quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
corsi e ricorsi.
O tempo passa, as feridas saram e, embora fique uma cicatriz, ela torna-se discreta, quase passa por despercebida. São passos em frente. Outras vezes são passos para trás. Relembra-se o que se deve esquecer e deita-se a perder muito do esforço feito. E a persistência torna-se o mote de um amor que ele não sabia sentir. Ainda. O castelo de areia desfaz-se com as ondas do mar, dissipa-se com a raiva do vento e é abruptamente destruído por pessoas que não souberam desviar os seus passos. Mas teimosamente reconstruímos o castelo abalado. Está mais fraco, por isso criamos muralhas mais altas para proteger a nossa fragilidade. Dividimos o castelo ao meio para tornar mais fácil a sobrevivência. Mas não é mais fácil. Divididos somos mais pequenos, mais fracos, mais pobres. Somos mais que nos torna menos.
Juntos criamos mais fortes alicerces, juntos arquitectamos uma fortaleza. A nossa fortaleza. O nosso Zahir. A nossa loucura apaixonada. Mesmo quando damos passos para trás, voltamos a dar para a frente. Avançamos mais lentamente, mas avançamos. Corsi e ricorsi. Evoluímos. E deixamos uma pequena ponte para o mundo ansioso por ser descoberto.
Passo a passo.
fim da semana.
Chegar a casa é não ter força para mais. É o sítio do descanso e da preguiça. Dói-me a cabeça, do frio que apanhei. Dói-me a barriga, consequência da porcaria de alimentação que ando a ter desde que entrei para a faculdade. Estou cansada, mas é como sempre digo. Antes cansada, que entediada. É muita coisa para contar. Hoje a Adriana mandou mensagem a perguntar como andavam as coisas. Foi uma troca de mensagens curta, mas boa, agradável. Hoje a Frazão foi entregar-me os bilhetes do espectáculo de domingo. Hoje fiquei na biblioteca a fazer trabalhos. Hoje, o dia nunca mais acaba.
Tive 16 a Economia. Um valor abaixo da esperança, mas ainda assim bastante bom. Acima do meu nível mínimo de resultados. E foi um orgulho saber que a minha turma obteve os melhores resultados. Também teve dos piores, mas a média julgo que está mais que boa. É tão bom sentir que o esforço compensa. Mas depois olho para o que falta e ... ai ai...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
mail do estaminé
Caso não tenham reparado, criei um mail do blog. Para o caso de alguém querer mandar bitaites que não queiram ver publicados, reclamações, quiçá elogios, opiniões, questões, pedidos de autorização... Não vale a pena javardar nem chafurdar, que vão parar à reciclagem... E pronto, era só isto...
travel & living
Apesar de o título ser o nome de um canal, achei que se adequava ao que hoje me apetecia escrever.
Tenho andado a ler o blog de uma rapariga que tem uma personalidade que eu gosto particularmente. Não a conheço, apenas pelo blog, e talvez as nossas personalidades nem simpatizassem, mas se há coisa que eu gosto é de pessoas determinadas e com força de um furacão para atingirem os seus objectivos (de forma limpa, claro). Adoro ler os testamentos que escreve, é das poucas bloggers que eu li do princípio ao fim (e foram anos de muita escrita). Em certas coisas, posso dizer que é um modelo para mim. Esta rapariga está neste momento em Erasmus. E eu, a delirar com o que ela escreve. Tão aliciante, tão fantástico, tão multicultural, tão, tão, tão... Nem é pelas festas, eu não sou uma grande fã da vida nocturna desse género, mas pela experiência de vida, por conhecer uma cultura completamente diferente...
Depois o facto de estar num curso na área do turismo também contribui muito para a vontade de viajar. É que diga-se de passagem que viajar com os pais e passar quatro dias noutro país não é o mesmo que viver a cultura desse país. E estamos na idade de o fazer! Acho que é algo que vale tão a pena, nem que seja só para aprender a ver as coisas por outra perspectiva... Portugal está a precisar disso, apesar da crise. De viajar, de abrir a mente. De nos fazermos à vida. Mas temos aquela tão nossa palavra, a "saudade". No fundo, um patriotismo e um amor ao país que tem o melhor clima (na minha opinião). Temos um potencial gigante e já fomos gigantes. Mas fomos gigantes por termos ido lá para fora aprender e abraçar tudo o que de melhor nos tinham para dar. E depois voltámos, mais ricos de alma.
