sábado, 31 de maio de 2008

Desabafo

Num café, na escola, por telefone, no blog.
O ser humano tem a necessidade de falar sobre si com alguém, esperando que por uns minutos essa pessoa nos consiga ajudar.
Eu desabafo bastante. Não porque seja uma infeliz ou coitadinha (não sou), mas porque simplesmente preciso de ter alguma paz de espiríto. Uma paz de espiríto que me roubaram há uns longos meses.

Desabafo.
Comecei a escolher a dedo as pessoas com quem posso desabafar sobre tudo e sobre algumas coisas. Acho que os amigos deviam saber distinguir a diferença entre um desabafo e uma revolta, uma discussão. Infelizmente isso não acontece, talvez porque não saibam interpretar o que eu digo da maneira que é a que eu pretendo transmitir.
Por vezes, julgam-me ou pelo menos sinto que me estão a julgar pelo que eu digo no momento, visto que é um desabafo.
Com tudo isto sei com quem posso desabafar sobre tudo, com quem posso desabafar sobre algumas coisas e com quem não posso desabafar.

E quando tenho um segredo que quero desabafar mas não quero falar, então escrevo.

Agora digo , perdão, escrevo isto com um sorriso.
Quando estás de rastos e precisas de falar com alguém, mas estás em casa sem nenhum amigo por perto, a sensação de mandar uma sms a dizer "podes-me ligar pf :(" e receberes um telefonema não é reconfortante? E conselhos do mais simples que há conseguirem acalmar-te?
O facto de estares na praia, no café, ou simplesmente a passear e a falar não ajuda imenso?

Não sei, mas eu tenho na memória momentos em que precisava de uma mão e pessoas limparam-me as lágrimas e puseram-me a sorrir. E serão essas que eu vou guardar para SEMPRE!

Escrita - como tudo começou

Falar, como dizem, é a melhor maneira de aliviar a dor. Mas escrever também.
Li há relativamente pouco tempo num blog as recordações dos desabafos que se escrevia. Procurei os meus.

Recordei como a minha paixão pela escrita começou.
Adorava histórias, adorava ler. Aprendi a ler mais cedo do que a escrever.
Ainda me lembro que no 1º ano, ainda estávamos a meio do alfabeto (a aprender a ler e a escrever) e eu já sabia ler e escrever porque ficava a folhear o manual. Nunca dei muitos erros nas composições, era praticamente tudo só questões dos lugares dos acentos. E foi no 1º ano que escrevi a minha primeira história com princípio, meio e fim. Com direito a ilustrações e tudo. Já não sei onde isso pára, mas lembro-me vagamente dos desenhos. Do dinossauro verde e do sol amarelo, da folha-estrela e da família dos dinossauros com o pescoço comprido. Sim, eu via o Vale Encantado e inspirava-me nisso.

Depois, deixei a escrita de lado e passei para o futebol.
Continuava a escrever composições para TPC que me pediam pra ler em voz alta para a minha turma (e ficava toda orgulhosa). Falando um pouco nas aulas, ainda me lembro quando eu e o Manel resolvíamos os exercícios de matemática juntos com o mesmo tipo de raciocínio, e estavam diferentes dos do resto da turma e depois de o Manel se levantar e explicar como um menino grande e fazer a Raquel (stora) admitir que não tinha pensado nisso e que o raciocínio estava certo ^^

No 3º e 4º ano comecei a escrever outra vez, desta vez sobre o futebol.
A equipa do 4º ano (a nossa) eram os Super Leões e foi sobre eles que escrevi. O livrito de 20 e tal páginas foi um pequeno grande sucesso na minha escola :P - adorei o facto de os meus professores e os meus amigos todos me terem apoiado para continuar a escrever.

Depois fui para o 5º ano. Foi um ano em que cresci muito, mesmo. Cresci porque aprendi o que era a realidade e infelizmente, aí perdeu-se muito de mim.
Era uma constante frustração nas aulas porque os stores (salvo raras excepções, como a melhor stora de Matemática que já tive até hoje) não puxavam por nós. Era tudo demasiado fácil e eu não conseguia lidar com algo que não desenvolvesse as minhas capacidades. Como tive um advogado como professor de português (ainda por cima eu era a preferidinha dele blhec), era tudo só ler texto e responder à compreensão. Não fazíamos composições, não dávamos gramática (pelo que só sabia os verbos do modo indicativo até ao 6º ano e foi porque aprendi na primária). E a minha escrita perdeu-se muito aí.
Acho que esses meses foram meses de apenas viver e explorar tudo o que estava à minha volta.

Depois entrei na escola onde me sinto mais em casa e aí voltei a ter professores a puxarem por mim. No 6º ano estive a recuperar o que não aprendi no 5º (para terem uma noção, em História eu só tinha dado até à dinastia de D. Dinis quando a malta já estava a dar a República - boooom).
A partir do 7º ano comecei a escrever no diário e no fim desse ano comecei a escrever poemas para uma pessoa xD. E assim continuei com textos e poemas até agora.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Acho que estou numa onda de falar sobre aqueles que amo, não sei, talvez seja por estar quase a acabar.

Apego-me com facilidade às pessoas, ainda ontem o disse à stora Marisa. Agora falo da minha Pipinha.

Sabes? Foi nas aulas que começámos a falar mais e foi aí que nasceu a nossa amizade.
Hoje és uma das minhas melhores amigas, das melhores mesmo.
Neste momento não consigo nem tenho inspiração para escrever mas digo-te:

EU AMO-TE.
E é um "amo-te" sincero, mesmo.

#

Agora respondo eu a ti, Elias :D
Também és muito especial, a cada dia que passa tornas-te mais importante.
As nossas conversas fizeram esquecer-me muito do que sentia e pensava porque encontrei em ti, uma pessoa que se preocupa realmente :) , seja a mandar uma mensagem a perguntar se está tudo bem ou simplesmente a meter conversa - porque é de isto que se fazem as amizades. (Com isto não quero dizer que não tenho mais pessoas que se preocupam, porque tenho e sei que as tenho :D)

Eu sei que posso contar contigo, mesmo que não possas fazer muito para ajudar, sei que pelo menos ouvir-me-às e isso basta :D
Em pouco tempo tornaste-te um grande amigo e mesmo que , quando os nossos caminhos já não se cruzarem, um dia deixemos de falar por não calhar ou pela distância : já vai valer a pena ter este bocadinho contigo.

