quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Loira Natura(lmente)


Susana Fernandes:


Margareth, quero um café combinado para breve =)
Beijinho girl*


Tenho mesmo saudades das risotas.. Por mim, cafézito em Carcavelos (que fica a jeito das duas) e começar a evitar perder o contacto! Sim, porque tu foste feia e faltaste à festa de encerramento!

Done - parte III

Bom, já que falei aqui do italiano, decidi actualizar a lista que fiz em Dezembro.

Ora aqui vai:

8 - Fazer um workshop. - Fiz dois! Da Geração C: Escrita Criativa, com o Victor, e Cinema de Animação de Volumes, com a Irina.

22 - Dizer "amo-te" em voz alta. - Disse-o, finalmente, em voz alta. Pela primeira vez. A ele.


25 - Emagrecer. - Bom, esta aqui já é discutível. Não tencionava emagrecer desta maneira (devido ao stress), nem foi propositado (mas que voltei ao 38, voltei...) . Desde Março perdi 9 kg, e tenho de ganhar pelo menos uns 4kg outra vez. É ligeiramente deprimente ter de agarrar as calças de educação física para não caírem -.-


28 - Pôr lentes de contacto. - Since July, finalmente!


30 - Tirar aparelho e levar vacina do cólo do útero. - Tirei aparelho, e já pus outro. E a vacina, a segunda dose é em Outubro (ODEIO agulhas =| )


36 - Propôr-me para trabalhar, na Geração C, e trabalhar pelo menos duas semanas. - Confere! Cascais Natura :D


41 - Comprar uma máquina fotográfica. - Comprei-a em Julho também, no El Corte Inglês! Felicidadeeeeee *.*


50 - Aparecer na televisão. - 5 milionésimos de segundo de fama no segundo episódio do Ídolos, e muito escondida. Estou à espera de aparecer com mais estilo, mas para já, tumbas xD


55 - Ganhar um prémio na lotaria. - 1€ na raspadinha da montanha-russa do Delta Tejo!


65 - Começar uma colecção. - Etiquetas de roupa. Sim, estou a ficar maluquinha mas já encontrei etiquetas mesmo giras!


69 - Ver um jogo de futebol, num estádio ou naquelas televisões gigantes, do Mundial. - A televisão não era gigante, mas vi o Portugal-Brasil no meio do povo todo dentro do Salamandra.


80 - Deixar o cabelo crescer até metade das costas. - Para cortá-lo imediatamente a seguir =|




Bom, por hoje já chega. Ainda não estão todas registadas, mas está bastante bom hehe!


Bambino!


2 - Aprender italiano, comprar um livro e/ou inscrever-me num curso.
Done! 
Vou começar o curso na Oeiras International School, na segunda-feira. 
E o melhor? For free!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Give it to me right,


Or don't give it to me at all 

sábado, 25 de setembro de 2010

Filosofias da aula de português

Se escolhermos apenas o ser que pensa, tornamo-nos frios.
Se escolhermos apenas o ser que sente, tornamo-nos cegos.
É preciso é encontrar o ponto de equilíbrio.

Por estas e por outras, foi difícil conter as lágrimas naquela aula.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

state of mind (both)

Hey, slow it down 
Whataya want from me, whataya want from me



Yeah I’m afraid 
Whataya want from me, whataya want from me

There might have been a time
And I would give myself away
Oooh once upon a time I didn’t give a damn
But now, here we are 
So whataya want from me
Whataya want from me

Just don’t give up I’m workin it out
Please don’t give in, I won’t let you down
It messed me up, need a second to breathe
Just keep coming around
Hey, whataya want from me
Whataya want from me
Whataya want from me

Yeah, it’s plain to see (plain to see)
that baby you’re beautiful
And it’s nothing wrong with you
(nothing wrong with you)
It’s me, I’m a freak (yeah)
but thanks for lovin’ me
Cause you’re doing it perfectly
(it perfectly)

There might have been a time
When I would let you step away
I wouldn’t even try
But I think you could save my life

Just don’t give up I’m workin’ it out
Please don’t give in, I won’t let you down
It messed me up, need a second to breathe
Just keep comin around
Hey, whataya want from me (Whataya want from me)
Whataya want from me (Whataya want from me)

Just don’t give up on me
(uuuuuuh) I won’t let you down
No, I won’t let you down


Há músicas que descrevem tudo..

terça-feira, 21 de setembro de 2010


É aqui que eu entro e digo:

OR FACEBOOK!