Um dos meus sonhos é poder viver um pouco da cultura de outros países. Passar pelo menos duas semanas e desenrascar-me. Despertar a espontaneidade e a grandeza de ser portuguesa. Fazê-lo com o amor da minha vida, porque tudo o que é importante para mim gosto que ele esteja, no mínimo, presente. E voltar, voltar sempre ao meu belo país e tentar torná-lo um pouco melhor :)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
letting go...
Não sei o dia ao certo, sei a semana. E foi esta. É esta. Não tenho sentido, pois não tenho tido tempo para sentir. Mas agora parei. Fiz um intervalo no estudo e olhei para a data. E já tenho a certeza do dia. Aliás, dos dias. Do último e do primeiro. Este é o último. Um ano passou. Finalmente um ano está a passar. Li mensagens antigas, li desabafos antigos, vi fotos antigas. Quero eliminar tudo do meu sistema. Foi um ano de desintoxicação. E, ao mesmo tempo, foi um ano de reconciliação e trabalho árduo. Mas é como dizem... É sempre a triplicar.
Falta mais um pouco, mas acho que estamos num bom caminho. Afinal, quando se vai ao fundo é que se abre os olhos. E foi o que aconteceu. Não quero mais falar disto.
Há um ano que estou limpa. Há um ano que me batalho com a minha consciência e agora quero pôr um fim a essa batalha. O tempo cura, mas também demora.
E este mês celebro. Não 2 meses, não 6 meses. Celebro 1 ano. E provavelmente celebro sozinha, mas celebro. 1 ano de ter crescido abruptamente. Agora faltam mais uns meses para celebrar 1 ano de pura felicidade.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
choose two.
A semana passada escolhi ter vida social (e por vida social entenda-se namorado e um almoço com o grupinho da Poli) e boas notas. Resultado: ando que nem posso, a cair para o lado. Esta semana vou abdicar da vida social e vou dormir.
sábado, 19 de novembro de 2011
taking care of my angel.
Esta noite acordei com uma mensagem dela. Em género de desabafo.. Tu és das melhores amigas que alguém pode ter. Meia ensonada, li e reli umas quatro ou cinco vezes a mensagem. Não é toda a gente que me põe a sorrir quando já estava a dormir há 2 horas.
Senti-me bem e mal ao mesmo tempo. Bem, porque estas coisas não se ouvem todos os dias e é sempre um aconchego no coração quando se as ouve. Mal, porque não tenho estado muito presente na vida dela. Por falta de tempo e por ter demasiadas coisas para fazer. A faculdade realmente é tramada. É difícil de me entregar a todas as partes da minha vida. Chega mesmo a afectar a minha vida pessoal.
Adiante, apesar de toda esta panóplia de acontecimentos na minha vida, um dia meti conversa com ela. Já sabia que ela não andava muito bem e decidi lixar-me um bocado para os estudos e perceber o que se anda a passar na cabeça dela. Percebo-a. Talvez melhor que ninguém, por já ter passado por uma situação semelhante... E também sei que nada que possa dizer consegue animar, no máximo consegue distrair. Por isso o melhor que posso fazer é ouvir. Ouvir e ouvir, até que as palavras e as lágrimas se gastem. Até que ela adormeça de exaustão de sentimentos para no dia seguinte acordar com um peso no peito, que a pouco e pouco, se vai dissipando. Vai tornando-se menor, embora não pareça. Até que um dia desaparece. E, sem querer, sem ter notado, sem ter sido a sua própria vontade, torna-se mais forte.
Eu adoro e tenho saudades do teu sorriso, meu anjo. Deixa-me vê-lo outra vez. Mas chora e grita tudo o que precisares, primeiro...
e pronto, lá fui eu...
... ao Dia da Defesa Nacional. Já estava mentalizada para apanhar uma seca descomunal mas até houve partes giras. Para já reencontrar pessoas da minha infância e adolescência (fala a menina adulta, ui ui) foi muito giro. E depois, a parte mais gira a seguir a essa foi mesmo mexer nas armas e enfardar à pala dos impostos dos portugueses. E pronto, foi isto.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
what about us?
What about sunrise
What about rain
What about all the things
That you said we were to gain.. .
What about killing fields
Is there a time
What about all the things
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the blood we've shed before
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores?
What have we done to the world
Look what we've done
What about all the peace
That you pledge your only son...
What about flowering fields
Is there a time
What about all the dreams
That you said was yours and mine...
Did you ever stop to notice
All the children dead from war
Did you ever stop to notice
The crying Earth the weeping shores
I used to dream
I used to glance beyond the stars
Now I don't know where we are
Although I know we've drifted far.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
i believe.