És dos grandes :D
Adoro-te

=D

Nunca te vi como te vejo agora, estás cá dentro como nunca estiveste.
Estás sempre lá quando preciso mesmo quando eu (por parvoíce) não estou lá para ti. És muito especial e vou estar aqui para ti sempre, sempre que precisares de mim!
Boa sorte para a tua vida, espero que te saias bem em todos os teus projectos e objectivos.

Um grande beijo, marga, és uma amiga muito especial.
Adoro-te,

Elias

terça-feira, 27 de maio de 2008

em construção @

miguel diz: e tu?

Maggy diz: escrever

Maggy diz: desde q aprendi a escrever q essa é a minha grande paixao

miguel diz: vais dar escritora pah

Maggy diz: amava

miguel diz: praia da lua

miguel diz: de margarida almeida

Maggy diz: :)

@

(...)

Acordei e apercebi-me: o tempo não pára.
Espero pelo tempo, mas o tempo não espera por mim. O tempo que te traz e o tempo que te leva. O tempo que me traz e o tempo que me leva. Tudo o que fui, sou e serei; o melhor e o pior, e tudo o que mudei. Só uma coisa fica: esta ânsia de escrever.

E escrevo porque vivo. Se não vivesse, não valia a pena escrever.
Escrevo porque quero recordar. Talvez me perguntes: então porque não contas alguma coisa que te aconteceu em vez de falares de sentimentos?
Porque, mais tarde, não me importará o acontecimento, mas exactamente como me senti. Cada resto de felicidade ou de mágoa, o que me fez rir e o que me fez chorar.

Mas volto ao tempo.
O tempo que não passa e o tempo que corre. O tempo que dá e o tempo que rouba. O tempo que te trouxe e o tempo que te levará. O tempo de superar e o tempo de nunca esquecer.
Esse tempo que amo e odeio. Sejam horas, dias ou meses. O tempo que cresce connosco. O tempo que nos ensina e o tempo que demoramos a aprender.
Conto os segundos deste minuto. Perdi um minuto da minha vida e ao mesmo tempo ganhei-o. Estou um minuto mais velha, tive um minuto para parar e pensar. Neste minuto não fiz nada de útil, e no entanto o tempo passou.
O tempo que nos acaricia e nos esfaqueia. Que nos beija e que nos mata. Sim, esse tempo que nunca concorda connosco.

O tempo passa e eu escrevo. O tempo voa e eu também.Aterrei agora para te dizer que te amo. Apeteceu-me dizer: amo-te.

[...]

segunda-feira, 26 de maio de 2008

This is my life - Eurovisao (Islândia)

This is my life
I don’t wanna change a thing
This is my life
All the pain, all the joy it brings
All through the years
Of blood sweat and tears
Hopes and my fears
All that was meant to be
This is my life
What will be

domingo, 25 de maio de 2008

Through the storm we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you



ver a partir do minuto 01:03

@

[...]

A amizade.
Sento-me na areia e observo a espuma das ondas que rebentam a meus pés. Pego no caderno e num lápis e tento encontrar inspiração para escrever. Mas os únicos pensamentos que tenho são os momentos passados com aqueles a quem chamo de “amigos”. Penso no que foi a minha vida e no que é. No que se transformou e em quem a marcou. Reflicto sobre o verdadeiro significado desta palavra. Neste preciso momento, orgulho-me de tudo o que fui e deixei de ser. Orgulho-me de ter ensinado e aprendido também.
O céu torna-se mais escuro com bonitas cores do entardecer. Mas, por favor, fica; não vás já embora. Quero que olhes para esta janela da minha vida, quero que observes cada pessoa que passa, acena e sorri para eles, mas fica-te por aqui. Um pouco, só mais um pouco.

[...]

@

(...) São as cartas que te escrevi. A ti, a ti e a ti. Podes ser qualquer pessoa, mas falo para ti. Para quê utilizar a terceira pessoa, quando ela própria pode estar a ler isto. Por isso, digo: isto é para ti. Tudo o que sinto, tudo o que penso. É tudo e são todos. Tudo e todos os que me rodeiam, tudo e todos que me ensinaram e me fizeram crescer.

(Agora sim, falarei na terceira pessoa, como se contasse a um total estranho a minha vida. Porque um estranho, nunca será totalmente estranho.)

Eles são as flores do meu jardim, as estrelas do meu céu, as ondas do meu mar, as luas da minha praia. Foram eles que entraram e nunca mais saíram.
Foi ela, foi ele, foram elas e foram eles.
Foste tu e fui eu.

Contigo, a chuva nunca foi suficiente para me molhar nem o frio demasiado para suportar. Nunca o sol me queimou ou a lama sujou. Nunca as palavras me cortaram nem nunca me faltou o ar.
Os teus olhos lêem os meus pensamentos e as tuas mãos que passam docemente na minha face transformam qualquer lágrima num sorriso. As estrelas não iluminam a noite como tu o fazes.

[...]

How Do You Do - Shakira

Forgive us our trespasses
As we forgive those who have trespassed against us
Give us this day our daily bread,
Daily bread, daily bread
In cello et in terra fiat voluntas tua
Gloria Espirituí Sancto

What language do you speak
If you speak at all?
Are you some kind of freak,
Who lives to raise the ones who fall?

Hey, would you tell me why
The cat fights the dog?
Do you go to the mosque
Or the synagogue?

And if our fates have all been wrapped around your finger
And if you wrote the script then why the trouble makers?

How do you do?
How does it feel to be so high
And are you happy?
Do you ever cry?
... I sometimes cry ...

You've made mistakes
Well that's OK 'cause we all have
But if I forgive yours
Will you forgive mine?

Hey, do you feel our pain
And walk in our shoes?
Have you ever felt starved
Or is your belly always full?

How many people die
And hurt in your name?
Hey, does that make you proud
Or does it bring you shame?