[a'a] once more


(que seria de uma bela de uma amizade sem umas fotografias deprimentes?)

À medida que o tempo passa, 
vou sendo mais picuinhas com as coisas que conto e as pessoas a quem conto.
De momento,
esta criatura é praticamente a única que sabe a minha vida toda.
Ele é impecável, e tem uma paciência de santo comigo.

Esta criatura chama-se Miguel La Féria,
e é o meu melhor amigo,
e também meu irmão de alma.

Obrigada por tudo [a'a]

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coisas que me irritam - parte I

Ponho já parte I porque acredito que à medida que vou cirandando por aí vou descobrindo mais coisinhas irritantes.

Ora aqui vão as primeiras:

- Pessoas que não sabem distinguir a trela da coleira dos cães. Epá enerva-me, não é assim tão difícil perceber que a trela é o fiozinho que se prende à coleira para levar os tarecos fazerem xixi! Se pensarem inteligentemente durante um bocadinho vão chegar a uma conclusão que tem tanto de brilhante como de parva. Pescoço-colar, colar-coleira, coleira-pescoço! :D

- Pessoal que abranda/anda devagarinho no final das escadas rolantes. Mas esta gente não entende que, ao abrandarem no final das escadas, tornam-se potenciais causas de acidentes, como atropelamento de si próprios? É que o pessoal esquece-se que tem pessoas atrás em cima de degraus que ganham maior velocidade que o passo de caracol que eles tomam no final da escada. Então quando o Shopping está cheio... Depois um dia admiram-se...

- O velho e péssimo hábito dos meus pais me retirarem o telemóvel, como forma de castigo, e vasculharem todo o meu conteúdo de mensagens ali existente. Depois vêem o que querem, e o que não querem. Mas disso nem vou falar muito, porque não é algo que dê muito pano para mangas.

- Aqueles LABREGÕES (que não têm outro nome) que escarram para o chão. Já deu para perceber que a elegância destes seres é nula, não deu? Se eles se assoassem de vez em quando, que bem que faziam ao mundo! É que se vocês duvidam que estas coisas fofas hesitam em escarrar uns centímetros ao lado dos vossos pés, então arriscam a que a vossa chanatazinha interaja com muco alheio, e não deve ser agradável.

Por agora é tudo.
(Isto é um post perigoso porque se as ninas fofitax xunguitas da chamada anónima tiverem acesso ao meu blog, estou a dar-lhes armas para me aniquilarem a paciência :| )

domingo, 19 de setembro de 2010

O meu blog aparece em primeiro lugar nas pesquisas do Google...

... quando escrevem na caixinha de pesquisa
"morte de um cara na praia"

que óptima publicidade :|

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

16 Set - parabéns melhor amigo #


"FODASS acho que vou chorar e não tou a gozar.. Bah! Foi das coisas mais queridas que já me disseste até hoje! Então o lifechanging *.* lol.. Obrigado parvalhona, tu sabes que amo também, este tempo todo a aturar-me não passa incolume, e dizer que ja és parte da mobília não tem o mesmo toque, por isso sabes mais que bem  que és família, mais do que qualquer outra pessoa =)"

Isto foi a resposta à minha mega mensagem de aniversário hiper fofinha, que me deixou com um sorriso de orelha a orelha. Mal sabia que logo à noite iria ter das noites mais felizes da minha vida :)

terça-feira, 14 de setembro de 2010


Quem nada erra, pouco evolui.
Depende essencialmente de como lidamos com os erros.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

brand new start

Normalmente, a última semana de Dezembro é muito dada à reflexão sobre tudo o que aconteceu no ano que passou. Pois bem, eu devo ser um nadinha parva porque o meu olhar-para-trás está sucedendo-se agora. Talvez seja porque este é um ano importante para mim, talvez porque a entrada de certas pessoas na minha vida me fizeram acordar desta existência inerte, talvez porque realmente tenha amadurecido com todas estas lições que a vida me tem dado nos últimos meses. O que é certo é que cresci, noto isso. Tenho mais confiança em mim mesma, mais vontade de fazer e saber fazer, mais curiosidade e vontade de aprender, mais força interior (mesmo que ainda vá abaixo por vezes), sei lá. É diferente, algo está diferente e não podia estar mais feliz. Feliz e grata por todos os que contribuíram para este meu eye-opening (esta expressão é retirada do blog da Cláudia, que não conheço mas que admiro - aqui).