Sinto-me com força, apesar do cansaço. Sinto-me alegre, apesar das adversidades. Sinto vontade de evoluir, de ultrapassar barreiras, de sonhar mais alto. Quero sair daqui, quero ir viajar. Gastar o meu dinheiro em experiências de vida em vez de coisas materiais. Quero aventurar-me, com uma mala às costas por aí e sentir-me mais viva. E sinto que sou mais capaz, pois tenho a meu lado alguém com quem sinto poder encontrar o equilíbrio. Alguém com quem posso sonhar, em vez de me prender os sonhos.
Sempre sonhei em ter aquela relação perfeita numa vida que se encaixasse perfeitamente. Em que houvesse tempo para tudo. Para os estudos, para o namorado, para os amigos, para a família, para a escrita, para a música, para projectos pessoais, para festas, para viagens. Uma vida preenchida. Não é nada fácil. Mas acaba por ser. Basta ter jogo de cintura e algum senso de equilíbrio das coisas. Mas sempre acreditei que se me esforçasse o iria conseguir. É isso e ter uma relação em que se fala abertamente e na qual a amizade prevalece acima de tudo. Ajuda muito tanto individualmente como à relação.
Uma relação em que se sinta que estamos constantemente a abdicar de coisas não é saudável. É tudo uma questão de bom senso. Obviamente já não se tem aquela vida de solteirão, sempre nas festas e a fazer toda uma panóplia de asneiras. Há que ter respeito por quem está connosco. E, sabendo fazer as coisas, há sempre maneira de continuarmos a fazer o que gostamos sem que o facto de amarmos alguém seja uma barreira. Embora às vezes seja complicado, quando uma pessoa ama arranja sempre uma maneira.
Ontem à noite ele disse-me uma coisa que me ficou marcada. Hoje à tarde fez-me uma pergunta que me ficou marcada. E, no fim, eu dou graças a Deus por me mostrar que o poder da fé é brutal, sejamos crentes ou não. E é isto...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
de sábado.
Sábado foi dia de reencontro. A Danielle, que está a fazer provas para entrar na Força Aérea em Israel, veio passar uns dias a Portugal. Claro que aproveitámos para combinar um almoço e rever o grupinho com quem estávamos diariamente :)
E, claro, voltar à parvoíce extrema. Quais crianças que somos.
E como a vida de universitário é assim para um esgotamento total, às duas da tarde já estávamos a morrer. A Dani não acreditava, teve que tirar uma fotografia:
Enfim. Apesar do cansaço e do mau tempo, foi um bom reencontro com amigas do secundário que ficaram.
O tempo passa, o resto permanece.
domingo, 13 de novembro de 2011
o que a trovoada faz...
Estas gajas passam a vida à guerra e aos rosnanços, é impossível partilharem seja o que for... Vem a trovoada e as medricas ficam amigas forever. Haja paciência...
a importância da fidelidade - amizade acima de tudo!
Há vídeos que nos dão uma lição de vida fantástica. Este é um dos meus preferidos de sempre. A Pixar faz sempre um óptimo trabalho, produzindo curtas com uma moral que nos toca a todos, pequenos e graúdos.
Aproveitem e deliciem-se :)
sábado, 12 de novembro de 2011
what goes around, comes around.
É o meu mote.
Ultimamente todas as imperfeições do dia têm encaixado perfeitamente no meu caminho. Acho que é uma questão de saber tirar partido das "más" coisas que nos acontecem. Em Economia existe o custo de oportunidade, na nossa vida existe (ou deveria existir) a oportunidade do custo. Tudo acontece por um motivo. Às vezes, perdem-se coisas para aproveitarmos outras melhores. Sentir dor é inevitável, mas sofrer é opcional. Depois das lágrimas, há que seguir em frente e tentar tirar uma lição disso tudo. Não perder demasiado tempo em lamentações e agonias que nada de bom nos trarão. Obviamente que também depende dos casos.
A prioridade é manter a paz. Deixar-me fluir nos acontecimentos sem choques brutos. Ainda ando frágil, mas sei que daqui a uns tempos estarei mais forte do que estava. O apoio e a presença das pessoas que nos são queridas é tão importante, que só posso agradecer a sua existência. Apesar de tudo tenho alguns arrependimentos que tenciono destruir. Quero eliminar os ressentimentos. Quero dar e ter liberdade. Quero confiança acima de tudo. Quero aprender a lidar com isto.
Tudo acontece por um motivo. Há que manter a mente aberta.
grão a grão...