Será mesmo que existe?

sábado, 24 de maio de 2008

#

9 meses depois, descubro uma traição.
Uma traição orgulhosa.
Uma traição que eu jamais faria, nem o fiz no tempo de.
Eu nunca, nunca, mas nunca poria uma amizade em risco por outra. Preferia e preferi não fazer nada.

Nada mais a dizer sobre este assunto.

Hay amores - Shakira

Hay amores que se vuelven resistentes à los daños.
Que no haria yo por ti, por tenerte un segundo alejados del mundo, cerquíta de mí.


La despedida

Cuando alguien se va, el que se queda sufre más.


.

Sim, só ontem me apercebi... Nada mudou cá dentro.
Isso pode ser bom, ou mau. Mas tenho que ser sincera com alguém, a começar por mim.
E sei quem é a única pessoa que não me irá julgar, a única pessoa com quem vou poder falar sobre isto.

Después de ti, la pared."

Dri #

Desde a viagem de finalistas, que a nossa relação está cada vez melhor.
Obrigada.

Obrigada por voltarmos a estar assim, e a estar cada vez melhor.
Obrigada por seres uma das minhas melhores amigas, mesmo =)
És a perfeição!

É raro uma pessoa querer realmente bem, não é? E isso aconteceu-me contigo. Só te quero ver feliz. Admiro-te imenso, sabes?

Obrigada por tudo o que tens feito por mim, pelos momentos que passamos. Especialmente ontem, foste uma querida e foste a única a quem contei aquilo, porque no momento, eras a única que eu sabia que compreendia sem me julgar.

Por isto, por tudo e por nada:
Obrigada.

AMO-TE (L)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A melhor música de Nadiya :D

Pardonne-moi, pour les cris que je n'entends pas
Je sais tu penses que comme eux je m'enfuirai loin de toi
Mais si dans ton coeur tu caches tes rêves et ce mal
Ce que tu portes en toi, je ne pourrais le voir

Qu'ils disent, ou qu'ils pensent
Pourquoi pleurer, pourquoi attendre
Qu'ils te blessent ou qu'ils te mentent
Laisse-moi t'aimer pour que tout change

Ouvre grand ton coeur, laisse aller tes peurs
Rien ne te retiendra si tu crois en moi
Ouvre grand ton coeur, va y chercher ta part de bonheur
Et serre-la dans le creux de tes mains
(Je serai toujours là pour toi)

Je promet, tu verras, un ciel sans nuages
Enfin tu sauras que l'amour sans la haine
T'élèveras jusqu'au ciel

Whatever will be

Sometimes I feel like
I'm a bird with broken wings
At times I dread my now and envy where I've been
But that's when quiet wisdom takes control
At least I've got a story no one's told

[Chorus]
I finally learned to say
Whatever will be will be
I've learned to take
The good, the bad and breathe
'Cause although we like
To know what life's got planned
No one knows if shooting stars will land

These days it feels naive to put your faith in hope
To imitate a child, fall backwards on the snow
'Cause that's when fears will usually lead you blind
But now I try to under-analyse

Is the rope I walk wearing thin?
Is the life I love caving in?
Is the weight on your mind
A heavy black bird caged inside?

Say
Whatever will be will be
Take
The good, the bad
Just breathe
'Cause although we like
To know what life's got planned
No one knows if shooting stars will land

'Cause although we like
To know what life's got planned
Thing like that are never in your hands
No one knows if shooting stars will land

quarta-feira, 21 de maio de 2008

-

Desliguei o telefone.

Não consigo. Era capaz de ficar horas e horas na conversa.

Estas semanas estão a deixar-me sem fôlego. Está a deixar-me sem fôlego o facto de tudo acabar em tão pouco tempo. Vamos agora entrar em provas e o tempo ainda vai passar mais rapidamente.


Tanta coisa que eu ainda não sei.
Daria tudo para poder ficar aqui para sempre.


Hoje falarei de uma pessoa especial.
Ultimamente foram vários que disseram: a Margarida é uma graxista.
Não, não é. Poderia inventar mil e uma desculpas, mas aqui sou sincera e digo: eu gosto mesmo dela.
E quando gosto das pessoas, gosto de ficar a falar, de ajudar a fazer qualquer coisa. É algo que sempre veio de mim, apenas ainda não sobressaía tanto. "Ai, que coisa", já ouvi dizer. Lamento, mas quando há a possibilidade de daqui a uns tempos deixarmos de ver a pessoa durante pelo menos 6 meses, querem aproveitar o máximo de tempo com ela certo?


Mas o que é que eu estou a fazer? Não tenho que dar explicações a ninguém. Apenas vou dizer o que tenho a dizer. Há pessoas que não percebem que uma amizade vê muito mais que a idade. Neste aspecto, afirmo: cresci mais que essas pessoas.
Outras, percebem e dizem que é uma amizade bonita, que passa por cima de muitos preconceitos e bocas.


É graxismo? Opa, se acham mesmo então levem a bicicleta com vocês.
Eu não me importo, sabem porquê? Porque eu tenho esta amizade, e vocês nem sabem o que esta palavra significa =D

Casa

Bate à minha porta, eu deixo-te entrar.
Bem-vindo(a) à minha vida.

Ainda não conheces os cantos à casa, mas com o passar do tempo habituar-te-ás a tudo isto. Saberás quando deverás deixar uma porta fechada e quando deverás abrir uma janela. Entrarás num quarto devagarinho, sorrateira e calmamente e verás uma alma sossegada. Levar-me-ás até ao jardim e admirarás cada flor, cada lagartixa, um raio de sol ou simplesmente o brilho da lua.
Se entrares na sala verás uma pessoa que gosta de falar e de rir. Repara: olha para as fotografias, lê tudo o que tenho aqui escrito. Tudo isso conta uma história.

Tenho uma caixinha pequenina, onde guardo o mais importante. Ela tem uma chave para fechar mas não precisa de uma para abrir. Chamava-lhe coração, mas acho que isso é anatomia humana e não gosto dessa comparação. Chamo-lhe Praia da Lua... É onde guardo tudo de bom.

Podes entrar.
Se quiseres convidar-te-ei, mas entra.

Minha casa, tua casa.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

19.05.2008

Hoje fez exactamente um ano em que tudo começou mesmo.
Infelizmente, passei este dia da pior maneira possível, mas isso é um aparte.