Agora, o caminho é em frente. Inscrição na dança, começar a tirar a carta de condução, receber os diplomas de participação nos workshops e no voluntariado, talvez curso for free de italiano, maybe workshop de projecção de cinema, treinar bastante guitarra e piano, concurso de jovens tradutores, trabalhar na cimeira da NATO, estudar q.b.

E claro, estar com os meus :)

Cascais Natura - vede os meus javalis, vede!



3:57 - 4:17

Os meus companheiros de trabalho hehe! O rapazote que estava com a catana é o Caramelo, a loira a Susana e a menina dos caracóis a Teresa :D

domingo, 12 de setembro de 2010

Cascais Natura - last day

E foi hoje, o meu último dia de trabalho no Cascais Natura. Vou ter saudades. Não propriamente de trabalhar, nem das acácias, nem das gadanhas; mas das pausas, do grupo, do convívio. Conheci pessoas que adorei logo de início, outras fui descobrindo ao longo destes 12 dias. Pessoas que não permaneceram indiferentes, que me ajudaram bastante numa manhã horrível, me puseram a rir e que, de certa forma, me deram força. Sabia que começar a trabalhar iria dar-me outra responsabilidade mas nunca pensei crescer e assentar tanto, a arrancar acácias durante 12 dias. Julgo que tenha sido pela troca de experiências, pelas conversas, pelo facto de termos um grupo com pessoas tão distintas, com histórias de vida e filosofias super características.

Vou ter saudades do  meu Max! O cão é a coisa mais fofinhaaaaa do mundo *.* Vou ter saudades de muita coisa, agora é que estou a sentir isso... De esperar pelo autocarro na estação, de conversar com pessoas que não conheço de lado nenhum como se já as conhecesse há anos, das comunicações da Irene a defender-nos, das filmagens ahah, de almoçar às onze da manhã, de passar pelas brasas nas pausas... Bolas, na volta ainda vou fazer lá mais uns dias. (O mais provável é terça feira oferecer-me para dar banho ao cão hehe).

Para o ano estou lá outra vez :D

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gadanhada no trombil - o dia seguinte

Tenho uma correcção a fazer do post de ontem. Afinal, o Cláudio apenas ouviu "voltem.. (tststrttststrs) cabeça". O que até nos mostra a perspicácia do nosso coordenador. Muito bem, muito bem! 
Isto porque hoje foi dia de eu perceber bem como é que tinha sido o magnífico voo da coisa e reacções afins. 

Portanto, o Caramelo queria atirar a gadanha para ao pé do outro material mas excedeu-se na força. E começou a ver aquilo na minha direcção. Ele e outros, que pelos vistos fizeram um barulhão para avisar (mas como fazem sempre ninguém ligou hehe), enquanto viam a ferramenta a voar, rodando no ar, assemelhando-se àquelas cenas de lutas dos filmes ninja. Pelos vistos, tive sorte porque se estivesse mais dois centímetros à esquerda, não estaria a escrever aqui. Sabem aqueles momentos em que parece que um segundo passa em câmara lenta, e vocês vêem a vossa vida a passar-vos à frente? 

