrar o que construimos
as verdades sao para serem ditas
~> Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão
~> A vida só é dura para quem é mole
~> Deitar cedo, e cedo erguer é lixado, mas tem que ser
~> Meu Deus, dá-me paciência para aguentar certas pessoas, porque se me dás força...
~> Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
Excesso de nabos e falta de tomates
~> Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior. Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé. Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar. Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição. Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração. Ela multiplica e amplia o que lhe é dado. Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda.
~> A vida só é dura para quem é mole
~> Deitar cedo, e cedo erguer é lixado, mas tem que ser
~> Meu Deus, dá-me paciência para aguentar certas pessoas, porque se me dás força...
~> Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
Excesso de nabos e falta de tomates
~> Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior. Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé. Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar. Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição. Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração. Ela multiplica e amplia o que lhe é dado. Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda.
sábado, 29 de agosto de 2009
Sítio e palavras de um aroma qualquer
Guardo em mim teu cheiro.
Leve e profundo, perfume do teu abraço,
De segredos guardados
e restos de alma.
Súbtil e sorrateiro.
Encontro-o sempre onde a confusão assola
Obcessão de viver do que resta,
quando podíamos bem viver do que sobra.
Sobreviver à sétima morte
Vagueando em surrealismos desmedidos,
Onde voos fazem os beijos
E ser só dá contigo.
Deixa-me dizer...
És meu pedaço de tempo que me foge sem querer
De que vale fugir e cantar a mágoa
Se és meu sítio e palavras de um aroma qualquer?
Margarida Almeida
Leve e profundo, perfume do teu abraço,
De segredos guardados
e restos de alma.
Súbtil e sorrateiro.
Encontro-o sempre onde a confusão assola
Obcessão de viver do que resta,
quando podíamos bem viver do que sobra.
Sobreviver à sétima morte
Vagueando em surrealismos desmedidos,
Onde voos fazem os beijos
E ser só dá contigo.
Deixa-me dizer...
És meu pedaço de tempo que me foge sem querer
De que vale fugir e cantar a mágoa
Se és meu sítio e palavras de um aroma qualquer?
Margarida Almeida
Rhonda Byrne e a lei da atração
Rhonda Byrne tornou-se famosa por acaso.
Não era segredo nenhum que em 2004 a sua vida estava um caos. A morte do pai, Ronald, vítima de leucemia, tinha sido apenas o início de um ano complicado. Além da depressão, os problemas financeiros da produtora de televisão de Rhonda levaram-na à beira da falência. A australiana estava até a perder autoridade sobre a sua equipa e os conflitos eram tantos que nem se falavam.
No mesmo dia em que ficou a saber que estava quase falida, a mãe ligou-lhe a dizer que se queria suicidar. Rhonda não sabia o que fazer, mas a sua filha mais velha, Hailey, na altura com 24 anos, mudou-lhe a vida. "Quando terminei de desabafar todos os meus problemas a minha filha apenas respondeu: 'Vai correr tudo bem.' Mais uma daquelas frases que só servem de consolo, pensei eu.
Então ela desapareceu e voltou com um molho de fotocópias e disse-me: 'lê isto'", contou Rhonda aos jornalistas.
As fotocópias eram o livro The Science of Getting Rich, de Wallace Wattles. Na obra de 1910 estava a base do livro O Segredo: a lei da atracção.
Wallace Wattles defendia que os pensamentos das pessoas funcionavam como imanes, ou seja, que os bons pensamentos atraíam prosperidade e os negativos situações desagradáveis.
Em menos de duas horas Rhonda leu o livro. Mais tarde pesquisou sobre o assunto e decidiu que tinha de partilhar este segredo.
Mas não foi assim tão fácil. No início ninguém parecia interessado em fazer um documentário sobre o assunto.
Rhonda Byrne, divorciada e mãe de duas filhas, não desistiu e hipotecou a própria casa para conseguir o dinheiro. Mais tarde, o Channel 9, da Austrália, juntou-se à equipa.