AMO-TE MELHOR AMIGO :D

Blog de luto

Há uns dias que não vinha, nem me apetecia vir aqui.
Sim, blog de luto.
Fui apanhada de surpresa quando me disseram que tinham abatido a cadela da minha vizinha e amiga. Fogo, que treta! Eu tratava a cadela como se fosse minha, e sempre me habituei aos latidos de que a maior parte das pessoas tinha medo.
Muitas foram as vezes que eu perdia 20 minutos a passeá-la, muitas foram as vezes que ela me protegeu quando pessoas menos bem intencionadas vinham. Lembro-me bem como ela se empoleirava no muro e ficava a olhar para o meu quintal e eu ia dar-lhe festinhas. Lembro-me de como ela odiava que lhe mexessem nas patas, mas como me deixava agarrar-lhe na pata para ver as unhas pintadas pelas donas. Ahah.

Para muitos era só uma cadela, mas eu desde que vivo nesta casa sempre estive com ela, e faz-me um bocado de confusão que no la tenham tirado assim.
Já tinha 8 anos a cadelinha (que de pequena não tinha nada), e a última vez que a fui ver queria-me parecer que não passava daquela vez :S
Algo me disse que era melhor ficar a acariciar o focinho, olhar para os seus olhos sem brilho, sentir todo o seu corpo a tremer, vê-la (por mais que me custasse) no chão sem se conseguir levantar. Só mais um pouco, porque algo me dizia que talvez fosse a última vez.

Ia-me embora para casa continuar com a minha rotina normal, mas voltei para dentro da casa da Ritinha e dei um beijinho no focinho da cadela.
No dia seguinte, telefonam-me e dizem: "A Bajuca foi abatida".

terça-feira, 13 de maio de 2008

Tudo outra vez

Tentei sair, mas acabei por entrar. A porta que abre, também fecha.
Quis fugir, mas fiquei. De qualquer maneira eu sempre voltaria.
Um dia quis voar, voar para bem longe. Fiquei sem asas.
Quis acabar, mas esperei. De qualquer maneira iria tudo acontecer outra vez.
Não sei onde estás, mas hei-de encontrar-te um dia.

#

"O corpo é escravo dos seus impulsos.
Mas o que nos torna humanos é o que podemos controlar. Depois da tempestade, depois da adrenalina, depois do calor do momento. Podemos arrefecer e limpar a porcaria que fizemos. Podemos tentar deixar o passado, mas também..."

Anatomia de Grey #

Avó Catarina

Querida (bis)avó,

Hoje sonhei. E tive o pior sonho de sempre.
Sonhei que tu, com a tua quase centena de anos, morrias.
Eu levava-te a casa, até te dei um beijinho quando já estavas na cama e fui-me sentar na sala. Como se tivesse hoje a responsabilidade de tratar de ti, para não fazeres disparate como tens andado a fazer. Eu sei que a culpa não é tua, óbvio que sei. Adiante... Sonhei que reparava mais uma vez nos teus olhos azuis, os únicos da família, e que reparava na força que tens.
Lembrava de todas as vezes que a minha mãe me disse: "é a mulher mais forte". E não era forte de força fisíca, era forte de ter sobrevivido a certas situações sem se queixar uma única vez. És um exemplo de vida, que eu tento seguir independentemente de tudo. Embora não saibas, eu esforço-me para ter um décimo da força que tu tens, no que conta ao que faço na nossa família.
Lembro-me das tuas poucas palavras a dar-me força e a dizer para eu não ir por maus caminhos.
Lembro-me de quando pensavamos que era desta que partirias. Aqueles meses de tortura em que fim-de-semana sim, fim-de-semana não, íamos ao Alentejo para ver se melhoravas, lembro-me dos telefonemas que ouvia para saber como estavas. Lembro-me do quão doente tu estavas, e da pouca esperança que todos tinham. Eu não sabia o que pensar, mas algo me dizia que não era naquele ano que nos deixarias. E tu, com essa tua força, mostraste-nos que tudo é possível.
Depois dessa doença, ficaste com uma saúde de ferro. Até os médicos invejam (pelo menos é o que dizem).
Mas agora estás naquela idade em que os adultos voltam a ser crianças, bebés. Isso não me faz ter menos respeito e valor por ti, mas tenho pena que pareça estar tão perto. És a mais velha da aldeia, e sei que não te terei para sempre.
Vó, hoje tive o pior sonho da minha vida. Senti como se tivesse adormecido na sala em que vês as telenovelas, na tua cadeira. Naquela cadeira em que todos se querem sentar quando entram naquela minúscula parte da casa. Todos, sem excepção querem sentar-se na cadeira da avó, da tia, da bisavó, da mãe... De todas essas pessoas que és tu. Porquê? Talvez seja confortável, talvez seja uma forma de lembrar que estás connosco, mesmo só te vendo à hora do jantar, porque passas o dia todo no centro de dia da aldeia. Talvez seja porque nos sentimos seguros, talvez seja porque é a TUA cadeira.
E após ter acordado nessa sala, a família estava com ar sério a olhar para mim.

"A avó morreu, Margarida", disseram, "Morreu enquanto dormia"

Lembro-me de vê-la um pouco pálida, sem expressão.
Parecia ter uma cara triste, por ter morrido sem ter ninguém ao lado.
E acordei, vó. Só quando me olhei ao espelho e lavei a cara, é que percebi que era um pesadelo. Só quando olhei para os meus olhos vermelhos é que percebi que não era a realidade. Mas pensei nisto tudo. Pensei em como tu estavas, e em como a qualquer momento tudo podia mudar.
E por isso, não pude conter as lágrimas, quando pensei que conseguiria esquecer este sonho durante o dia. Só me lembrei dele e nem consegui esconder de ninguém o que sentia.

Disseram que era só um sonho, para eu não ficar assim. E era só um sonho, mas não foi só um sonho. Foi o pior sonho de toda a minha vida.
E pior do que ser sonho, foi ser tão real...

sábado, 10 de maio de 2008

Em casa...