Pois, quem assistiu à minha quase-morte viveu um desses momentos.
Imaginaram-me com a gadanha espetada na cabeça, e muito sangue; imaginaram a gadanha a cortar-me o pescoço, e muito sangue; imaginaram-me a virar a cara e a ficar com ela desfeita, e muito sangue.
O Caramelo imaginou-se a ir para a prisão por homicídio involuntário, imaginaram-se noites sem dormir com o peso na consciência, eu no hospital, o meu funeral, etc.
Bem, se não fossem aqueles dois centímetros de desvio, estava bem tramada.
Coitado do Caramelo, o rapaz nem dormiu bem, ficou todo preocupado, segundo outros, no momento ficou petrificado, não estava a acreditar no que tinha acabado de fazer. Vá, não faz mal, não morri :D

Mas ganhei um medo às gadanhas a um nível acima dos meus ombros, ganhei :|

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Gadanhada no trombil que até vi estrelas


gadanhagadanho ou alfanje é uma ferramenta utilizada na agricultura para ceifar cereais ou para o corte de erva. Consiste de uma lâmina na extremidade de um cabo de madeira ou metálico de aproximadamente 170 cm, com uma pega perpendicular no extremo oposto e outra pega no meio para fornecer controle sobre a posição da lâmina. A lâmina tem aproximadamente 70 cm, com formato curvilíneo e fica perpendicular ao cabo principal, no outro extremo deste. (..) Entretanto, a gadanha requer muita experiência e cuidado para ser manuseada.


Pois é. Andava eu a ceifar acácias, que são umas árvores estúpidas e invasoras com raízes gigantes e que adoram ver-se rodeadas de silvas, em condições metereológicas precárias (debaixo de chuva, vá) quando comecei uma conversa gira sobre doenças e dores com as minhas colegas de trabalho (isto dito assim até parece coisa a sério) Susana e Teresa. Até que a dona Teresa pergunta qual foi a dor mais dolorosa que alguma vez sentimos. A Susana foi a primeira a responder: um pneumotórax. E contou-nos da sua "aventura" na medicina. A Teresa falou da mãe que deu à luz duas filhas sem epidural. Eu ia começar a responder - eu bem que sabia qual tinha sido a minha dor mais dolorosa :| - quando levo com uma gadanhada no trombil que me faz ver algo parecido a estrelas. Irónico, hein? É que nem me apercebi da aproximação da coisa. Só ouvi, de repente, muitos gritos do Caramelo, e uma sombra de um objecto a aproximar-se a uma velocidade estonteante que não me deu qualquer hipótese de reacção, uma vez que estava de costas para a arma lançada.

Tumbas! 
Até se me vieram as lágrimas aos olhos, a mão instantaneamente à cabeça e uns quantos "foda-se" cá para fora. As minhas colegas apressaram-se a dizer "mas estão parvos ou quê?! Margarida estás bem? Estás a sangrar? Podes chorar, que isso deve ter mesmo doído". Porra, doeu e não foi pouco. Levaram-me dali para fora, nem consegui ver se era a gadanha grande ou a pequena, mas desconfio que não fosse a coisinha mais mini do mundo. Para ajudar, o rádio estava sem bateria e os Guarda-Rios que estavam lá desapareceram. De repente, todos tinham desaparecido, nem carrinhas, nem nada. Eram os Javalis (nós) e o mato. E os telemóveis sem rede e a chuva a molhar-nos o cucuruto. Chovia, e o estojo de primeiros socorros era totalmente inútil pois não tinha gelo e por sorte, apenas tinha ficado com um grande galo, que mais parece um corno (hey dude up there, is this some kind of warning hein?). A Teresa lá telefonou e a chamada ouvia-se aos cortes. Felizmente, de uma frase como "Precisamos que nos venham buscar, temos um elemento ferido. A Margarida magoou-se a sério. Levou com uma gadanha na cabeça", o Cláudio (nosso coordenador) apenas conseguiu ouvir "alguém magoou-se". Bem, pelos vistos foi suficiente pois sempre apareceram.

O Caramelo coitado, ficou mesmo atordoado, pediu-me mil desculpas e disse que me levava ao hospital mas como não foi de propósito e não tinha sido nada de muito grave, não foi preciso nada disso da parte dele.
Peguei no telemóvel e tratei de mandar mensagem ao Miguel a ver se os pais dele se encontravam no hospital a trabalhar, para verem se a gadanhada não tinha afectado os miolos. Cinco minutos depois, tenho a mãe dele a ligar-me com uma data de instruções para quando chegasse ao hospital. A eficiência é uma coisa fantástica.
Assim, cheguei a casa e telefonei ao meu pai para me levar ao hospital, uma vez que tinha ficado sem bateria a meio do caminho e comecei a sentir com cada náusea... E assim fomos, felizes e contentes para o hospital. 