A autora viajou para os Estados Unidos e entrevistou dezenas de professores, investigadores e líderes religiosos, como o escritor John Gray, Lee Brower, CEO da Empowered Wealth, ou o físico quântico John Hagelin. Todos partilhavam a mesma ideia: "Se visualizar na sua mente aquilo que deseja e fizer disso o seu pensamento dominante, atrairá o que quer para a sua vida."
Esta filosofia de auto--ajuda tinha sido transmitida ao longo dos séculos, e segundo Rhonda, Platão, Galileu, Beethoven e Einstein também a conheciam. "Tudo é energia. Você é um íman de energia, por isso atrai electricamente tudo para si e electriza-se energeticamente em direcção a tudo o que deseja", escreve a autora.
O DVD O Segredo começou a ser vendido em Março de 2006 através da Internet e Rhonda recebeu logo emails de pessoas que diziam que estavam curadas de doenças ou que tinham subido na carreira graças a ela.
O Segredo foi transformado em livro no final desse ano e vendeu mais de 1,75 milhões de cópias nos Estados Unidos. Este best seller chegou agora a Portugal com a chancela da Lua de Papel.
Rhonda conquistou os Estados Unidos e o ponto decisivo foi aparecer no Oprah Winfrey Show. "Em todo o mundo se tem falado num filme tão poderoso que pode mudar o curso da sua vida", foi assim que a mulher mais poderosa dos Estados Unidos apresentou a autora.
Oprah é uma fã assumida da filosofia do segredo. "Tenho aplicado a lei da atracção durante toda a minha vida, sem saber", afirmou no seu programa.
Apesar de ter a bênção de Oprah as críticas às teorias de Rhonda não têm cessado. Muitos dizem que se trata de um brilhante golpe de marketing, outros acusam-na de juntar velhas ideias do senso comum.
Mas os segredos acerca das dietas e da saúde são os mais polémicos, como por exemplo: "os alimentos não o fazem ganhar peso, a não ser que acredite nisso" ou "não pode apanhar nada a não ser que pense que pode apanhá-lo", lê-se no livro.
Mas a revista Time não teve dúvidas e elegeu Rhonda como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo em 2007.
Rhonda nasceu em 1945 nos subúrbios de Melbourne, na Austrália, onde morava com o pai Ronald, que era electricista, a mãe Irene Izon e os quatro irmãos.
O fascínio pela televisão fez com que deixasse a escola e começasse a trabalhar. Passou pela rádio, onde produziu vários programas que chegaram ao primeiro lugar nas audiências.
Em 1994 fundou a sua própria empresa de produção televisiva, a Prime Time Productions, que fez diversos programas como The World's Greatest Commercials ou Great Escapes.
Rhonda casou-se duas vezes, e com seu último marido, Peter Byrne, teve duas filhas: Hailey e Skye.
Nem a autora nem a família esperavam tanto sucesso.
"Falamos ao telefone quase todos os dias. Tenho saudades dela, mas estou muito orgulhosa. Na semana passada ela disse-me que tinha feito 14 milhões de euros em poucos meses, e que vai dar 10% a organizações de caridade", contou a mãe de Rhonda, Irene Izon, de 74 anos, ao jornal Scotsman em Abril.
A autora parece fazer questão em manter uma aura de mistério à sua volta, por isso, não dá muitas entrevistas e até faltou ao segundo programa que Oprah fez sobre O Segredo.
O que ela não quer manter em segredo é que agora está fechada na sua nova casa em Malibu a preparar o segundo livro de segredos
Não era segredo nenhum que em 2004 a sua vida estava um caos. A morte do pai, Ronald, vítima de leucemia, tinha sido apenas o início de um ano complicado. Além da depressão, os problemas financeiros da produtora de televisão de Rhonda levaram-na à beira da falência. A australiana estava até a perder autoridade sobre a sua equipa e os conflitos eram tantos que nem se falavam.