Podia ser um dia qualquer
Podia não ser nunca

Podia ser a espera
O que mais inquietava

Podia ser a dúvida
A certeza que não queria ter

Podia ser tudo
E parecia já não ser nada

Mas era preciso que fosse
Algo

Já tanto fazia
Tanto se dava

Podia ser um paraíso
E não o inferno presente

Podia ser bom
Fora bom
Mas era mau

Não podia ser mau
Não, isso não podia
Já não podia mais

Podia ser calma e tranquilidade
Bem-estar e generosidade

Era turbulência, inquietação
Perplexidade, torpor

Por não poder ser
Não podia ser mais assim

Daria o meu tempo todo,
Anos, minutos e até segundos

Para que nada fosse assim
Porque podia, devia, ser melhor

Podia ser bom para todos
Não pode ser apenas para um

Podiam evitar-se as lágrimas,
A incompreensão

A barafunda de não sabermos
O que somos

Se não nos derem importância
Poderemos ser importantes?


Não se pode andar à deriva
Sem o risco de perder o rumo e o Norte

Merecemos mais
Somos importantes

Se o não somos
Deixamos de existir
E acaba aqui

Cada dia tem de ser válido
Ele não voltará atrás
Para emendarmos o que se fez

Voltarão, sim, novos dias
Que nos servirão de emenda
Se tivermos aprendido

Não quero saber tudo
Perdia o interesse

Quero estar capaz de aprender
E saber que o posso fazer

Para ensinar
E ter o prazer de crescer mais
Crescendo ao lado de quem cresce

Ensinar o prazer do Sol, duma Lua cheia
Duma brisa de Verão
Que afaga os rostos
De quem vai ao seu encontro
Ou se senta à sua espera

Podia haver felicidade
Mas do nada pouco nasce
A não ser mais nada

E daqui tem de nascer algo

O Mundo não pára
Por teres desistido

Nós não desistimos
Não queremos desistir

Nem sequer de ti
Ainda…

A nossa resistência é o nosso mérito
A medalha ganha no fim dos dias

É o que nos leva a atravessar oceanos
E a baptizar novas terras

Somos como o tempo
Um relógio nunca pára

Quer sinta a tua pulsação
Quer seja posto de lado

Não aprende nos livros
Quem não aprendeu com o tempo

Não saberia sequer entender as palavras

Podia ser tudo melhor

Assim houvesse vontade

Preocupa-me agora
Até me habituar a não me preocupar

E fá-lo-ei, como fiz muitas outras coisas
As que quis e as que não quis

Vou viver como não quero
Mas vou viver pelo que quero

Foi a última lição
E apetecem-me todas as outras

Mas quero comigo
Quem queira aprender

Quem queira…
Comigo envelhecer


Maria Fernanda Porto (mãe)

Diário de Viagem - Aventura que correu mal

17 de Julho de 2006

Grande Treta! Os meus pais não me deixaram ir com o João Nuno. Pensava que neste século os pais eram liberais e porreiros, mas pelos vistos enganei-me!
Mas, entretanto, tive um plano e vou fugir com o JN (aviso que não sou gay) pelo país adentro.
Primeiro, vou para a Gare Oriente, onde o JN vai estar à minha espera… Como os meus pais não me dão dinheiro por isso tive de tirar o meu mealheiro… Só que só tenho dinheiro para dois bilhetes (ida e volta) e para um jantar dos bons no McDonalds. Só espero que o tecla 3 do JN apareça para apanharmos o comboio das 6h.

18 de Julho de 2006

Hoje é o grande dia… O JN telefonou-me e disse que estava pronto para sair. Antes de sair de casa, deixei um bilhete de despedida (foleiro!) e tentei desinstalar o programa de localização do meu GPS (so fico com ele, porque não aprendi nada em geografia).
Fui de patins, mas estatelei-me no chão por causa duma pedra.
Agora estou a pensar que isto de fugir de casa não era bem o que eu pensava!
Fui até ao McDonalds e comprei dois chicken burger. Preciso de me alimentar a mim e ao meu querido companheiro de viagem (volto a repetir que não sou gay). Finalmente, quando cheguei à estação, o JN já estava lá e comemos os nossos deliciosos hambúrgueres. Por volta das 5h55 começámos a entrar no comboio. Falei um bocado com o JN sobre os nossos planos (não de casamento!) e depois adormecemos os dois!

Por volta das 10h acordámos quando o revisor nos pediu os bilhetes e foi então que me apercebi… Nós tínhamos fugido de casa! Pensei: “A esta hora os meus pais já devem estar acordados”.
Quando olhei para o JN e vi os olhos dele brilhantes, mostrando preocupação percebi que ele estava com algum receio acerca desta nossa loucura, tal como eu!

19 de Julho de 2006

Ontem, quando chegámos à estação senti-me enjoado… Não devia ter comido hambúrguer ao pequeno-almoço! E para ajudar, não sabíamos onde estávamos porque tínhamos adormecido no comboio e nem olhámos para as placas de informação.
Depois de visitarmos alguns lugares, decidimos ir acampar ao pé de um parque de estacionamento (ao ponto a que chegámos…)


20 de Julho de 2006

Acampámos ao pé de um carro amarelo (foleiro)… Quem é que quer um carro daqueles? Que nojo!
Bolas que o JN é mesmo bom (mas a sério: eu não sou gay… ou se calhar sou!)

5 minutos mais tarde…

Não acredito! Estamos nas noticias… Os nossos pais estão à nossa procura… Estamos feitos!
Para tentar esquecer estas noticias eu e o JN fomos comer duas pizzas cheias de bacon e queijo, da PIZZA HUT!

21 de Julho de 2006

Não acredito! Fomos apanhados pela polícia. O dono daquele carro amarelo ouviu-nos a gozar com o carro dele e percebeu que éramos os “meninos que fugiram de casa”, como diziam nas noticias. Denunciou-nos à polícia e lá fomos nós para a esquadra. Só pensava: “Estamos feitos!”
Na esquadra estavam os nossos pais a chorarem como dois hipopótamos balofos!
O resto é uma longa história… Acho que a semana maravilhosa que eu pensava que íamos ter acabaram em 4 dias do piorio… Agora, em vez de ir à praia com JN (OK admito, eu sou gay!) ou ir ao cinema vou ficar em casa de castigo!