Para ficar lá 3 horas. Cheguei mesmo a pensar que ia pernoitar na sala de espera à espera de um relatório de sete linhas da TAC. Depois claro, ali o meu contacto super eficiente foi fazer uma visita em família para me ver a mona. Julgo que o pai dele não gostou muito do meu aspecto, pois ao cumprimentar o meu pai disse com uma cara preocupante, e olhando-o bem nos olhos: ela está muito magra (acentuando o muito). Até fiquei intimidada. Mas eu adoro aquela malta! São impecáveis.

Por falar em impecabilidade, tenho de sublinhar um pequeno pormenor. A mãe do B. ligou-me preocupada comigo e extremamente disponível, a oferecer-se para vir ter comigo ao hospital caso estivesse sozinha, a perguntar se eu precisava de alguma coisa. E depois a ligar-me mais tarde outra vez para saber como estava, se já tinha comido, se estava deitada, se o galo era muito grande. Foi muito agradável sentir-me acarinhada e que há pessoas que se preocupam genuinamente comigo, e que vão querendo saber ao longo do tempo a evolução das coisas. Há que dar valor a estas coisas, quando as temos pois podem ser muito raras.

E pronto, está contada a aventura de como a vossa amiga Margarida activou o seguro de acidentes de trabalho da  CMC no seu primeiro trabalho oficial. 
Gadanhada no trombil 
(já viram a fotografia, garanto-vos que não é muito agradável levar com aquilo no focinho).

Enough lying!

Detesto quando as pessoas acham que eu tenho "otária" escrito na testa e julgam que me passam a perna as vezes que quiserem. Oh meus amores, eu apanho tudo. Só não o digo porque quero ver até onde isto vai, que proporções é que isto toma. Sou muito mais inteligente do que vocês possam pensar, tenho este defeitozinho de reparar nos pormenores das coisas, que chatice... Acho piada é que cada vez fazem mais à descarada. Deixem de ser sacanas, já têm idadezinha para serem umas mulherzinhas e uns homenzinhos. Que grande respeito pela amizade, sim senhora! E as chamadinhas hiper corajosas anónimas? Mas ainda há gajas que pensam que eu não sei quem elas são?! Eu só não digo, por respeito (que muito sinceramente vocês não merecem, outra vez). Realmente isto é um mundo cão, eu faço um esforço para respeitar esta gente porque também são seres humanos e têm sentimentos, e esta malta saca o meu número de um telemóvel e marca o #31#, põe em conferência e começam a chamar-me puta. Ora, eu até lhes respondia e estou cada vez mais arrependida de não lhes ter dado troco à letra, mas não quis descer ao nível delas. E querem saber a minha idade, para saberem com o que estão a competir. Onde já se viu, meninas da faculdade armadas em adolescentes ranhosas que só querem é intrigas... Cheias de maturidade, não haja dúvida!

É preciso fazer um desenho? É que dentro de poucos dias terei o número delas na mão. As pessoas só não vêem quando não querem ver. E eu sou persistente, demasiado até. E vou enfrentar o touro pelos cornos se for preciso, já que já tenho um devido a uma gadanhada no trabalho (história que fica para outro post).

Cumprimentos de linda-a-velha fofas,
See you soon ;)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Letter for those friends who miss me


I'm closed.
For the very first time I have closed myself in this four walls I made up just for me. I've always been that kind of person who shares everything or almost everything with her trusted ones. But not this time. Please, don't take it the wrong way, I still trust them and appreciate all they do for me. But this time I don't want to talk about my life, don't want to open my heart, don't want any kind of judgement about the way I am now or how I've been acting.
We all make mistakes, we all have our moments to disappear from the face of Earth without any explanation.Well, at least, I am explaining isn't it?

If any of you ask me if I'm ok, how is going my life, if there are any news, I will just say: "Yeah I'm ok, life's been normal and don't have any news. What about you?" But no, I don't really know how I am, my life is completely out of control, weird, strange, insane, peaceless, sometimes hurtful, sometimes healing and always, always changing. I just don't wanna talk about it beacuse it forces me to think about it, and I don't wanna think about anything. Just want to live the "today".