No mesmo dia em que ficou a saber que estava quase falida, a mãe ligou-lhe a dizer que se queria suicidar. Rhonda não sabia o que fazer, mas a sua filha mais velha, Hailey, na altura com 24 anos, mudou-lhe a vida. "Quando terminei de desabafar todos os meus problemas a minha filha apenas respondeu: 'Vai correr tudo bem.' Mais uma daquelas frases que só servem de consolo, pensei eu.
Então ela desapareceu e voltou com um molho de fotocópias e disse-me: 'lê isto'", contou Rhonda aos jornalistas.
As fotocópias eram o livro The Science of Getting Rich, de Wallace Wattles. Na obra de 1910 estava a base do livro O Segredo: a lei da atracção.
Wallace Wattles defendia que os pensamentos das pessoas funcionavam como imanes, ou seja, que os bons pensamentos atraíam prosperidade e os negativos situações desagradáveis.
Em menos de duas horas Rhonda leu o livro. Mais tarde pesquisou sobre o assunto e decidiu que tinha de partilhar este segredo.
Mas não foi assim tão fácil. No início ninguém parecia interessado em fazer um documentário sobre o assunto.
Rhonda Byrne, divorciada e mãe de duas filhas, não desistiu e hipotecou a própria casa para conseguir o dinheiro. Mais tarde, o Channel 9, da Austrália, juntou-se à equipa.
A autora viajou para os Estados Unidos e entrevistou dezenas de professores, investigadores e líderes religiosos, como o escritor John Gray, Lee Brower, CEO da Empowered Wealth, ou o físico quântico John Hagelin. Todos partilhavam a mesma ideia: "Se visualizar na sua mente aquilo que deseja e fizer disso o seu pensamento dominante, atrairá o que quer para a sua vida."
Esta filosofia de auto--ajuda tinha sido transmitida ao longo dos séculos, e segundo Rhonda, Platão, Galileu, Beethoven e Einstein também a conheciam. "Tudo é energia. Você é um íman de energia, por isso atrai electricamente tudo para si e electriza-se energeticamente em direcção a tudo o que deseja", escreve a autora.
O DVD O Segredo começou a ser vendido em Março de 2006 através da Internet e Rhonda recebeu logo emails de pessoas que diziam que estavam curadas de doenças ou que tinham subido na carreira graças a ela.
O Segredo foi transformado em livro no final desse ano e vendeu mais de 1,75 milhões de cópias nos Estados Unidos. Este best seller chegou agora a Portugal com a chancela da Lua de Papel.
Rhonda conquistou os Estados Unidos e o ponto decisivo foi aparecer no Oprah Winfrey Show. "Em todo o mundo se tem falado num filme tão poderoso que pode mudar o curso da sua vida", foi assim que a mulher mais poderosa dos Estados Unidos apresentou a autora.
Oprah é uma fã assumida da filosofia do segredo. "Tenho aplicado a lei da atracção durante toda a minha vida, sem saber", afirmou no seu programa.
Apesar de ter a bênção de Oprah as críticas às teorias de Rhonda não têm cessado. Muitos dizem que se trata de um brilhante golpe de marketing, outros acusam-na de juntar velhas ideias do senso comum.
Mas os segredos acerca das dietas e da saúde são os mais polémicos, como por exemplo: "os alimentos não o fazem ganhar peso, a não ser que acredite nisso" ou "não pode apanhar nada a não ser que pense que pode apanhá-lo", lê-se no livro.
Mas a revista Time não teve dúvidas e elegeu Rhonda como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo em 2007.
Rhonda nasceu em 1945 nos subúrbios de Melbourne, na Austrália, onde morava com o pai Ronald, que era electricista, a mãe Irene Izon e os quatro irmãos.