Done! O teste de economia está feito e senti que o esforço compensou. Saí da sala aliviada e com grandes expectativas. É bom saber que consigo conciliar a faculdade com namorado, família e amigos. E carta de condução e tempo para as cadelas. E a pouco e pouco vou conseguindo chegar ao equilíbrio que tanto anseio.
Este ano está a ser particularmente giro. Recebi ontem uma carta do Banco Alimentar, no qual vou participar pela primeira vez! Estou tão contente de poder contribuir para que o mundo seja um bocadinho melhor! E, à medida que me vou dando assim a estas iniciativas, sinto que as coisas acontecem-me de forma perfeita. Ainda há muita coisa a trabalhar mas fico mesmo feliz por andar a atingir os meus objectivos. Falta-me muita coisa que fui parva em deixar perder. É tempo de recuperar e equilibrar. É tempo de resolver e de conseguir estar em paz com tudo o que acontece. Agora a intenção é a presença, a dedicação, a amizade e o amor. Preservar o passado. Viver o presente. E construir o futuro.
Sempre, sempre acompanhada de quem amo :)
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
wish me (more) luck.
Cá estou eu. Esgotada, estafada, a morrer de cansaço. Hoje arrastei-me pela faculdade. Nada me acordou. Ando de rastos, isto de acordar às seis da manhã já não é para mim. Lembro-me de quando a Raquel e a Andreia diziam que perceberam a importância do sono, assim que entraram para a faculdade. Eu junto-me ao clube. São nove da noite e eu quero ir para a cama... Amanhã é o derradeiro dia de Economia. Tenho três horas para estudar amanhã (durante as aulas, está claro) e depois seja o que Deus quiser... Hoje acho que já não resulta.
Mas é bom sentir o apoio e carinho de quem me é mais importante. Hoje ele fez o esforço e foi-me buscar a São João para me levar a casa, após estar metida dez horas na faculdade outra vez. Tudo por uns minutinhos de conversa e mimos. Isto porque eu lhe disse que hoje estava cheia de saudades dele, mesmo tendo estado com ele ontem. Sabe bem sentir este conforto dentro do peito. O corpo está cansado, mas o coração bate feliz. Vale a pena o esforço.
Wish me luck *
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
o tempo que escasseia.
O tempo escasseia. As prioridades agora são outras. Há que investir no futuro e aprender que a vida não é só brincadeira. Mas todos os dias me lembro das minhas meninas. Da minha Frazão, de quem sinto a falta se não mandar mensagem todos os dias. Da minha Adriana que está lá com as vaquinhas dos Açores. Da minha Sofia, de quem tenho um imenso orgulho. Da Pipa, da Madalena, da Inês Alves, do La Féria.
Lembro-me deles todos e, apesar de não estar tão presente nas suas vidas, eles estão no meu coração e são pessoas com quem não quero perder o contacto. Por isso, de vez em quando voam umas sms. É uma boa forma de aprender a lidar com a distância.
Mas os dias têm sido tão atarefados que nem tempo para o telemóvel tenho. E ando cansada. Com péssima cara. Não faz mal. Também tenho estado bem acompanhada. Ele tem sido, mais que um namorado, um óptimo amigo. E, no fim de tudo, isso é que conta.
Agora a sopa quentinha está a chamar-me. Depois o trabalho de Espanhol. Depois o estudo de Economia. E a minha cama aqui a tentar-me...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
o cansaço.
As próximas duas semanas vão ser longas e cansativas. Hoje foi um desses dias. Metida na faculdade durante dez horas, com apenas uma hora de almoço. É o preço a pagar por uma boa média. Mas também é uma maneira de não pensar no que não devo. Entreter-me com o estudo, amigos e namorado é o melhor remédio para superar uma perda.
Afastei-me dela. Desejei-lhe a maior das sortes e apaguei o número. Expliquei-lhe que tinha de me afastar, que já me andava a fazer mal, tinha de me desintoxicar. Estou farta de chorar e apesar de não me sentir pronta para seguir em frente, preciso de um intervalo para ganhar forças que, ultimamente, têm sido escassas. Desabafei com ele. Desabafei com a Inês, a pessoa que mais sabe da minha vida. Tenho saudades da Sofia, ela sabe como me acalmar neste tipo de coisas. A vontade é de falar e falar, bater mil vezes na mesma tecla até a fonte de lágrimas secar e até se me esgotar a voz. E sei que ela me ouviria vezes sem conta, pois foi isso que ela sempre fez.