Diário de Viagem - Aventura que correu bem

17 de Julho de 2006

Acreditem ou não, os meus pais anti-sociais e que nunca me deixam fazer nada, DEIXARAM-ME IR com o JN pelo país adentro! Claro que com os pais do JN não houve crise (problema, para os mais incultos!), porque eles são uns porreiros e deixam-no fazer tudo! Amanhã é o grande dia!

18 de Julho de 2006

Bem, quando estávamos a caminho da Gare Oriente dei por falta do meu telemóvel. Tinha-o deixado em casa!
É assim: eu por mim não dava notícias a semana toda, mas quando voltasse para casa só voltava a sair quando fosse para me meterem no caixão (pronto, pronto quando morresse)!!!! Quer dizer, os meus cotas (pais, para os lerdinhos) haviam de ir primeiro do que eu, por isso ainda tinha uns anitos de vida decentes!

Mas deixemo-nos de coisas sinistras.
Como o comboio só chegava dali a meia hora, tentei ir o mais rápido possível a casa buscar o telemóvel (sim, menininho da mamã, mas é por uma boa causa, quem é que quer ficar fechado em casa para o resto da sua vida?!). Quando voltei à estação o JN já estava a entrar no comboio… Como pensava que ele tinha sido simpático e me tinha levado os sacos, entrei no comboio e fui ter com ele!
Pois, bem posso dizer adeus à minha roupa, aos meus 50€ que levava para comer, ao meu saco-cama, ao meu GameBOY e ao meu URSINHO DE PELUCHE!!! Eu perdoava tudo o resto, mas perder o meu querido Puffy, isso é que não!!

Apesar disso, eu não podia ficar chateado com ele por causa de um peluche, ainda para mais que agora ia ficar dependente dele e do seu dinheiro!

19 de Julho de 2006 (9h30)

Ontem, fomos jantar ao Kentucky… Depois disso, eu e o JN fomos visitar a cidade de Coimbra e acabámos por acampar no parque de campismo lá perto!
A minha mãe telefonou-me e disse para, quando chegássemos a Braga, irmos visitar a minha tia que me vai dar um dinheirinho para eu e o JN irmos para a Bracalandia. Ainda bem que trouxe o telemóvel!

Mudando de assunto: a roupa do JN fica-me a boiar, pareço um balão andante… Até um miúdo de seis anos que, ontem, passou ao meu lado na rua começou a gozar: “Ah ah ah! ‘Ganda’ palhaço!!” Nem queiram saber de que cor fiquei!

20 de Julho de 2006

Ontem divertimo-nos imenso na Bracalandia. Já não estou aborrecido com o JN por causa do Puffy, o meu ursinho… Ele tem sido muito fixe para mim e tem-me ajudado a superar esta perda.
Amanhã conto as novidades, hoje não estou com paciência para escrever.

23 de Julho de 2006

E pronto! Para nossa infelicidade, a nossa semana sem os nossos pais a chatearem-nos a ‘moleirinha’ acabou!

Visitámos o Parque Natural do Gerês, fomos a uma pista de neve artificial em Manteigas (ao pé da Serra da Estrela) para aprender a esquiar, fomos à piscina-praia de Castelo Branco, etc etc.

Quando voltámos a Lisboa, já lá estavam os nossos pais à espera. Gostei muito desta semana, principalmente de estar ao lado de um amigo como o João Nuno.

Mas para nossa felicidade, os nossos pais combinaram umas férias juntos e vamos até aos Açores, em Agosto!

Diário de Viagem - Trabalho Moral 8º ano

16 de Julho de 2006

Estou farto de fazer sempre a mesma coisa! Passo a vida a estudar para tirar boas notas, saio com os meus amigos quando calha… Mas nunca há nada de novo!
Ainda por cima, este Verão os meus pais não querem ir a lado nenhum! Que tristeza!!!
Já sei! Podia viajar pelo país com alguns amigos!
Já vi pessoas a fazerem isso... Vou ver se o João Nuno, o meu melhor amigo, alinha… Ia ser mesmo fixe!

Mas há um problema: os meus pais! Eles nunca me deixam fazer nada…
Vou ver o que consigo fazer…

Conversa ao telemóvel:

Leonel: ‘Tou João Nuno?

João Nuno: Olá Leonel! Tudo bem?

Leonel: Vai-se andando… Os meus pais não têm nada combinado para as férias. Acho que vou passar o Verão em casa! Que seca!

João Nuno: Deixa lá! Eu também fico por cá…

Leonel: Mas sabes o que eu estive a pensar?

João Nuno: Em quê?

Leonel: Podíamos viajar por Portugal, nós os dois! Levávamos uma tenda de campismo e dinheiro para comer, e tínhamos uma semana de férias decentes.

João Nuno: Olha que não é má ideia… Mas o que os teus pais dizem?

Leonel: Ainda não lhes disse… Queria saber se alinhavas.

João Nuno: Grande ideia!

Leonel: Então fala com os teus “cotas”, que eu falo com os meus…

Jantar

Antes de mais: PARABÉNS PIPASSSS :D :D AMO-TEEEE ^^

Gostei bastante do jantar, mesmo estando cheia de dores de barriga no fim, e de ter morrido de sono no fim.
Gostei imenso de conhecer a Stoffel que a Inez fala tanto (já a conhecia, mas nunca tinha falado muito com ela).
Gostei das piadas secas e de recordar (e rir muito) a viagem de finalistas.
Gostei das mensagens anónimas e do telefonema ahaha.
Gostei de rever a Mariana, a Cláudia, a Mónica, a Joana. Do "deixem-me os cornos em paz" do Tomás x). Do "AMORRRRR" com voz rouca da Cláudia e de lembrar como a Zombie cantava (rir rir rir).
Gostei de dormitar no ombro da Dri e cuscar-lhe as mensagens muahaha.

"Olaa, têm um cigarro?"
"Não."
"Vão para o Amor de Deus?"
"Não."

(o tipo baixa as calças e mostra os boxers azul turquesa muito machos e viris)

E a cantoria no carro (Inez não estragues as músicassss :O), apesar de estar demasiado cansada para falar sequer x) Sempre gostei de as ouvir :P

#

Desde o começo não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti, mas não deixaste não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Às vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi nem conheci
Saber se pensas em mim quando não tás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não gostas, ou já não gostas
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou à tua espera
Apostei tudo que tinha e saí a perder, sem perceber
Surpreendido por quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado, mas triste

Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e dificil que seja, venha a verdade!
Será que me enganas, será que chamas ao outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo?
Será que é medo?
Será que para ti não passo que mais algum brinquedo?
Será que exagero?
Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no teu coração, ou não?