O fascínio pela televisão fez com que deixasse a escola e começasse a trabalhar. Passou pela rádio, onde produziu vários programas que chegaram ao primeiro lugar nas audiências.
Em 1994 fundou a sua própria empresa de produção televisiva, a Prime Time Productions, que fez diversos programas como The World's Greatest Commercials ou Great Escapes.
Rhonda casou-se duas vezes, e com seu último marido, Peter Byrne, teve duas filhas: Hailey e Skye.
Nem a autora nem a família esperavam tanto sucesso.
"Falamos ao telefone quase todos os dias. Tenho saudades dela, mas estou muito orgulhosa. Na semana passada ela disse-me que tinha feito 14 milhões de euros em poucos meses, e que vai dar 10% a organizações de caridade", contou a mãe de Rhonda, Irene Izon, de 74 anos, ao jornal Scotsman em Abril.
A autora parece fazer questão em manter uma aura de mistério à sua volta, por isso, não dá muitas entrevistas e até faltou ao segundo programa que Oprah fez sobre O Segredo.
O que ela não quer manter em segredo é que agora está fechada na sua nova casa em Malibu a preparar o segundo livro de segredos
a teoria do segredo
Acreditar, sinónimo de "crer" que tem fonética semelhante a "querer".
Acreditar é querer. E conseguir.
Se acreditarmos verdadeiramente em algo, com uma fé inabalável é certo que conseguimos. É o segredo da felicidade bem estampado à nossa frente, debaixo do nosso nariz. E como é que isso pode ser verdade? Bem, não vos aconteceu já vocês pensarem como era bom encontrar um determinado amigo na rua e isso realmente acontecer? Normalmente isso acontece quando pensamos nisso sem duvidar, por acharmos que não passa de um mero pensamento. Isso já me aconteceu com a Mia Rose. Foi um dos motivos pelos quais comecei a acreditar nesta teoria, que mais tarde vim a encontrar bem explicíta no livro de Rhonda Byrne.
Posso afirmar com toda a certeza do mundo que este Verão foi de aprendizagem espiritual. Balelas para muitos, mas deixei de me preocupar com o mundo alheio há algum tempo. Não sei se foi o destino, se foi outra coisa qualquer. Tinha em mente ir para o Alentejo com tempo para reflectir. Acabei por encontrar o Alquimista de Paulo Coelho, e devorei o livro em três tempos. Espectacular. Uma história simples com uma mensagem profunda, que ao longo dos capítulos aparecem parágrafos que nos dão lições de vida. Decidi adoptá-las.
Logo de seguida, peguei no livro que a minha mãe trouxe da biblioteca. O Segredo, de Rhonda Byrne. Não sei bem como nem porquê fui ler dois livros bastante relacionados um com o outro. Se os tempos fossem outros diria que fui iluminada. Quando tiver tempo e paciência (e mais bateria no portátil!) passo para aqui uns apontamentos que tirei.
Básica e resumidamente, o segredo de sermos felizes é acreditar. E acreditem que é mais difícil do que pensam, porque é preciso fé. Mas explicarei isso noutra altura, em breve...
Outra coisa que contribuiu para moldar a minha personalidade para alguém bastante mais pacifíco e mais feliz foi ter conhecido uma das pessoas que mais admiro, o Luís. Um dia explicar-lhe-ei o porquê.
Acreditar é querer. E conseguir.
Se acreditarmos verdadeiramente em algo, com uma fé inabalável é certo que conseguimos. É o segredo da felicidade bem estampado à nossa frente, debaixo do nosso nariz. E como é que isso pode ser verdade? Bem, não vos aconteceu já vocês pensarem como era bom encontrar um determinado amigo na rua e isso realmente acontecer? Normalmente isso acontece quando pensamos nisso sem duvidar, por acharmos que não passa de um mero pensamento. Isso já me aconteceu com a Mia Rose. Foi um dos motivos pelos quais comecei a acreditar nesta teoria, que mais tarde vim a encontrar bem explicíta no livro de Rhonda Byrne.