I don't expect you to understand this, I just hope you don't get mad at me when I don't answer your messages or pick your calls. Is not that I'm ignoring you, that I don't care about you anymore. I just need a little time away from everything. You must be thinking "what the hell is that behaviour?! that attitude!". That I'm acting like a rebel and lonely soul around here, angry with the world and with herself. Nothing like that.

It's just... For the first time I want to be invisible. For now, I have to fight alone, struggling for what's good for me. Even if you think it's not - that is the only thing I really don't care if you agree. One of these days, I'll come back, I can promise you that. And you, you will notice.

And I really hope you can forgive me.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Zahir

"A liberdade absoluta não existe - nem ninguém a quer - : o que existe é a liberdade de escolher com o que queremos comprometer-nos."

If he gives up on them, she will give up on love. 
Definitely.

sábado, 4 de setembro de 2010

A família [obrigada Frazoni]

Há qualquer coisa de errado na família. A família não funciona. Sei que, como conservador, deveria defender a família. Mas não consigo. A família é indefensável. É um equívoco. É um efeito de economia. A família está a dar cabo das pessoas. E das famílias.
Porque é que as pessoas, só por serem consanguíneas umas das outras, hão-de viver juntas?


As crianças haviam de ser separadas dos pais desde a mais tenra idade. Os próprios haviam de ser separados um do outro desde a mínima ternura. Só assim é que o amor poderia crescer e a família continuar.
Há algo de promíscuo na maneira como as famílias vivem. As pessoas vivem umas em cima das outras. São obrigadas a ver o mesmo canal de televisão, a comer o mesmo arroz de polvo, a ouvir as mesmas discussões, a ver os mesmos roupões e até a cheirar o mesmo chulé dos mesmos chinelos anos 40 do avô.
É pouco saudável. Não admira que toda a gente queira bater a asa à primeira oportunidade. À ganância. Para cair noutro ninho, com outro marido e outros filhinhos, mas ainda pior. É por estas e por outras que as famílias se separam cada vez mais – porque não podem viver juntas.

Tenho para mim que o homem, como a mulher, não nasceu para viver em grupo. Uma casa de banho, por exemplo, jamais se deveria partilhar. Não dá jeito. É embaraçoso. Faz prisão de ventre. Defecar é um direito básico, a cujas sequelas atmosféricas ninguém deveria estar sujeito. Sobretudo em casas de banho interiores.
Se se quer conservar a família, é preciso mantê-la afastada. Mesmo contra a vontade. A separação cria saudade. A distância facilita o respeito. Marido e mulher deveriam ser obrigados a convidar-se diariamente para jantar. As refeições obrigatórias sabem sempre mal. O convívio forçado à mesa -«Passa a hortaliça, não tires os macacos do nariz» – não é uma prova de amor, é um refeitório de penitenciários.

A partir dos seis ou sete anos, as crianças necessitam de uma casinha própria, onde o acesso de adultos esteja vedado, excepto em casos de incêndio, varíola, consumo comprovado de vodka, et caetera. Em suma, as crianças precisam de um apartamento separado, onde se possa escrever nas paredes, fazer barulho, torturar animais de estimação, disparar pressões de ar e tudo o mais. A família ideal é um complexo habitacional com três chaves. Digamos um 2º andar Esquerdo, Frente e Direito. No Esquerdo mora a Mãe. No Frente moram os filhos e a criada. No Direito mora o Pai. Para efeitos de controlo, todos têm a chave uns dos outros, mas só para casos de emergência, porque são todos obrigados a tocar à campainha antes de entrar. Excepto em casos urgentes de carência de carinho («Ó Pai, está uma bruxa atrás das cortinas») ou de ciúmes («Maria José, Maria José – com quem é que estás a falar?»).