Eu sou a merda que vês, ao menos sabes quem sou.
E sabes que tudo que tenho é tudo aquilo que eu te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia
Também te magoei, mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver_te infeliz partiu_me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros sei que já te fiz sofrer
Porque é que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será que é por saberes que neles vês o refexo do teu coração?
E os olhos não mentem enquanto a boca o faz
E se ainda não me conheçes, então nunca conheçerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa_me ser mal educado, quando stresso
Assim me expresso, sofro e praguejo o excesso
Se conseguissemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece e sinto que está a morrer aos poucos
Porque é que é assim, será que estamos a ficar loucos?

Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Fim-de-semana prolongado

Muitos adorariam, outro fim de semana prolongado uhhuhhh, faltar às aulas e o caraças !
Opa, para mim não :S
Preferia mil vezes estar nas aulas do que estar em casa.
Pa, nas aulas não. Na escola.

Na escola onde, por incrível que pareça (porque ando numa escola de freiras chata e pequena), eu me sinto em casa. Dava tudo para voltar a estar mais um ano naquela escola. Não que eu ame as freiras (bleee), mas por causa das pessoas de lá.

A rotina que tenho hoje, não vou ter nunca mais na vida. E só faltam 20 e tal dias.
E eu voltaria a dar tudo, para que essa rotina continuasse para o resto da minha vida.
Tenho medo. Muito medo mesmo.

Estes dias estão a deixar-me pior que estragada. Tento aproveitá-los ao máximo, mas sinto sempre que estou a deixar alguma coisa para trás. E o dia de hoje é o exemplo disso. Estar aqui sentada a escrever, enquanto outros estão a rir bem felizes da vida lá, na escola.
É verdade que há outro assunto que me está a deixar com um humor terrível, mas, por isso mesmo, tento ignorar e aproveitar com quem quer aproveitar comigo.

E essa rotina, aquela que me fazem chegar a casa, depois do lanche e dizer "Já só faltam 14 horas para lá voltar".

A rotina do sair de casa com um sorriso porque vou estar com aqueles que mais amo. A rotina do chegar à escola com uma soneira, cumprimentar e ficar na conversa. Toca a campainha e lá vou eu toda contente para o Bom-Dia. Chegar à sala e dizer "Bom diaaa". Ficar à porta na conversa com a stora Marie e a dizer bom dia à minha segunda família (turma).
Depois, nas aulas.. Fazer as histórias com a Joana ou simplesmente encher o caderno com conversa, dizer ao Pedro para comprar um relógio porque está sempre a perguntar as horas, escrever nos azulejos, gozar com as posições do Tio Pedro (Hércules) na aula de Matemática com a Mariana Alves, cantar enquanto estou a fazer os testes, cabular e copiar da maneira mais indiscreta possível, rir desbragadamente, dizer a frase mais popular da turma (atchhhim! santinho. obrigada. de nada), mandar vir com o stor de matematica (e ele ficar todo envergonhado ^^), chamar os stores pelas alcunhas, acabar os testes e encostar-me a parede, desenhar nos livros, fazer desenhos em conjunto com a Mariana Alves, mandar bilhetes à Matilde com banda desenhada do Pokemon, ouvir Ipod na aula de TIC e cantar, "poxa" da stora de TIC, encontrar-me com alguém de outra turma na casa de banho, olhar para a ecografia da stora Marie quando não tenho mais nada para fazer, desenhar a caracterização das freiras com a Pipa no quadro, mandar a "gente" calar, etc e etc.

Ir para o intervalo, esperar pela stora Marie na sala onde estiver, levar-lhe as coisas e falar, receber os abraços da Pipa e os beijinhos da Inez, as barracas com a Matilde, as aventuras pela escola com a Matilde e os filmes, o Solja Boy, as Bananas United, ir ao bar falar com a Isabel, tentar roubar, ir ao Ryad, ficar com a Pipa e a Inez à tarde, atirar papel molhado para o tecto da casa de banho e encher as maçanetas de sabão, planear a manicure da Nossa Senhora, ir para o canto, fazer batuques no contentor, ir à casa-de-banho em conjunto, ver a marca do sapato da Adriana, chamá-la de Dri, ir para a biblioteca falar com a stora Cláudia, ir de elevador para o quarto das Irmãs, despedir-me da stora Marie, chatear a Dona Lurdes, ir à cozinha roubar comida, etc etc.

Tanta coisa que é a minha rotina e que me dá tanta alegria.. Faz-me um bocado de confusão que isso acabe e nunca mais volte.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

#

(smr) =)
Por tudo, por tudo..

For all those times you stood by me
For all the truth that you made me see
For all the joy you brought to my life
For all the wrong that you made right
For every dream you made come true
For all the love I found in you
I'll be forever thankful baby

You're the one who held me up
Never let me fall
You're the one who saw me through
through it all

You were my strength when I was weak
You were my voice when I couldn't speak
You were my eyes when I couldn't see
You saw the best there was in me
Lifted me up when I couldn't reach
You gave me faith 'cuz you believed
I'm everything I am
Because you loved me

You gave me wings and made me fly
You touched my hand I could touch the sky
I lost my faith, you gave it back to me
You said no star was out of reach
You stood by me and I stood tall
I had your love I had it all
I'm grateful for each day you gave me
Maybe I don't know that much
But I know this much is true
I was blessed because I was loved by you

You were my strength when I was weak
You were my voice when I couldn't speak
You were my eyes when I couldn't see
You saw the best there was in me
Lifted me up when I couldn't reach
You gave me faith 'cuz you believed
I'm everything I am
Because you loved me

You were always there for me
The tender wind that carried me
A light in the dark shining your love into my life
You've been my inspiration
Through the lies you were the truth
My world is a better place because of you.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

19.05.2007

Lembro-me perfeitamente deste dia.
Está quase a fazer um ano, contudo sou a única que recorda este dia ao pormenor.