Posso afirmar com toda a certeza do mundo que este Verão foi de aprendizagem espiritual. Balelas para muitos, mas deixei de me preocupar com o mundo alheio há algum tempo. Não sei se foi o destino, se foi outra coisa qualquer. Tinha em mente ir para o Alentejo com tempo para reflectir. Acabei por encontrar o Alquimista de Paulo Coelho, e devorei o livro em três tempos. Espectacular. Uma história simples com uma mensagem profunda, que ao longo dos capítulos aparecem parágrafos que nos dão lições de vida. Decidi adoptá-las.
Logo de seguida, peguei no livro que a minha mãe trouxe da biblioteca. O Segredo, de Rhonda Byrne. Não sei bem como nem porquê fui ler dois livros bastante relacionados um com o outro. Se os tempos fossem outros diria que fui iluminada. Quando tiver tempo e paciência (e mais bateria no portátil!) passo para aqui uns apontamentos que tirei.
Básica e resumidamente, o segredo de sermos felizes é acreditar. E acreditem que é mais difícil do que pensam, porque é preciso fé. Mas explicarei isso noutra altura, em breve...
Outra coisa que contribuiu para moldar a minha personalidade para alguém bastante mais pacifíco e mais feliz foi ter conhecido uma das pessoas que mais admiro, o Luís. Um dia explicar-lhe-ei o porquê.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Morte, violação ou boca de palhaço? - mito ou verdade?
Na altura do Carnaval, ouvi falar de um caso que me arrepiou imenso. Duas jovens universitárias tinham sido interpeladas por um grupo de rapazes bem parecidos, no Bairro Alto, que lhes fez uma pergunta: "Morte, violação ou boca de palhaço?" As jovens, pensando tratar-se de uma brincadeira de Carnaval, responderam prontamente "boca de palhaço". Foram esfaqueadas dos lábios às orelhas. Sei que ainda hoje estão traumatizadas e que nenhuma cirurgia plástica deixá-las-á como eram antes.No passado fim de semana, voltou a acontecer; em pleno Largo Camões, a jovem esperava por um táxi vazio que a levasse para casa. Pois quem a levou foi quatro rapazes, que lhe fizeram a mesma pergunta arrepiante e o resultado é o mesmo. Esfaqueada, com um "sorriso" de palhaço.Acho estranho que nenhum telejornal faça referência a isto, porque tenho a certeza de que já aconteceu mais vezes. Sendo assim, e como acredito no poder do passa a palavra, por favor divulguem esta história a toda a gente. É preciso que toda a gente saiba. É preciso que tenhamos cuidado. É preciso que andemos acompanhadas. É URGENTE ALGUÉM FAZER ALGUMA COISA!!!Silvia Basto(Jornalista)
Ouvi-os rirem-se. Um riso alto, alegre, quase que de inocente divertimento. Mas não o era. Não inocente. Ao meu lado, Glória chorava baixinho, entoando uma reza de uma religião que há muito dissera ter abandonado. Não a censurava. Nunca o poderia fazer, sabendo a dor pela qual passava… Também eu… Também eu desejava ter algo, saber de algo a que me pudesse agarrar num desesperado acto de necessidade. Queria conforto. Queria sossego. Queria vingança. Queria que parasse. Queria que tudo aquilo parasse, dissolvendo-se juntamente com a chuva que começava a cair no meu rosto – isto se ainda o poderia chamar assim.
Ouvi-os afastarem-se, em passos largos e apressados, correndo para longe daquele local, de nós, do nosso sorriso apalhaçado…Algo dentro de mim suspirou em alívio mal-encarado. Poderia ter sido pior. Poderia ter sido muito pior… Era disso que me queria convencer… Era a isso que eu precisava de me agarrar…E sabia o quanto era verdade… O quanto de realidade havia naquele pensamento… Mas não resultava. Não quando era eu a vitima. Porquê eu? Porquê nós? Corri mentalmente tudo aquilo que me conseguia lembrar de ter feito durante a vida. Relembrei a cara deles, esforçando-me por saber se me eram familiares, se havia algo que havíamos partilhado, algum momento antes na nossa existência… Não, nada. Não havia nada, então porquê!?