Cada apartamento pode ter apenas uma assoalhada. Mais vale viver em três T1′s separados na Reboleira do que tudo a monte numa enorme casa de família no Estoril. As pessoas precisam de estar sozinhas, de curtirem e curarem as suas neuras na maior privacidade, de ouvir as músicas de que gostam sem chatear os outros, de se escaparem, de se fazerem caras e rogadas, de receber as pessoas de quem mais ninguém na família gosta.
Só separada é que a família pode sobreviver. Contígua mas não comunitária. Adjacente mas não jazente. Se um casal for impelido, por razões habitacionais, a tocar à porta, a levar flores, a convidar a jantar, a fazer a corte para poderem dormir os dois juntos, o amor pode durar muitíssimo mais. Uma família que tenha três moradas é feliz. Pode escrever cartas, pode trocar postais.

O horror da família é a proximidade. É horrível quando os pais ouvem os filhos a fazer concursos de puns, quando os filhos ouvem os pais a gemer e o colchão a guinchar, os gritos “Não! Não! Sim!” e depois o inevitável chapinhar do bidé. É indecente quando a mulher é obrigada a dormir ao lado de quem quis ainda há pouco esfaquear e que ainda por cima está a ressonar que nem um porco. Cada qual com a sua banda sonora – eis o lema familiar do futuro. O hino quotidiano das famílias portuguesas, que consiste na audição comunitária do barulho do autoclismo não é, nem nunca será, um cimento de solidariedade.

Para uma família ser feliz, é necessário haver sedução. Os filhos têm de ser charmosos para encantar os pais, os pais têm de se esforçar para educar convincentemente os filhos. E marido e mulher, caso queiram permanecer juntos, têm de passar a vida inteira a engatar-se. O mal da família é a facilidade. É pensar que aquele amor já é assunto arrumado.
O segredo é conviver em vez de coabitar. A família feliz constitui-se por vizinhos apaixonados, por condóminos de sangue, por um poligrupo sentimental. As pessoas só estão juntas quando querem estar. Só partilham o que querem partilhar. Passam a vida a entreconvidar-se. Os pais aliciam o filho: «Ouve lá – se nós te comprarmos uma Harley Davidson, não queres ir até ao Jardim Zoológico connosco?» Os filhos dão a volta aos progenitores: «Ó pai, o vídeo está avariado, conta-nos uma história.» O marido alicia a mulher «Vá lá, Maria José – fica comigo hoje à noite. Tenho caviar e champanhe no frigorífico, comprei o compacto do primeiro LP dos Smiths e a empregada mudou hoje os lençóis… e juro que amanhã de manhã eu também me levanto cedo e vou contigo ao oftalmologista…»

Uma família que é obrigada a convencer-se, a seduzir-se, a respeitar-se mutuamente é uma família que pode durar para sempre. Família maçada acaba despedaçada. O mal da família é um problema de má-criação e de falta de respeito. Os familiares mostram-se incapazes de viver com civilidade, gritam, insultam-se, abusam do seu poder.
Se um miúdo, quando leva um estalo, puder fechar-se uma semana no seu apartamento a ouvir heavy metal a altos berros; se uma mulher, quando o marido a chatear, puder puxar da agenda de solteira e passar o resto do dia a fazer telefonemas a ex-namorados; se um marido, maltratado pela mulher, tiver uma sala onde possa receber os amigos, para jogar à lerpa, beber água-pé e visionar videocassetes da Cicciolina, o conflito desagudiza-se naturalmente.

É uma questão puramente arquitectónica. Mais tarde ou mais cedo, como é regra do amor, as saudades superam os ressentimentos e as campainhas começam a tinir, e os “desculpa lá” recomeçam a ressoar. As pazes fazem-se de livre vontade. Os beijinhos dão-se de bom grado. A família reúne-se, no verdadeiro sentido da palavra. E reina a concórdia.
Na versão actual, exceptuando as famílias que vivem em grandes mansões com tantas alas e governantas que os membros só se vêem à hora de jantar, a família portuguesa é um convite à promiscuidade. Os pais reprimem os filhos, querem sempre ver o canal errado, insistem em comer carapaus grelhados, obcecam-se com a conta da luz, não adormecem até chegarem as crianças e por isso dormem pouco e por isso contraem doenças nervosas e por isso culpam os filhos. Os filhos, por sua vez, são indiferentes ao amor dos pais, ingratos, insolentes, intratáveis, gastadores inveterados e, ainda por cima, profundamente infelizes.