Lembro-me do sítio, das pessoas.
Lembro-me de como estava vestida, e como elas estavam vestidas.
Lembro-me do quanto dancei, lembro-me das músicas. Baba Baby, Patience, Black Eyed Peas, It's Raining Men. Lembro-me dos slows.
Lembro-me do casaco, lembro-me dos anéis de goma.
Lembro-me do que me disseram, lembro-me dos olhares.
Lembro-me das fotos.
Lembro-me de a Pipa querer pôr-me a falar com o Vasco.
Lembro-me das conversas.
Lembro-me do silêncio, da noite e da relva. Lembro-me das (muitissimo poucas) estrelas.

Lembro-me do quanto me senti feliz,
E triste por ir embora e já ter acabado.

Porque foi um dos melhores dias (noites) da minha vida.
Foi onde tudo começou.

Visita

Há muito tempo que não via aquela stora, e fiquei muito contente de vê-la hoje :D
Gostei mesmo, e claro que não podia faltar o abraço ^^ (digam lá se eu não sou querida xD). Sim, porque foi uma das storas que mais me marcou. Por mais estranho que pareça para muitos (blaaa), sempre que nos "encontramos" no msn falamos.

Sim, gosto bastante de falar com ela, contar as novidades, até mesmo para desabafar sei lá. Mais uma vez, encontrei numa adulta, neste caso, numa stora, uma Amiga. E mesmo que não falemos há dias, semanas e meses, sei que tenho uma amiga =)

Obrigada pela visita, tenho pena de não ter ficado consigo mais tempo.
Para uma próxima ;)

Praia do Destino

A Inez falou-me deste livro.
Só o facto de ser Praia despertou-me a atenção [Praia da Lua]. E lembro-me de acreditar fortemente no destino (a Matilde sabe do que falo).
A história... Ainda mais x) . Relaciona-se com algo que eu vivi há uns dois anos ahaha (não pensem coisas pa -.-).

“Um excelente romance sobre os segredos que guardam as pessoas que pensamos conhecer intimamente.”
Daily Telegraph

[com esta descrição parece-me bem que este livro tem partes da minha vida :O - deixaste-me com água na boca Inez !]

domingo, 4 de maio de 2008

Velhos Tempos

Ontem revivi os velhos tempos. Aqueles em que não preocupava com nada mesmo.
Voltei a ver dois grandes amigos que já não via há muito tempo. Ahah foi só rir mesmo!

Já tinha saudades destas noites. Noites de Verão que arrefecem, as conversas parvas, as gargalhadas, as massagens x) (pedro já estamos quites ^^)..
É giro ver como as pessoas mudam, e como não mudam tambem :)

Acho que já é hora de voltar a esses tempos, chamar esta rua o meu refúgio, o meu passatempo, o sítio em que nada importa. O sítio mais seguro, mais divertido, o sítio das novidades e dos desabafos, das gargalhadas e das lágrimas, das chapadas e dos abraços.

Fazia mal se dissesse que não havia muito mais para escrever sobre a minha vida. Tenho uma vida grande, tenho momentos diferentes e distintos. Não me fixo só numa coisa, numa pessoa, num tempo. Tudo o que passa por mim, tudo o que me marca merece ser escrito. Só assim um dia poderei reviver estas memórias.

E estes amigos, um dia, foram os melhores. Hoje são grandes, a vida muda e as pessoas entram e saiem da nossa vida. Mas eles continuam a ser grandes, não todos, mas alguns. Hoje os melhores sabem quem são, mas espero que continue assim, porque nunca descobri este sentimento de querer bem a não ser neles. Neles, nos melhores.
Hoje os grandes continuam a ser grandes. E não preciso de estar sempre com eles para serem grandes. Estão-me no coração para sempre.

Soraia, Pedro, Ritinha, Mónica, Duarte, Tomás, Carolina - vocês são grandes :D

Gostava de voltar ao mês de Julho, em que conheci pessoas mesmo queridas (Sara, da França), em que voltei a ver pessoas com uma personalidade que admiro bastante (Treuze). E quando era "irmã" mais nova da Andreia ahaha, era mesmo perfeito :D . De facto foram pessoas que marcaram, duvido que alguma vez as esquecerei.
Outras lembro-me mas nem sempre me marcaram pela positiva mas pa gostar de uma pessoa durante dois anos sem ela lhe ligar batatas é obra x) (Miguel Sameiro)

E voltando um pouco mais atrás no tempo. Como conheci a Luanna e a Inês Carrari. Só ouvia falar do cão do Luanna, do cão do Luanna, eis senão quando A Luanna aparece na rua a passear o cão (que só fazia porcaria). Bem, saí à rua (no Verão) e meti conversa. Tornámo-nos amigas, andavamos de bicicleta juntas, até que um dia em conversa descobrimos que íamos as duas para a mesma escola LOL. E pronto, até agora no Verão ainda vou para casa dela apanhar aqueles banhos de sol e rir até não poder mais. A Inês Carrari conheci pela Luanna :)

Mas, as primeiras pessoas que conheci mesmo nesta rua foi a Rita e a Mónica. Na altura, acho que a rita andava no 2º ano e a mónica na pré-primária. Bastou mudar de casa, para elas no primeiro dia em que morei naquela rua entrarem-me pela casa a dentro, apresentarem-se e intrujarem-se para comer. Passavam dias e dias cá em casa, e eu sem as conhecer ahaha.

Depois conheci a Carolina, o Duarte e o Tomás. Nunca nos demos bem ao início, só com o passar dos anos é que começámos a ser decentes uns para os outros xD.
Já não me lembro como conheci o Pedro, mas de qualquer maneira, o meu pai e o pai dele são amigos por isso deve ter sido qualquer coisa assim.

A Soraia.. Bem, ela andava na Alapraia na mesma altura que eu mas não nos falavamos. Eu sabia quem ela era e ela sabia quem eu era. Mas só quando saí da Alapraia é que começamos a ir para a rua e a falar. Hoje, é uma GRANDE GRANDE AMIGA :D

Enfim, achei que tinha de escrever sobre eles. Fazem parte do meu passado, alguns permanecem no meu presente, fazem parte da minha vida.