Glória continuava a chorar, apertando a minha mão com força. Não a agarrei de volta. Não conseguia. Deveria olhar para ela, eu sei que deveria… E encarar a face medonha, desfigurada… afogada no líquido vermelho que tão brutalmente fora arrancado das nossas veias… E ao vê-la ver-me-ia a mim. Tal e qual. Sabia, com uma certeza dolorosa, que na sua desfiguração veria o meu reflexo, e por isso eu não queria olhar, não queria…A chuva tornou-se mais forte, batendo com força no meu rosto e limpando-o da sensação viscosa. Forcei-me a erguer o meu próprio tronco, encostando-o à parede imunda atrás de mim e o meu interior rugiu com toda a dor que o simples movimento me provocara. Mas não podia permanecer ali. Não poderia continuar imóvel, naquele pedaço de chão sujo, esperando que algum bando de festeiros bêbados nos encontrasse. Não. Não desceria mais que isso.
Cega para o que me rodeava, tacteei pelo telemóvel, algures perdido entre os pertences que mais cedo haviam sido descuidadamente atirados por mim mesma para dentro da minha bolsa e marquei o número de emergência. Não sabia o que dizer quando me atendessem. Não sabia sequer se conseguiria falar! Precisava de tentar… Precisava tanto de tentar algo, alguma coisa!
A voz distante da rapariga soou de dentro do aparelho. “Boa noite” dissera ela. Ah! A piada! “Qual a emergência?”. A emergência… Tentei falar; erro crasso. Não sabia que era possível sentir ainda mais dor do que aquela que havia sentido até ao momento… Finalmente, senti uma lágrima solitária a rolar pela minha face. Tinha de falar, tinha de conseguir falar!… Ela não poderia desligar, não na situação em que eu, em que nós estávamos!
Soltei um grunhido, esperando que isso bastasse. Esperança estúpida, sem qualquer tipo de fundamento… Mas era o máximo que podia. Palavras, acabara de descobrir, haviam-se tornado subitamente impossíveis de articular.
“Oh!” – exclamou a voz do outro lado. Com alívio, senti o tom de preocupação que ela detonava. Ao menos não me julgara uma qualquer brincadeira de mau gosto… Era a minha dor assim tão latente nos sons produzidos pelo rasgão que era agora a minha boca? “Mantenha o telemóvel ligado, de outro modo não seremos capazes de a encontrar. Será enviada uma ambulância já, já!”
“Já, já” não era suficientemente rápido. Não para mim, não para Glória. Mas era o melhor, julgava, que poderia conseguir. Mantive o telemóvel ligado, tal como me fora instruído. Do outro lado da linha, a rapariga continuava a disparatar algumas palavras de conforto, sem saber muito bem o que dizer. Não sabia o que me acontecera. Percebera, apenas, que era grave. Grave o suficiente para eu não conseguir falar. Provavelmente imaginara algum espancamento, fruto da euforia libertadora que todos os anos o desejado Carnaval trazia consigo, afinal, ninguém leva a mal…E novamente perguntei-me o porquê. Não haviam levado nada… Não haviam pedido nada… Uma brincadeira... Era tudo, para eles, uma brincadeira…Fechei os olhos. Relembra-los-ia, sabia que sim. Mas estava tão cansada…Talvez se os fechasse… por um minuto só…
“Morte, violação ou cara de palhaço?”
Se adormecesse… Se fechasse a minha mente… Então talvez… talvez…
“Oh, brincadeira de Carnaval?” – rira Glória.