E apetece-me tocar. Após quase dois anos sem conseguir que a música me acalmasse (antes pelo contrário, eu evitava tocar quando não andava bem), consegui entregar a alma e a deixá-la jorrar em acordes. Aprendi - vá estou a aprender - a música que postei a última vez que estive aqui. Tanto porque era o que sentia e não queria falar como porque quero tocar com a Sofia. Mas ela também chora com esta música. Bonito.
O cansaço impede-me de escrever mais. Ando esgotada. E ainda bem.
E tenho saudades da Sofia.
E da Inês.
Dele, a toda a hora.
domingo, 6 de novembro de 2011
'e quero chorar, hoje apetece-me chorar e que ninguém me pergunte o que tenho'
Há amizades que se amam. Amam-se porque nos fizeram felizes. Amam-se porque se fizeram intrínsecas à nossa maneira de ser. Amam-se porque atingiram a fase da telepatia. Amam-se porque o verdadeiro amor é incondicional, apesar de todas as diferenças. Há amizades que não sabemos que amamos, até à primeira discussão, ao primeiro arrufo, à primeira lágrima caída de tristeza ou desilusão. Até ao primeiro espicaçar da saudade que nos leva a dar o braço a torcer. E aí sabemos se queremos ou não partilhar o resto dos nossos dias com essa pessoa, esteja ela onde estiver, demore ela o que demorar. Partilhará o resto dos nossos dias na nossa memória e no nosso coração.
Eu pensava que tinha uma amizade dessas. Fazíamos planos, sonhávamos futuros e, acima de tudo, permanecíamos juntas, independentemente de tudo. Era uma amizade que apesar de influenciar mutuamente a vida de cada uma, não interferia com a personalidade de cada uma. Éramos totalmente opostas e adoravamo-nos por isso. Adorávamos a nossa relação por isso mesmo.
Um dia, perdi-me no tempo, não sei o que aconteceu. Tudo se alterou e foi morrendo aos poucos. O amor da amizade deixou de ser correspondido. Não percebi como nem porquê, mas o afastamento foi quase total. Foi o primeiro ano que não me desejou um bom aniversário. Não me dirigiu a palavra sequer. O amor passou a ódio.
Um dia ela arrependeu-se de me ter virado costas. E eu, pouco a pouco, fui aceitando as suas desculpas. Perdoei. Porque quem ama perdoa. E dei-lhe uma segunda oportunidade. Não demorou muito até eu querer a melhor relação que tive, de volta. Mas não era correspondido. Ela apenas queria corrigir os seus erros e acabar com os ressentimentos. Eu queria voltar a nós.
Ontem, pela primeira vez em muito tempo, abri-me com ela. Porque já andava triste, melancólica e chorosa. Ontem, pela primeira vez em muito tempo, chorei compulsivamente por ela:
Margarida desculpa mas eu não te consigo dar mais.
E eu pergunto-me: porque é que Deus, o destino, o que fosse, cruzou as nossas vidas, deixou que criássemos um mundo para depois acabar em nada? Eu, normalmente, acredito que tudo acontece por um motivo. Mas desta vez não entendo. Não entendo! E só choro e choro porque a culpa não foi minha, ou se calhar foi, e não percebo o que falta.
Ela deixou uma marca irreversível em mim. Um vazio gigante que mais ninguém consegue ocupar. Muita coisa deixou de fazer sentido. E eu, mais uma vez, choro.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Uma das piores coisas que já me aconteceram na vida foi perder os meus amigos. Alguns perdi porque já morreram, outros perdi porque simplesmente deixei de os ver da forma mais violenta possível. Um dia disse-lhes "até amanhã" e nunca mais lhe pus a vista em cima. Não foi de propósito, mas o tempo fez com que isso acontecesse.
A diferença entre perder um amigo e perder um Amor é que perder um Amor dói mais no início, perder um amigo dói mais depois. Perder um Amor é levar uma sova, perder um amigo é empobrecer devagar. A razão é simples. O Amor tem um lugar que pode ou não estar ocupado. Quando esse lugar está desocupado, sentimo-nos mal e procuramos ocupá-lo. Para a amizade não há lugares nem numerus clausus, o que faz dum amigo alguém que não podia ser outra coisa senão isso mesmo. É que um Amor ocupa espaço, uma amizade não.
Acho que foi por isso que, com a idade, passei a exigir Amizade ao Amor. Por muito que ele estrebuchasse, e fê-lo várias vezes, se não viesse dividir uma garrafa de vinho e uma conversa comigo de vez em quando, acabava por deixá-lo. Por isso é quando a semana passada a Raquel me disse que tem a sorte de namorar com um amigo, eu pensei que não é sorte. É uma exigência da idade. Ainda bem.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
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