Nas situações mais extremas de proximidade familiar, ou seja, nas barracas, os homens batem nas mulheres e acordam as crianças, os avós atam-se aos vãos das portas, os pais violam as filhas, os irmãos disparam caçadeiras contra os pais, os cunhados telefonam para O Crime. E tudo durante a novela, enquanto o cheiro dos rissóis se vai entranhando no terilene dos lençóis.

A família é uma instituição demasiado preciosa para se deixar destruir pela coabitação obrigatória, pela prepotência paterna e pela falta quase absoluta de privacidade. O amor é demasiado raro e difícil para se estar a esbanjar na rotina quotidiana do concubinato. É preciso salvar a família da excessiva familiaridade. A familiaridade, dizem os ingleses, gera o desprezo. O desprezo é fatal. A ansiedade dos filhos por abandonar a tirania do lar paterno é tão grande que os atira para a miséria de constituir novas famílias em quase tudo semelhantes àquela que deixaram. É um circulo vicioso.

É um vício circular. Numa concepção anarco-conservadora, que visasse proteger a liberdade dos familiares com vista à perpetuação da família, a felicidade seria uma função simples de poder pagar três rendas de casa. Ou de transformar cada assoalhada num apartamento, ou de desdobrar cada T3 em 3 T1′s cada uma com a sua muralha, nem que fosse de contraplacado, cada um com a sua chave. Em última análise, quando não houvesse dinheiro para isso, seria preferível misturar famílias, trocando camas de casa para casa, de modo a separar os casais e os respectivos filhos, num regime de holiday home.
A família é uma instituição que corre perigo. Com razão. É uma instituição insuportável. É uma mini-Mafia, com abraços e facadas, lágrimas e jantaradas, com a desvantagem de ser não-lucrativa. É uma pandilha permanentemente com os azeites e os óleos de Fula. É um pandemónio fascistóide. É uma Cosa Nostra que preferíamos fosse Dotra pessoa qualquer.

É preciso avançar para a família do futuro: para as cooperativas sanguíneas, onde cada um tivesse o seu cantinho, onde as crianças se considerassem adultas aos 12 anos, os adultos recuperassem a irresponsabilidade da adolescência aos 35 anos e ninguém estivesse com ninguém sem que lhe apetecesse estar. É preciso reinventar a família como uma comunidade multi-etária de compinchas livres e respeitadores. De modo a mais ninguém poder sujeitar os parentes encarcerados à sua opinião sobre a recandidatura de Mário Soares, ou descascar uma só laranja em frente do televisor, ou despir uma só peúga que fosse, ou cortar as unhas dos pés na presença de menores, ou dar impunemente, em plena sala de estar, no seio da família, um único e preguiçoso pum. E, em vez de pedir desculpa, sorrir, e pedir que alguém lhe passe a TV Guia. 


Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Afinal, estas é que são as estatísticas de sempre

Awesome! :'D @

E a Terra volta a entrar nos eixos..

Não sabias disto? 
Está na altura de descobrires, 
de sentires que tenho uma razão a dar-te para sorrires.

Comecei hoje a trabalhar no Observa Natura - quer dizer, foi a formação - e descobri que escolhi o projecto a que dão mais importância. O Projecto Gaio. Só hoje me dei conta da responsabilidade, até porque estamos em altura de incêndios florestais e ali a serrinha já foi afectada este Verão, e dei um passo para a frente. Eh lecas, até me sinto crescida!

Fora isso, a inscrição no hiphop (com que eu ando a sonhar há ano e meio) está almost done, estou a aprender a cozinhar a sério e não só para desenrascar, saí finalmente do castigo, a Frazonni vai voltar e ontem mandou-me uma mensagem toda comovida com o meu post, o M. tem cada vez mais paciência para mim e o B. ... Penso que agora é que a coisa se está a dar bem, finalmente. Ele tem a capacidade de me fazer muito feliz e de me completar. Claro que it takes hard work , e bastantes cedências. Mas como diria o tonicha da minha turma, I believe!

E prontes, depois da tempestade vem a bonança.