Só por uns minutos… Uns abençoados minutos…
Eles sorriram, repetindo a pergunta.
Então talvez eu poderia…a dor poderia…
“Cara de palhaço!” – exclamaram as duas em uníssono, sorrindo com a alegria de quem ainda tinha toda a noite, toda a vida, pela frente.
Só queria que ela parasse…
por Elyon Somniare (obrigada pelo reparo)
Ouvi-os rirem-se. Um riso alto, alegre, quase que de inocente divertimento. Mas não o era. Não inocente. Ao meu lado, Glória chorava baixinho, entoando uma reza de uma religião que há muito dissera ter abandonado. Não a censurava. Nunca o poderia fazer, sabendo a dor pela qual passava… Também eu… Também eu desejava ter algo, saber de algo a que me pudesse agarrar num desesperado acto de necessidade. Queria conforto. Queria sossego. Queria vingança. Queria que parasse. Queria que tudo aquilo parasse, dissolvendo-se juntamente com a chuva que começava a cair no meu rosto – isto se ainda o poderia chamar assim.
Ouvi-os afastarem-se, em passos largos e apressados, correndo para longe daquele local, de nós, do nosso sorriso apalhaçado…Algo dentro de mim suspirou em alívio mal-encarado. Poderia ter sido pior. Poderia ter sido muito pior… Era disso que me queria convencer… Era a isso que eu precisava de me agarrar…E sabia o quanto era verdade… O quanto de realidade havia naquele pensamento… Mas não resultava. Não quando era eu a vitima. Porquê eu? Porquê nós? Corri mentalmente tudo aquilo que me conseguia lembrar de ter feito durante a vida. Relembrei a cara deles, esforçando-me por saber se me eram familiares, se havia algo que havíamos partilhado, algum momento antes na nossa existência… Não, nada. Não havia nada, então porquê!?
Glória continuava a chorar, apertando a minha mão com força. Não a agarrei de volta. Não conseguia. Deveria olhar para ela, eu sei que deveria… E encarar a face medonha, desfigurada… afogada no líquido vermelho que tão brutalmente fora arrancado das nossas veias… E ao vê-la ver-me-ia a mim. Tal e qual. Sabia, com uma certeza dolorosa, que na sua desfiguração veria o meu reflexo, e por isso eu não queria olhar, não queria…A chuva tornou-se mais forte, batendo com força no meu rosto e limpando-o da sensação viscosa. Forcei-me a erguer o meu próprio tronco, encostando-o à parede imunda atrás de mim e o meu interior rugiu com toda a dor que o simples movimento me provocara. Mas não podia permanecer ali. Não poderia continuar imóvel, naquele pedaço de chão sujo, esperando que algum bando de festeiros bêbados nos encontrasse. Não. Não desceria mais que isso.
Cega para o que me rodeava, tacteei pelo telemóvel, algures perdido entre os pertences que mais cedo haviam sido descuidadamente atirados por mim mesma para dentro da minha bolsa e marquei o número de emergência. Não sabia o que dizer quando me atendessem. Não sabia sequer se conseguiria falar! Precisava de tentar… Precisava tanto de tentar algo, alguma coisa!
A voz distante da rapariga soou de dentro do aparelho. “Boa noite” dissera ela. Ah! A piada! “Qual a emergência?”. A emergência… Tentei falar; erro crasso. Não sabia que era possível sentir ainda mais dor do que aquela que havia sentido até ao momento… Finalmente, senti uma lágrima solitária a rolar pela minha face. Tinha de falar, tinha de conseguir falar!… Ela não poderia desligar, não na situação em que eu, em que nós estávamos!
Soltei um grunhido, esperando que isso bastasse. Esperança estúpida, sem qualquer tipo de fundamento… Mas era o máximo que podia. Palavras, acabara de descobrir, haviam-se tornado subitamente impossíveis de articular.
“Oh!” – exclamou a voz do outro lado. Com alívio, senti o tom de preocupação que ela detonava. Ao menos não me julgara uma qualquer brincadeira de mau gosto… Era a minha dor assim tão latente nos sons produzidos pelo rasgão que era agora a minha boca? “Mantenha o telemóvel ligado, de outro modo não seremos capazes de a encontrar. Será enviada uma ambulância já, já!”
“Já, já” não era suficientemente rápido. Não para mim, não para Glória. Mas era o melhor, julgava, que poderia conseguir. Mantive o telemóvel ligado, tal como me fora instruído. Do outro lado da linha, a rapariga continuava a disparatar algumas palavras de conforto, sem saber muito bem o que dizer. Não sabia o que me acontecera. Percebera, apenas, que era grave. Grave o suficiente para eu não conseguir falar. Provavelmente imaginara algum espancamento, fruto da euforia libertadora que todos os anos o desejado Carnaval trazia consigo, afinal, ninguém leva a mal…E novamente perguntei-me o porquê. Não haviam levado nada… Não haviam pedido nada… Uma brincadeira... Era tudo, para eles, uma brincadeira…Fechei os olhos. Relembra-los-ia, sabia que sim. Mas estava tão cansada…Talvez se os fechasse… por um minuto só…
“Morte, violação ou cara de palhaço?”
Se adormecesse… Se fechasse a minha mente… Então talvez… talvez…
“Oh, brincadeira de Carnaval?” – rira Glória.
Só por uns minutos… Uns abençoados minutos…
Eles sorriram, repetindo a pergunta.
Então talvez eu poderia…a dor poderia…
“Cara de palhaço!” – exclamaram as duas em uníssono, sorrindo com a alegria de quem ainda tinha toda a noite, toda a vida, pela frente.
Só queria que ela parasse…
por Elyon Somniare (obrigada pelo reparo)
domingo, 23 de agosto de 2009
keeping faith
If you want to play it like a game,
Well, come on, come on, let’s play.
Cuz I’d rather waste my life pretending,
Than have to forget you for one whole minute.
Well, come on, come on, let’s play.
Cuz I’d rather waste my life pretending,
Than have to forget you for one whole minute.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
deixem-me ser mázinha.
Tragédia é quando eu corto o meu dedo. Comédia é quando tu cais numa sargeta de esgoto e morres.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Festas do Pé da Serra
Ainda ouço a banda, ao longe, a tocar
O bater dos pés de quem no estrado está a dançar.
Continuo a sentir o cheiro das bifanas,
Do orvalho da manhã a passear.
Festas tão cheias de animação
Todos dançando de mão em mão
E a música sempre a tocar.
Filhos da terra as ruas a encher
Felizes rebentos pela calçada a correr.
Domingo S. Simão saiu às ruas
Juntos, todos vieram às portas para o saudar.
Apenas o “perigo” dos foguetes a ribombar
Deixa o duro cheiro da saudade pairando no ar.
Assim é minha recordação da nossa festa
Que tanta nostalgia no coração teima em deixar
Apenas peço ao tempo que não demore a passar.
O bater dos pés de quem no estrado está a dançar.
Continuo a sentir o cheiro das bifanas,
Do orvalho da manhã a passear.
Festas tão cheias de animação
Todos dançando de mão em mão
E a música sempre a tocar.
Filhos da terra as ruas a encher
Felizes rebentos pela calçada a correr.
Domingo S. Simão saiu às ruas
Juntos, todos vieram às portas para o saudar.
Apenas o “perigo” dos foguetes a ribombar
Deixa o duro cheiro da saudade pairando no ar.
Assim é minha recordação da nossa festa
Que tanta nostalgia no coração teima em deixar
Apenas peço ao tempo que não demore a passar.
Lúcia Semedo
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
drinking for 11
the last time I remember you was the last time I wasn't scared..
Não há duas sem três, dear...
Não há duas sem três, dear...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

